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Entrega de medalhas reconhece dedicação e empenho dos policiais da Regional de Barra do Garças

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Emoção, boas lembranças e sentimento de pertencimento marcaram a cerimônia de entrega de medalhas realizada pela Diretoria da Polícia Civil de Mato Grosso, na Regional de Barra do Garças (509 km a leste de Cuiabá). O evento celebrado, na tarde desta quarta-feira (10.04), na Câmara Municipal de Barra do Garças, homenageou 11 policiais com medalhas da categoria Mérito Policial, destinadas a servidores que completaram 10, 20 e 30 anos de serviços dedicados à Polícia. 

A entrega das homenagens, que reuniu investigadores, escrivães e delegados e seus familiares foi realizada na Câmara Municipal de Barra do Garças e contou com a presença, dentre outras autoridades, da delegada-geral, Daniela Maidel, do Diretor de Interior, Walfrido Franklim, do delegado Regional, Wyliney Santana Borges e do prefeito da cidade e delegado, Adilson Gonçalves Macedo
.

Dois investigadores de polícia, Roberto Martins Correia e Wilma Alves Santana, que completaram mais de 30 anos de profissão, foram homenageados com as medalhas na categoria ouro. Outros dois investigadores e um delegado receberam medalhas na categoria prata e seis policiais foram agraciados com a medalha de bronze, sendo três investigadores, dois escrivães e uma delegada. 

O delegado Regional de Barra do Garças abriu a cerimônia destacando que a entrega das homenagens era uma ocasião muito importante, pela presença da diretoria da Polícia Civil, buscando  valorizar o que a instituição tem de melhor, que são os seus policiais. “Quero parabenizar a diretoria por essa iniciativa inovadora de promover a entrega nas próprias delegacias Regionais, possibilitando que os servidores possam receber essa homenagem junto a seus familiares, amigos e próprios colegas de trabalho, que querem prestigiar este momento”, disse. 

Homenageado com medalha de prata, o delegado Welber Batista Franco, em um discurso repleto de lembranças representou todos os homenageados presentes, lembrando da sua passagem pela Academia de Polícia de Mato Grosso, suas primeiras lotações na região de fronteira, até a sua lotação na Regional de Barra do Garças. 

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“Esta solenidade, eu denomino como consagração de uma vitória que todos nós conseguimos. Ela nos trás uma capacidade de refletir, de pensar e de sobrepor todas as condições que nos são impostas a cada dia. A mim, eu digo que é do meu coração, que externa, que irradia, esta felicidade de receber esta medalha dos meus superiores, que começamos juntos há mais de duas décadas, que começamos a trilhar essa jornada, que nos trouxe a esta tarde linda de hoje”, destacou o homenageado.

O diretor de interior, Walfrido Franklim do Nascimento, também se emocionou bastante com os momentos e recordações que vieram à tona durante o evento e brincou com todos dizendo que quase que a sua “casca grossa” foi desmascarada, devido tamanha emoção diante de tantas lembranças. 

“Quero dizer aos policiais agraciados que levem esta homenagem aos familiares e aos filhos, dividam com eles essa honraria, porque vocês não conseguiram, sem o apoio deles chegar até aqui, por isso eles tão merecedores quanto vocês. Uma medalha que não está prevista é a tatuagem da alma, que é aquela que quem nasceu para ser policial adquire e que talvez nem a morte vai nos desligar dessa missão de fazer Polícia Judiciária Civil”, afirmou o diretor, emocianando todos os presentes.

A delegada-geral, Daniela Maidel, explicou que a entrega de medalhas não é tão simples e se trata de um processo bastante meticuloso, até serem indicados ao governador do Estado, que concede a honraria por meio de um decreto. 

“Os nossos policiais dedicam 10, 20, 30 anos de suas vidas à Polícia Civil e estes são os melhores anos de suas vidas. São os anos de quando somos jovens, de quando temos sonhos, constituímos nossas famílias e também nos dedicamos à instituição, deixando muitas vezes nossa casa, nossa família e nossos amigos. Em um plantão numa delegacia, muitas vezes nos sentimos sozinhos e que ninguém está olhando por nós. Esta medalha é a materialização do agradecimento da instituição a todos os policiais, que apesar de acharem que não estão sendo observados, fazem a diferença na Polícia Civil”, afirmou Maidel. 

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O prefeito de Barra do Garças, delegado Adilson Macedo, fechou o evento mais uma vez parabenizando a Diretoria da Polícia Civil pela iniciativa, ressaltando que a homenagem é um reconhecimento necessário. 

