POLITÍCA NACIONAL
Comissão vai debater julgamento do STF sobre letalidade policial no Rio de Janeiro
POLITÍCA NACIONAL
O julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a política de segurança pública e as mortes em operações policiais no Rio de Janeiro serão debatidos pela Comissão de Segurança Pública (CSP) na terça-feira (25). A audiência pública foi pedida pelo presidente da comisssão, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Flávio alega no requerimento (REQ 3/2025 – CSP) que a retomada pelo STF do julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635 a partir do dia 26 de março trará impacto direto na aplicação da política de segurança pública e reflexos na sociedade.
A ADPF foi proposta em 2019 pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), sob o argumento de que a política de segurança pública local, “em vez de buscar prevenir mortes e conflitos armados, incentiva a letalidade da atuação dos órgãos policiais”. O STF tomou decisões liminares e determinou que o governo estadual elaborasse um plano para reduzir a letalidade policial.
Ao retomar o julgamento, o STF vai analisar se a política de segurança pública fluminense viola princípios constitucionais como o da dignidade da pessoa humana e os direitos fundamentais à vida, igualdade e inviolabilidade do domicílio.
Em abril de 2024, um grupo de trabalho do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apresentou um relatório ao ministro Edson Fachin, relator da ação, recomendando transparência dos dados das investigações, ocorrências e operações policiais, sob a supervisão do Ministério Público.
Já confirmaram presença na audiência da CSP: Victor César Carvalho dos Santos, secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro; André de Seixas, diretor da Logística Brasil; Filipe da Costa Coelho, do sindicato de empresas rodoviárias de carga do Rio de Janeiro (Sindicarga); Paulo Klein, do Instituto Família Policial; e Marcelo de Menezes Nogueira, secretário de Polícia Militar do Rio de Janeiro.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA MT
TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada
O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.
A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.
Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.
Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.
A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.
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