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CI quer verificar procedimento de pesagem de caminhões em Rondônia

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Durante a sessão desta terça-feira (25), a Comissão de Infraestrutura (CI) aprovou a realização de diligência externa na Estação de Transbordo de Cargas em Porto Velho (RO). O pedido (REQ 21/2025) foi formulado pelo senador Jaime Bagattoli (PL-RO).

A estrutura de pesagem é móvel. Além de Porto Velho, ela também fica instalada no município de Pimenta Bueno, a cerca de 500 quilômetros da capital. Bagattoli quer fiscalizar o procedimento de pesagem de caminhões por eixo realizado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na estação. De acordo com o senador, ao utilizar uma estrutura móvel, o DNIT tem penalizado “injustamente” os transportadores a partir de problemas recorrentes causados por distorções nas pesagens.

“É comum que em uma pesagem nas balanças móveis, a soma dos eixos fique com uma diferença muito maior. Para coibir estas distorções, existe uma tolerância de 5% para efetuar uma autuação, mas como esta distorção é recorrente, é necessário analisar com mais critério se a balança atende a real necessidade da operação e se está sendo manuseada da forma correta”, argumenta o senador.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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