“Sabemos que têm muitos policiais que passam mais tempo dentro de uma delegacia, fazendo investigações, trabalhando em inquérito, do que nas próprias residências. Eu fui um exemplo vivo disso, e por mais que você tente explicar para os familiares que ser policial é uma vocação, que se já nasce com esse DNA, é difícil de se entender. Hoje eu tenho certeza que todos que estão aqui são merecedores dessa homenagem por toda dedicação e empenho à instituição”, destacou Macedo.

Agraciado com a honraria, o investigador de polícia, Gelmar Cláudio de Souza, atualmente lotado na Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Barra do Garças, ingressou na Polícia Civil de Mato Grosso há 22 anos e foi um dos homenageados com a medalha de prata. “Este é um momento de grande felicidade e de agradecer à instituição pelo reconhecimento do meu trabalho prestado ao logngo desses anos. Foram diversas momentos marcantes ao longo desta jornada, uma vez que sempre fui muito operacional e gosto de estar na linha de frente”, disse o investigador.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Acusado de feminicídio é encontrado morto em cela de presídio em Várzea Grande

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Joilson Bonifácio Correia de Sousa Silva, de 44 anos, foi encontrado morto na manhã deste sábado (17) em uma cela da Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Ele era acusado de assassinar a ex-companheira, Conceição Moreira da Silva, de 31 anos, com aproximadamente 16 golpes de faca, em Chapada dos Guimarães.

Informações preliminares repassadas à reportagem indicam que Joilson estava sozinho na cela quando foi localizado. Ainda não há confirmação oficial sobre a causa da morte nem sobre as circunstâncias em que o corpo foi encontrado. A hipótese inicial de que não houve participação de outras pessoas depende de apuração e não foi confirmada.

As autoridades deverão realizar perícia médico-legal e examinar registros da unidade prisional para esclarecer o horário e a causa do óbito, além das condições em que o detento permaneceu sob custódia do Estado.

Joilson estava preso desde a noite de 10 de outubro, quando foi detido após a morte de Conceição. O feminicídio ocorreu por volta das 21h, na Rua do Ipê, nas proximidades da Mercearia Azevedo, no bairro São Sebastião, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá.

Segundo os registros policiais, Conceição havia saído do trabalho em um supermercado e seguia de bicicleta para uma pizzaria quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele teria aguardado a passagem dela e iniciado o ataque em via pública. A vítima foi derrubada e atingida por aproximadamente 16 golpes de faca.

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A Polícia Militar foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após testemunhas relatarem que uma mulher era atacada com uma arma branca. Quando os policiais chegaram, encontraram o suspeito contido por moradores. Joilson tinha ferimentos pelo corpo e um corte na cabeça, atribuídos à reação de pessoas que presenciaram o ataque. A faca indicada como instrumento do crime foi apreendida.

Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Conceição foi encaminhada para atendimento médico, mas morreu em decorrência da gravidade dos ferimentos. O caso foi registrado no boletim de ocorrência nº 2026.343185 e passou a ser investigado pela Polícia Civil como feminicídio.

Vítima havia denunciado ameaças

Conceição havia procurado as autoridades para denunciar ameaças do ex-companheiro. Em 28 de setembro, 12 dias antes de ser morta, obteve uma medida protetiva de urgência após relatar episódios de violência e intimidação.

De acordo com informações divulgadas sobre o procedimento policial, ela havia voltado à residência onde morava com Joilson para buscar pertences, acompanhada de dois irmãos. Na ocasião, ele teria se armado com uma faca e ameaçado a mulher. Os familiares intervieram, e ela não foi atingida.

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Depois do episódio, Conceição registrou denúncia por ameaça no contexto de violência doméstica. O procedimento apontava risco grave à integridade da vítima. Informações levantadas durante a investigação indicaram que o suspeito não aceitava o fim do relacionamento e perseguia a ex-companheira.

Mãe de três filhos, Conceição teve a morte lamentada pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Chapada dos Guimarães, que também questionou a efetividade da proteção oferecida após as denúncias.

Prisão preventiva

Joilson foi preso em flagrante em 10 de outubro. No dia seguinte, durante audiência de custódia, o juiz plantonista André Barbosa Guanaes Simões converteu a prisão em flagrante em preventiva. A medida manteve o acusado sob custódia enquanto avançavam os procedimentos judiciais, mas não representava condenação definitiva.

Com a confirmação formal da morte, a Justiça poderá reconhecer a extinção da punibilidade de Joilson, nos termos do artigo 107, inciso I, do Código Penal. A morte do acusado não impede a apuração de eventuais responsabilidades de outras pessoas, caso sejam identificadas.

Até a conclusão dos procedimentos oficiais, a causa da morte de Joilson permanece indeterminada.

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