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Cadastro informatizado de obras públicas com recursos federais é aprovado na CAE

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A criação de um cadastro on-line de obras públicas custeadas com recursos federais, para proporcionar maior transparência à execução orçamentária da União, foi aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), nesta terça-feira (17). O projeto (PL 1.343/2022), de autoria do senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL), recebeu voto favorável do relator, senador Izalci Lucas (PL-DF), na forma de um texto alternativo (substitutivo), que  segue agora para decisão final na Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC).

Segundo o texto, o cadastro deverá conter informações de cada obra ou serviço a ela vinculada, como identificação da obra e dos responsáveis, georreferenciamento, imagens, descrição, valor estimado, data de início e de término da execução física e financeira. Excepcionalmente o cadastro de uma obra poderá ser dispensado, como em emergências ou por motivo de segurança nacional.

O cadastro deverá ser disponibilizado na internet, com o oferecimento de ferramentas de pesquisa e de exportação, ser acessível e permitir consulta pública irrestrita. A União poderá autorizar a adesão de estados e municípios ao cadastro.

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A atualização das informações no cadastro será de responsabilidade da unidade responsável pela programação orçamentária, por meio da qual a obra será executada, sob pena de rescisão do instrumento de repasse. A criação do cadastro entrará em vigor 360 dias após a publicação da lei.

Na justificação do projeto, o senador Rodrigo destaca a determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), que identificou a falta de informações físicas e financeiras de obras públicas no processo de elaboração da proposta orçamentária por parte do órgão central de Orçamento, o que tem contribuído para a existência de um quadro de obras inacabadas financiadas com recursos federais.

— Esse projeto surgiu exatamente da necessidade que identifiquei ao ir pessoalmente a 82 creches, em 65 municípios alagoanos, que estavam paralisadas no estado, [e financiadas] com recursos federais. É inadmissível que hoje, com todas as informações, não se tenha um cadastro unificado para que se possa, desde o prefeito até o cidadão comum, ter acesso com exatidão a essas informações, padronizadas — explicou o parlamentar, durante sessão da CAE.

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Para o relator Izalci, por se tratar de iniciativas próprias do Poder Executivo [das diferentes esferas de governo], mediante a edição de decretos, elas são passíveis de eventuais retrocessos, caso alguma unidade da Federação decida desistir ou simplificar o cadastro centralizado. A edição da lei, com a determinação da obrigação do cadastro de obras é, para o senador Izalci, fundamental para que a sociedade tenha a garantia de poder acompanhar, com transparência, as obras em execução com recursos públicos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

 

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