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Comissão de Agricultura adia votação de projeto que susta desapropriação no RS

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A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) adiou a votação, prevista para esta quarta-feira (11), da proposta do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) para suspender decreto da União que possibilita a desapropriação de imóveis rurais nos municípios de Coxilha e Sertão, no Rio Grande do Sul, para compor o território quilombola Arvinha.

Na abertura da reunião do colegiado, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), relator do projeto, informou que o governo propôs um acordo com os proprietários rurais afetados pela desapropriação.

— Conversando com o autor do projeto (…), vamos retirar o item da pauta e esperar esse acordo.

O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 357/2024 suspende o Decreto 12.186, de 2024, que declara de interesse social, para fins de desapropriação, os imóveis rurais abrangidos pelo território quilombola Arvinha. Heinze argumenta que o decreto impacta diretamente 33 famílias de pequenos produtores rurais, que não teriam sido consultados.

Mourão emitiu voto favorável à proposição e também chamou a atenção para a sensação de insegurança dos agricultores.

Outros adiamentos

Também foi adiada a análise do projeto que estende a possibilidade de recuperação judicial, recuperação extrajudicial e falência a entidades que não possuem natureza empresarial, como produtores rurais, associações, fundações e cooperativas. O PL 383/2022, do senador Rogério Carvalho (PT-SE), foi retirado de pauta a pedido de seu relator, senador Weverton (PDT-MA).

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Outro projeto adiado foi o texto alternativo do relator Luis Carlos Heinze a uma proposta apresentada em 2018 pelo então senador Givago Tenório (AL) que aumenta para 20 anos o prazo de proteção a cultivares, com exceção das videiras, das árvores frutíferas e florestais, das flores e das árvores e plantas ornamentais, e seus porta-enxertos, que serão protegidos por 25 anos. O PLS 404/2018 foi retirado de pauta para reexame do relator.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes aponta dificuldades na candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência

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Foto Mayke Toscano

O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (23) que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República enfrenta um cenário de instabilidade e incertezas para as eleições de 2026. Segundo Mendes, os rumores sobre uma possível desistência e disputas internas têm afetado a imagem do projeto político da direita.

Em entrevista à imprensa, Mendes afirmou que há “muitos ruídos” nos bastidores envolvendo o nome de Flávio Bolsonaro, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para representar o grupo político na corrida presidencial. “O cenário hoje ainda está muito indefinido. Existem muitos rumores de eventual desistência, muito fogo amigo e fogo inimigo”, declarou.

Apesar de avaliar negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Mauro Mendes disse que a direita ainda enfrenta dificuldade para consolidar uma liderança nacional. Para ele, a falta de um nome forte aumenta a incerteza sobre a disputa de 2026. “Existe um vácuo de grandes lideranças. O Flávio está tentando se firmar, mas essa névoa de expectativa não é positiva”, afirmou.

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