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Associação diz que 80% dos entes federados precisam de mais recursos para ter qualidade educacional

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Em debate nesta terça-feira (5) na Subcomissão sobre o Sistema Nacional de Educação da Comissão de Educação da Câmara, Gabriela Schneider, da Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação, disse que 79,2% dos estados e municípios precisam de complementação financeira para atingir valores mínimos de qualidade do ensino, o chamado Custo Aluno-Qualidade (CAQ).

A pesquisadora apontou também a necessidade de adoção de parâmetros como carga horária e dias letivos, tamanho das turmas, jornada e remuneração de professores, formação profissional e manutenção dos equipamentos.

Segundo Gabriela, uma comparação com países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra um gasto com educação infantil 3,5 vezes maior daqueles países em relação ao Brasil. No caso do ensino médio, o custo seria 2,8 vezes maior.

A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) ponderou que aumentar recursos não significa mais qualidade, em muitos casos. “Nossa educação não é de boa qualidade. Muitos alunos não sabem ler, escrever, fazer quatro operações matemáticas. A nossa base está certa? Essa é a pergunta, porque a questão não é só investimento. Então, adianta colocar 10% do PIB em uma coisa que com 5% já não funciona? A gente não tem parâmetros.”

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Maria Teresa Alves, do Inep, disse que a ideia é reduzir desigualdades regionais e até dentro dos estados. “Não existe ensino de qualidade sem investimento. E o que o Fundeb traz é uma redução, uma equalização de entes que não alcançam o valor aluno-ano mínimo.”

Maria Teresa lembrou que o Fundo de Manutenção da Educação Básica (Fundeb) terá um importante papel no aumento da qualidade do ensino com a elevação da participação da União neste fundo de 10% para 23% até 2026.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

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TCU pode avançar nesta semana em fiscalização proposta pela Coronel Fernanda contra venda casada

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O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) poderá analisar nesta semana a abertura de uma fiscalização preliminar sobre a suposta prática de venda casada na concessão de crédito rural, proposta pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). A iniciativa volta ao centro do debate em um momento de juros elevados, maior endividamento no campo e restrição ao acesso a financiamentos pelos produtores rurais.

A fiscalização foi solicitada pela parlamentar e aprovada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados no fim do ano passado. Agora, caberá ao TCU decidir se aprofunda a investigação sobre possíveis irregularidades nas operações de crédito rural, especialmente a exigência da contratação de produtos bancários acessórios (seguros, títulos de capitalização, consórcios e investimentos), como condição para a liberação dos financiamentos, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

Para a deputada Coronel Fernanda, o avanço da análise pelo TCU representa um passo fundamental para proteger os produtores e assegurar que o crédito rural cumpra sua função como política pública. “O produtor não pode ser penalizado com custos ocultos e imposições ilegais justamente no momento em que mais precisa de apoio para produzir. Crédito rural não é balcão de vendas de produtos financeiros”, tem defendido a parlamentar.

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Além da venda casada, a proposta de fiscalização prevê a análise da transparência das taxas e encargos cobrados nas operações, bem como a governança e os controles internos das instituições financeiras públicas federais responsáveis pela execução do crédito rural. A atuação do Banco Central do Brasil, órgão supervisor do sistema financeiro, também será objeto da apuração.

A matéria está na pauta do plenário do TCU desta quarta-feira (28/1). Caso aprovada, a fiscalização abrangerá operações realizadas por bancos federais e incluirá uma verificação específica dos recursos oriundos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), que utilizam dinheiro público. A sugestão técnica é que o processo seja relatado pelo ministro Augusto Nardes, que já conduz outras duas auditorias relacionadas ao crédito rural.

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