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Polícia Civil cumpre prisão de líder de associação criminosa especializada em roubos e veículos

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Um criminoso, apontado como líder de uma organização criminosa envolvida em crimes de roubo e adulteração de veículos, teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, nesta terça-feira (29.08), em ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA).

O investigado é um dos alvos da Operação Imperial, deflagrada pela DERFVA em agosto de 2021, ocasião em que foi preso por mandado de prisão preventiva, porém no início do mês de agosto deste ano, recebeu o benefício de prisão domiciliar para tratamento de saúde.

A nova ordem de prisão preventiva contra o investigado foi expedida pelo juízo da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, que entendeu que ele não estava cumprindo as obrigações impostas para o benefício da prisão domiciliar.

Assim que recebeu a comunicação da expedição do novo mandado, os policiais da DERFVA realizaram diligências, conseguindo efetuar a prisão do criminoso, em um condomínio no bairro Jardim Califórnia em Cuiabá. Ele foi encaminhado para DERFVA para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.

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Operação Imperial

Deflagrada em agosto de 2021, pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERFVA), a Operação Imperial, em sua primeira fase deu cumprimento a 55 ordens judiciais contra uma organização criminosa estruturada para prática de crimes de roubo e adulteração de veículos.

O grupo criminoso também atuava em outros crimes correlatos como tráfico de drogas na modalidade escambo (troca de veículos, objetos de roubo/furto por entorpecentes), receptação, uso de documentos falsos, falsidade ideológica, estelionato, lavagem de capitais e outros.

Na primeira fase, os trabalhos resultaram em 10 pessoas presas, apreensão de 23 carros, quatro motocicletas e um jet ski, além de cheques, valores sequestrados, seis armas de fogo, além de quatro flagrantes dos crimes de posse ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e corrupção de menores.

No mês de outubro de 2021, foi deflagrada mais uma fase da operação, ocasião em que foram cumpridas mais 19 ordens judiciais contra o grupo criminoso.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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