POLÍCIA
Polícia Civil apreende mais de 580 quilos de entorpecentes em rota do tráfico entre MT e MS
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As investigações contaram com apoio do Núcleo de Inteligência da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), da Polícia Civil de Mato Grosso.
Parte da grande quantidade de droga foi apreendida dentro de um caminhão na cidade de Coxim (MS) e o restante do entorpecente foi encontrado em uma “casa cofre”, na cidade de Dourados (MS). Cinco pessoas foram presas pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Em trabalho de combate ao tráfico de drogas interestadual, a equipe da DRE vinha monitorando um trecho entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, utilizado como rota para “mulas” (pessoas que fazem o transporte de entorpecentes), local onde já teriam ocorrido várias prisões anteriores. ![]()
A investigação tinha como alvo duas mulheres, com passagens anteriores por tráfico de drogas, inclusive no estado de Mato Grosso do Sul e ligadas a uma facção local. Segundo as informações, as suspeitas estavam recrutando novas mulheres para fazer o transporte da droga, em grande parte dos casos em caminhões que oferecem carona na estrada.
Após troca de informações com a equipe da 1ª Delegacia de Dourados, os policiais da DRE foram para o estado de Mato Grosso do Sul, onde identificaram uma residência utilizada como “casa cofre” para guarda de entorpecentes. As investigações também descobriram que parte da droga já estava na estrada, sendo transportada para Mato Grosso.
Apreensão
Diante das informações, a equipe da DRE com apoio de policiais da 1º Delegacia de Coxim realizaram a abordagem de caminhões na estrada, na noite de sábado (22), conseguindo efetuar a prisão de duas mulheres, que estavam atuando como “mulas”. Com elas, foram apreendidos diversos tabletes de maconha tipo skunk, totalizando cerca de 80 quilos do entorpecente.
Em continuidade às diligências, na madrugada de domingo (23), os policiais da DRE e da 1ª Delegacia de Dourados realizaram a abordagem na casa cofre, onde encontraram o carregamento de tabletes de skunk, totalizando mais de 200 quilos da droga. Enquanto estavam no local, um carro estacionou na residência, estando em seu interior um casal que transportava mais de 300 quilos de entorpecentes no interior do veículo.
Na casa também foi encontrado um veículo Renault Sandeiro produto de roubo, ocorrido no mês de maio em Cuiabá. No total, cinco pessoas foram presas, sendo três de Mato Grosso e duas da cidade de Coxim (MS). O flagrante da droga apreendida na estrada foi lavrado na Delegacia de Coxim. O entorpecente apreendido na casa cofre e os suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Dourados onde foi lavrado o flagrante.
Fonte: Policia Civil MT – MT
POLÍCIA
Polícia aponta que pastores integravam esquema de apoio à facção; filha é presa em Cuiabá
Os pastores evangélicos Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida são apontados pela Polícia Civil como integrantes do esquema criminoso investigado na Operação Fariseus. Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, o casal recebia recados, transportava dinheiro, emprestava contas bancárias e movimentava valores para atender interesses de uma facção criminosa.
A filha deles, Rhavenna Barcelos de Almeida, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (16), em Cuiabá. Conforme a investigação, ela atuava no suporte operacional, financeiro e na comunicação entre integrantes da organização criminosa. Contra os pais foram cumpridos apenas mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, a família utilizava um projeto de evangelização em unidades prisionais para se aproximar de detentos e manter contato com lideranças da facção. A estrutura religiosa teria sido usada para transmitir mensagens e facilitar a movimentação de recursos ilícitos. O delegado ressaltou, porém, que a investigação não aponta envolvimento institucional da igreja, mas sim de pessoas que teriam se aproveitado da atividade missionária para favorecer o grupo criminoso.
As investigações também indicam que Rhavenna mantinha contato com Jonas Souza Garcia Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder da facção e atualmente foragido. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie e materiais relacionados à organização criminosa. Ao todo, a Operação Fariseus cumpriu 27 ordens judiciais, e os investigados respondem por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura.
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