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CPI ouve profissionais de saúde e vítimas dos jogos de azar

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas realiza nesta segunda-feira (11), a partir das 14h, audiência pública para tratar da dependência patológica nos jogos de azar, conhecida como ludopatia. Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1980, a ludopatia tem se agravado nos últimos anos a partir da popularização das plataformas online de apostas, cujas propagandas estão virtualmente em todos os lugares. 

O evento será realizado a partir de requerimento apresentado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE). Na justificativa, o senador afirma que o vício em apostas tem causado diversos impactos negativos na sociedade, tais como a perda de patrimônio, endividamento da população, crescimento de suicídios, entre outras situações. 

Criada para apurar fatos relacionados às denúncias e suspeitas de manipulação de resultados no futebol brasileiro, com suposto envolvimento de jogadores, dirigentes e empresas de apostas, a CPI receberá profissionais de saúde e viciados em jogos para tentar encontrar sugestões que ajudem a diminuir os efeitos negativos causados pelas apostas em jogos de azar. 

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Debatedores 

Cinco convidados estão confirmados, sendo três presencialmente e outros dois por videoconferência. A Associação Médica Brasileira (AMB) foi convidada para a audiência, mas ainda não confirmou participação no evento. 

  • Doutor Hermano Tavares, professor do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), participação presencial; 
  • Representante da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), participação presencial; 
  • André Rolim, empresário e ex-apostador, participação presencial; 
  • Doutor Salomão Rodrigues Filho, representante do Conselho Federal de Medicina (CFM), participação por videoconferência; 
  • Doutor Oscar Rodolpho Bittencourt Cox, membro do Conselho Municipal Antidrogas do Rio de Janeiro e representante de jogadores anônimos, participação por videoconferência. 

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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