MATO GROSSO
Governo lança licitação para construir orlas de Cáceres e Barão de Melgaço
MATO GROSSO
O Governo de Mato Grosso lançou, nesta segunda-feira (31.3), os processos de licitação para realizar as obras de construção das orlas de Cáceres e de Barão de Melgaço. As obras serão realizadas em uma cooperação entre as secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), em um investimento total de R$ 24,6 milhões.
A Orla de Cáceres será implantada em um trecho de 860 metros na Avenida Dr. Sabino Vieira, em frente a um braço do Rio Paraguai, onde está localizado o Porto Mário Corrêa.
A nova estrutura terá uma área de convívio, calçadas amplas, uma fonte de água, além de uma plataforma contemplativa. O ponto turístico também ganhará serviços de urbanização e iluminação pública. O porto será reforçado com a reconstrução dos balaústres e execução de um muro de contenção.
O objetivo da obra é atender as demandas crescentes por lazer da região. Cáceres é a principal cidade mato-grossense abrangida pelo Pantanal e a região da orla recebe muitos visitantes, principalmente nos fins de semana. A área revitalizada passa por importantes pontos da cidade, como a Praça Barão do Rio Branco e o Centro de Eventos Municipal.
As propostas das empresas licitantes poderão ser enviadas até o dia 16 de abril, às 9h, por meio do Sistema de Aquisições Governamentais (Siag). O orçamento estimado para a realização da obra é de R$ 9,7 milhões.
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, destacou que as licitações são ações estratégicas do Estado para fomentar o turismo e o desenvolvimento regional em Mato Grosso.
“As orlas de Cáceres e Barão de Melgaço são muito mais que obras de infraestrutura — são espaços de convivência, lazer e geração de oportunidades para a população. Ao investir nessas regiões, que têm grande potencial turístico e histórico, o Governo do Estado reafirma seu compromisso com o crescimento sustentável e com a valorização das nossas riquezas naturais e culturais. Essa parceria entre Sedec e Sinfra reforça a força do trabalho integrado por um Mato Grosso ainda mais forte e atrativo”.
Para o secretário adjunto de Turismo, Felipe Wellaton, as licitações das orlas fazem parte de um esforço contínuo para transformar nossas cidades por meio de obras que melhoram a qualidade de vida das pessoas e estimulam o desenvolvimento local.
“Em Cáceres, teremos um novo cartão-postal com vista para o Rio Paraguai. Em Barão de Melgaço, a orla vai dialogar com a vocação natural da cidade para o turismo de pesca. Nosso compromisso é entregar obras com qualidade, eficiência e que façam a diferença na vida dos mato-grossenses”.
Orla de Barão
Já a licitação para a Orla de Barão de Melgaço será realizada no dia 22 de abril, às 14h. Com um investimento previsto em R$ 14,8 milhões, a orla situada na Rua Augusto Leverger terá 9.771,59 m² de área construída, incluindo quiosques, playground e uma plataforma elevatória, que permitirá o acesso às embarcações.
“Essas são obras que vão reestruturar o espaço público e trazer qualidade de vida para a população, valorizando as cidades. É mais um investimento que o Governo de Mato Grosso faz na planície pantaneira, fruto de uma gestão que investe em todas as regiões”, afirmou o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira.
Barão de Melgaço possui 98% do seu território em área do Pantanal e é conhecido pelo turismo de pesca e belezas naturais.
Orlas em construção
Outras três orlas estão com obras em andamento com recursos do Governo do Estado. A orla de São Félix do Araguaia é realizada em um convênio com o município e conta até o momento com 25% de sua estrutura executada. Já as orla de Santo Antônio do Leverger (85% de execução) e Luciara (42% de execução) são realizadas com investimentos estaduais.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.
O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.
“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.
O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.
Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.
Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.
No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.
Na prática, isso significa que a Câmara não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.
O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.
“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.
A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.
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