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Candidatos a presidente da Câmara têm menos de 40 anos e são de partidos criados após ano 2000

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Advogado, com 54 anos e representante de estados da Região Sudeste. Este é o perfil da maioria dos ex-presidentes eleitos para Câmara dos Deputados na história da República. Nesse sentido, a eleição deste ano foge do padrão porque os três deputados que anunciaram sua candidatura têm menos de 40 anos de idade.

Se eleito, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), de 35 anos, será o mais jovem da história a assumir o cargo – ele é alguns meses mais novo do que Pedro Aleixo, eleito em 1937, e Carlos Peixoto Filho, em 1907, que também tinham 35.

Os outros candidatos neste ano são Marcel Van Hattem (Novo-RS), de 39 anos, e Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ), de 37 anos.

A eleição deste ano também entra para a história porque todos os candidatos pertencem a partidos criados após o ano 2000. Até o momento, todos os presidentes da Câmara eleitos com a volta da democracia, em 1985, pertenciam a partidos criados nos anos 1980. Só o MDB esteve no cargo por 9 vezes, seguido pelo DEM/PFL (6) e pelo PP (4).

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Profissão e estado
As profissões dos candidatos também são fora do comum para a Presidência da Câmara, que foi comandada por advogados por 39 vezes. Hugo Motta é médico, assim como apenas outros 6 ex-presidentes – o último médico no cargo foi o deputado Arlindo Chinaglia, eleito em 2007.

Marcel Van Hattem é jornalista, mesma profissão de outros dois ex-presidentes, entre eles o ex-deputado Aldo Rebelo. Já Pastor Henrique Vieira poderá ser o primeiro pastor a ocupar o posto.

Na história da República, a Presidência da Câmara esteve nas mãos de deputados da Região Sudeste 35 vezes (16 de São Paulo, 12 de Minas Gerais e 7 do Rio de Janeiro).

Se eleito, Hugo Motta será o 20º deputado da Região Nordeste, sendo que apenas outros dois foram da Paraíba: Efraim Moraes (PFL), entre 2002 e 2003, e Samuel Duarte (PSD), de 1947 a 1949.

Já a Região Sul ocupou o cargo cinco vezes (quatro por gaúchos). As regiões Norte e Centro-Oeste até hoje não elegeram um presidente da Câmara.

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Reportagem – Francisco Brandão
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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