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Avança projeto para facilitar acesso de estudantes locais a universidades

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A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) aprovou nesta terça-feira (25) projeto para incentivar o acesso de estudantes a universidades da mesma região onde moram (PL 2.141/2021). A proposta permite que as universidades apliquem um bônus de pontuação para estudantes locais nos seus processos seletivos. Ela segue para a Comissão de Educação (CE), que terá a palavra final.

A política já é adotada por algumas universidades, que concedem o bônus a estudantes do mesmo estado ou de municípios mais próximos da instituição. A relatora do projeto foi a presidente da comissão, senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). Ao recomendar a aprovação, ela lembrou que a tendência é que uma parcela significativa dos recém-formados retorne a seus estados de origem, motivo pelo qual algumas universidades já vêm adotando medidas afirmativas de cunho regional.

— Essa é uma medida que, se adequadamente aplicada, pode conciliar os benefícios trazidos pelo Sisu [Sistema de Seleção Unificado] com diretrizes de desenvolvimento regional fundamentadas na fixação de profissionais mais qualificados nas regiões que investiram em sua formação — disse ela durante a aprovação do projeto.

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De acordo com a autora do projeto, senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB), a criação do Sisu intensificou a mobilidade interestadual e inter-regional na busca por vagas na educação superior. O Sisu leva em conta os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na disputa pelas vagas.

Apesar do mérito de facilitar aos candidatos o acesso às vagas sem a necessidade de prestar exames em vários estabelecimentos, o sistema também gerou desequilíbrios, na visão de senadora. Um deles é o fato de privar cada vez mais de estudantes oriundos do mesmo Estado e região do acesso às universidades mais próximas.

Requerimento

Na mesma reunião, a CDR aprovou requerimento de Dorinha (REQ 10/2025) para uma audiência pública sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). A intenção é discutir impactos e alternativas à incidência do ICMS com substituição tributária na venda de produtos a bordo em voos domésticos.

Substituição tributária é a transferência da obrigação do recolhimento de um imposto de uma ou várias pessoas que estão em uma cadeia de produção. Assim, esse tributo é recolhido uma vez antes de todas as operações subsequentes da cadeia de produção até que chegue ao consumidor final.

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Para a senadora, esse sistema, no caso dessas operações, gera um aumento de custos e riscos de dupla tributação, além de onerar a máquina estatal com a sobrecarga de pedidos de restituição.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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