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Representantes do Consórcio não comparecem e audiência pública é adiada mais uma vez

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O advogado Leonardo Pio da Silva Campos é representante das construtoras Nova Engevix e Heleno da Fonseca, que compõem o Consórcio BRT.

O advogado Leonardo Pio da Silva Campos é representante das construtoras Nova Engevix e Heleno da Fonseca, que compõem o Consórcio BRT.

Foto: JLSIQUEIRA/ALMT

Com mais de R$ 150 milhões recebidos e menos de 20% das obras entregues, os diretores do Consórcio BRT não compareceram à audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na manhã desta quinta-feira (27). A justificativa seria a realização de reuniões com o governo do Estado em busca de celebrar um acordo sobre a suspensão das obras. Esta é a segunda vez que o Consórcio pede o adiamento da audiência pública, requerida pelo deputado Lúdio Cabral (PT), e uma próxima reunião deverá ser realizada em 17 de março.

O advogado Leonardo Pio da Silva Campos, representante das construtoras Nova Engevix e Heleno da Fonseca, que compõem o Consórcio BRT, explicou que os diretores e engenheiros das empresas estão reunidos com o governo em busca de soluções para as obras e que, por isso, não puderam comparecer à audiência. De acordo com o advogado, o Consórcio BRT foi notificado pelo estado sobre a rescisão unilateral do contrato.

“Estamos falando de um contrato complexo, de uma obra de quase R$ 500 milhões, então tudo que envolve o BRT precisa ser tratado com responsabilidade necessário. Já foi apresentada a defesa e, a partir daí, surgiu a oportunidade de uma suspensão amigável e que atenda os interesses dos munícipes”, declarou o advogado, que se absteve de dar detalhes sobre os aspectos técnicos da obra, sobre a defesa judicial, bem como sobre os volumes financeiros que já foram empenhados.

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O deputado Lúdio Cabral afirmou que o argumento sobre a ausência dos representantes do Consórcio BRT é plausível, uma vez que estão, desde terça-feira, em negociação com o governo em busca de soluções ou acordo. “O que nós temos sugerido neste diálogo é que, aquilo que já está aberto de obra, seja concluído pela empresa que já está lá. Se for parar, licitar, recomeçar, será mais um ou dois anos com a avenida aberta. Nós vamos continuar acompanhando e, eu estou satisfeito, porque com a aprovação dos requerimentos conseguimos mobilizar a todos para cobrar uma solução”.

A Assembleia Legislativa aprovou, no dia 23 de janeiro, o primeiro requerimento convidando representantes do Consórcio BRT para prestar esclarecimentos sobre os prazos das obras. O consórcio BRT foi contratado pelo governo em agosto de 2022, por R$ 468 milhões, e o prazo de vigência, conforme estabelecido em contrato, seria de 800 dias consecutivos. Ou seja, o trabalho deveria ser concluído em outubro de 2024.

De acordo com o governo do Estado, o contrato foi rescindido em 05 de fevereiro deste ano, justamente pelo descumprimento dos prazos estabelecidos. Dados do Fiplan apontam que R$ 153 milhões já foram pagos à empresa desde o início dos trabalhos, o que representa 32,6% do total do contrato. Ao longo de dois anos e três meses, o consórcio executou 18% das obras, segundo o Secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira.

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O BRT foi escolhido como modal de transporte coletivo em substituição ao Veículo Leve sobre Trilho (VLT), que chegou a ter as obras iniciadas, deveria ter sido entregue na Copa de 2014, mas nunca foi concluído. O presidente da Associação dos Usuários de Transporte Coletivo (Asud), Pedro Aquino, participou da audiência pública e cobrou mais abertura por parte do governo para dialogar com a população sobre os impactos e o andamento das obras. De acordo com Aquino, a Associação nunca foi ouvida ou convidada para uma reunião, somente quando os empresários de Várzea Grande se mobilizaram contra a execução das obras.

Desde 2012, a população de Cuiabá e Várzea Grande sofre com as obras inacabadas, primeiramente do VLT, cujos trabalhos foram suspensos em 2015 e deixaram canteiros abertos no meio das principais avenidas. Agora, a partir de 2022, novas interdições provocaram mais atrasos nos deslocamentos, sem falar nos inúmeros acidentes de trânsito e consequentemente vidas interrompidas ao longo destes quase 13 anos.

Fonte: ALMT – MT

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Governador defende ação conjunta entre Estado e municípios para ampliar atenção básica, creches e frota escolar

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Foto Mayke Toscano/SECOM-MT

O governador Otaviano Pivetta defendeu que o Governo de Mato Grosso e os municípios da região Sul do Estado atuem em conjunto para acelerar a ampliação da atenção básica em saúde, a construção de creches e a renovação da frota do transporte escolar.

A proposta foi apresentada durante o Encontro dos Prefeitos da Região Sul de Mato Grosso, nesta quarta-feira (27.5), com a presença de prefeitos, secretários municipais, presidentes de câmaras e equipes técnicas das áreas de saúde e educação.

Segundo o governador, o objetivo é consolidar metas definidas e responsabilidades compartilhadas entre Estado e municípios.

“Nós queremos sair daqui com um pacto claro de cooperação, com metas objetivas e compromisso de execução. O Estado entra com apoio técnico e financeiro, mas cada município também precisa fazer a sua parte. Só assim a gente consegue elevar o padrão do serviço público e entregar resultado para quem mais precisa”, afirmou.

Na área da saúde, Otaviano Pivetta destacou que os 21 municípios da região Sul contam atualmente com 156 unidades básicas de saúde, mas ainda há necessidade de cerca de 20 novas unidades para alcançar cobertura integral da atenção básica.

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“A atenção básica bem estruturada muda completamente o sistema. Ela reduz hospitalização, reduz judicialização e evita desperdício de recursos. Hoje ainda temos milhares de pessoas fora do acompanhamento adequado. Isso significa gente que deveria estar sendo atendida na base e acaba chegando no hospital em situação mais grave”, pontuou.

Ele afirmou que o Estado vai abrir chamamentos públicos para apoiar financeiramente a construção das unidades necessárias, dentro de um modelo de cooperação com os municípios.

“A saúde precisa funcionar de forma integrada, da atenção básica até os serviços de média e alta complexidade. Se a base não funciona, todo o sistema fica sobrecarregado”, disse.

Outro eixo defendido pelo governador é a renovação do transporte escolar. Otaviano Pivetta reforçou a meta de eliminar veículos antigos da frota em parceria com as prefeituras.

“Já avançamos com a entrega de cerca de 1.300 veículos escolares nos últimos sete anos, mas o objetivo agora é completar a renovação e não permitir mais frota com mais de dez anos de uso”, destacou.

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Durante o encontro, o governador também apresentou um balanço dos investimentos realizados pelo Estado desde 2019, destacando a ampliação da capacidade de investimento e a reorganização da infraestrutura pública.

“Mato Grosso dobrou o número de quilômetros asfaltados desde 2019 e recuperou capacidade de investimento. Isso muda a realidade dos municípios, melhora logística e amplia o acesso da população aos serviços públicos”, pontuou.

Também participaram do encontro os deputados federais Fábio Garcia e José Medeiros; o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi; os deputados estaduais Beto Dois a Um, Thiago Silva e Diego Guimarães; o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho; o secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo; a secretária de Estado de Comunicação, Laice Souza; o secretário-chefe de Gabinete do Governador, Eduardo Manciolli; além de equipes técnicas da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

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