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Primeiro entrevistado do programa “Explicando Direito” fala sobre judicialização da saúde

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Nesta segunda-feira (30 de maio), foi ao ar a primeira edição do programa “Explicando Direito”, fruto da parceria entre a Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT) e a Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça, por meio da Radio TJ. O primeiro entrevistado foi o juiz Ramon Fagundes Botelho, titular da Terceira Vara da Comarca de Lucas do Rio Verde, que falou sobre judicialização da saúde.
 
“Tratamos do tema da judicialização da saúde, que é a interferência do Poder Judiciário nas prestações de saúde quando o poder público, o Estado, é omisso ou simplesmente não consegue cumprir o seu papel e o cidadão é chamado a provocar o Poder Judiciário para poder intervir. Esse foi o assunto do dia”, destacou o magistrado.
 
Segundo o entrevistado, o tema escolhido para o programa inaugural é muito relevante. “A população mais informada, mais consciente, hoje em dia com acesso aos auxílios das Defensorias Públicas, que são os advogados do Estado para as pessoas que não têm recursos para pagar advogados, consegue, com mais informação e munida da assistência judiciária, provocar o Estado-juiz para que seja cumprida aquela prestação que ela tem direito pela Constituição ou pela lei do Sistema Público de Saúde”, pontuou.
 
O programa “Explicando Direito” conta com o apoio da Rádio Assembleia, do Poder Legislativo do Estado, que vai divulgar a entrevista todas as segundas-feiras, às 8h45, assim como nos intervalos de sua programação diária. O material também será disponibilizado no site da Esmagis-MT (https://esmagis.tjmt.jus.br/) e da Rádio (radiotj.tjmt.jus.br).
 
Conforme o primeiro entrevistado, o programa é interessante, porque possibilita ao juiz, que muitas vezes está preso em seu gabinete analisando demandas individuais, falar em uma linguagem mais simples para o cidadão. “Esse programa vai ser transmitido na Rádio Assembleia para todo o Estado e é uma interlocução entre o juiz e a sociedade, que eu creio que essa seja a ideia do Tribunal de Justiça. E é uma ideia relevantíssima do desembargador Marcos Machado e eu aceitei o convite de pronto. Estou muito feliz em poder contribuir.”
 
O juiz Ramon Botelho lembrou ainda que a sociedade infelizmente vê o juiz muito distante dela, então essas iniciativas possibilitam “quebrar esse gelo”, trazendo o vínculo do juiz com o cidadão. “Na verdade, o juiz é um prestador de serviço para a sociedade e esses programas facilitam essa troca de comunicação”, afirmou.
 
  
 
Segundo o diretor-geral da Esmagis-MT, desembargador Marcos Machado, o programa “Explicando Direito” visa explicar corretamente, em linguagem compreensível, a legislação brasileira e os deveres e direitos subjetivos do cidadão. “Buscamos dar respostas que envolvam a conscientização e o entendimento a respeito das relações sociais. Com isso, pretendemos melhorar ou até mesmo transformar alguns pensamentos e relações humanas. Essa é a expectativa que a Esmagis e o Tribunal de Justiça têm”, observa.
 
 
Como ouvir – A Rádio Assembleia pode ser ouvida na Baixada Cuiabana pela frequência 89,5 FM e pela internet no endereço https://radio.al.mt.gov.br. Também é possível ouvir no site da Esmagis-MT (https://esmagis.tjmt.jus.br/) e da Rádio (radiotj.tjmt.jus.br).
 
A entrevista foi conduzida pelas jornalistas Keila Maressa e Nadja Vasques.
 
 
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição: Imagem retangular colorida em cinza e verde. A deusa da Justiça segura uma balança à esquerda. Ao centro, o dizer Explicando Direito e imagens de microfone, televisão e play. Assina a peça o logo da Esmagis-MT.
 
Leia matéria já publicada sobre o assunto:
 
 
 
Lígia Saito
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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