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Comissão aprova projeto para integrar órgãos de segurança pública e sistema penitenciário

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A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3451/24, que define expressamente as polícias e as demais instituições de segurança pública como órgãos de apoio aos da execução penal.

O objetivo é permitir a fiscalização efetiva do cumprimento das condições da sentença, do gozo correto da saída temporária e de outros parâmetros estabelecidos na Lei de Execução Penal, que é alterada pela proposta.

O projeto, do deputado Delegado da Cunha (PP-SP), foi aprovado por recomendação do relator, deputado Delegado Fabio Costa (PP-AL).

Compartilhamento
O texto estabelece a necessidade de compartilhamento de dados e informações relacionados aos direitos e deveres dos condenados e internados, além das providências necessárias à preservação dos direitos e garantias fundamentais destes e da sociedade.

Dessa forma, todas as informações referentes ao cumprimento de pena ou ao gozo de benefícios dos condenados ou internados, nas saídas temporárias da penitenciária, deverão ser incluídas nos sistemas dos órgãos de segurança pública. Em caso de descumprimentos ou violação de direitos e deveres, estes deverão ser comunicados ao juiz competente, para adoção de medidas cautelares.

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Os agentes de segurança pública deverão ainda, como medida de proteção da sociedade, conduzir o condenado ou internado a um estabelecimento de custódia do sistema prisional, local em que permanecerá até a audiência com o juiz.

Crimes
Delegado Fabio Costa observou que boa parte dos crimes de rua, como roubos e furtos, são praticados por pessoas em cumprimento de penas ou de medidas alternativas à prisão.

“A proposição procura oferecer uma solução viável, por meio do atual progresso tecnológico, para os obstáculos enfrentados pela segurança pública no Brasil”, afirmou o relator. “A medida possibilitará a efetiva fiscalização do cumprimento de ordens judiciais, do regular gozo ou não de benefícios e de medidas cautelares estabelecidos na legislação penal, processual e de execução penal.”

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a medida precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Roberto Seabra

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Fonte: Câmara dos Deputados

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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