MATO GROSSO
Empaer e Consórcio do Pantanal entregam 25 mil alevinos para agricultores da Região Oeste do Estado
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O coordenador de Pesquisa e Fomento da Empaer, José Ricardo Brito, conta que foi realizado um Termo de Cooperação Técnica entre Empaer e o Consórcio do Pantanal com objetivo de prestar assistência técnica e extensão rural aos agricultores familiares, difundindo conhecimento e tecnologia nos sistemas de produção que assegure em curto prazo a segurança alimentar das famílias. E também, desenvolver atividades e projetos em diversas cadeias produtivas, tais como, piscicultura, fruticultura, pecuária de leite e outras.![]()
Os alevinos e a ração são repassados aos produtores que possuem em torno de 100 metros quadrados de lâmina d’água.
De acordo com Brito, em contrapartida o Consórcio oferece apoio logístico e assessoria no desenvolvimento e implantação dos projetos, construção de tanques escavados, fornecimento de insumos, equipamentos quando necessários e outros. “Essa parceria visa prestar aos produtores atividades de difusão de conhecimentos científicos de natureza técnica, econômica e social além da melhoria das condições de vida do meio rural, em consonância com as diretrizes da empresa, Governo Federal, Estadual e do plano de trabalho do Consórcio”, explica.
O coordenador do Programa Rota do Peixe, José de Souza, responsável também pelo transporte e a logística dos alevinos, comenta que nesta primeira remessa levou as espécies de tambacu e tambatinga para atender 24 agricultores em cinco municípios. Durante o ano serão realizadas duas entregas, para um total de 40 agricultores em 14 municípios. Os alevinos e a ração são repassados aos produtores que possuem no mínimo dois viveiros e em torno de 100 metros quadrados de lâmina d’água em sua propriedade para criação de alevinos em cativeiro.
Segundo Souza, a finalidade do Programa Rota do Peixe é incentivar e fomentar a cadeia da piscicultura como fonte de subsistência e renda para os agricultores familiares. Produtores com dois tanques recebem 1.500 alevinos, e com até cinco tanques recebem 3.000 unidades. Ele acredita que a atividade pode ser rentável e proporcionar qualidade de vida para as famílias. Fazem parte do Consórcio Complexo do Pantanal os municípios de Salto do Céu, Curvelândia, Mirassol D’Oeste, Cáceres, Jauru, Porto Esperidião, São José dos Quatro Marcos, Lambari D’Oeste, Rio Branco, Figueirópolis D’Oeste, Indiavaí, Glória D’Oeste, Araputanga e Reserva do Cabaçal.![]()
No período de 10 a 11 meses, os peixes estão prontos para o abate e podem atingir o peso de 1,6 quilos.
O chefe da Estação Piscicultura da Empaer, Antônio Claudino da Silva Filho, informa que foram enviados para os agricultores alevinos, medindo de três a cinco centímetros e de cinco a oito, para serem colocados nos tanques para recria e engorda. Ele destaca que é importante colocar a quantidade de alevinos conforme o tamanho do tanque. Um alevino ocupa um metro quadrado de lâmina d’àgua e necessita de ração farelada alternando a granulometria da ração com o crescimento. No período de 10 a 11 meses, os peixes estão prontos para o abate e podem atingir o peso de 1,6 quilos.
Esse é um período em que a Estação de Piscicultura da Empaer, que fica localizada no município de Nossa Senhora do Livramento (42 km ao Sul de Cuiabá), atende também os agricultores da Baixada Cuiabana comercializando alevinos toda a sexta-feira, no período das 7h30 às 15h30. É necessário fazer reserva e encomendar por meio do telefone (65) 9606 0281/9973 5421. O transporte é por conta do comprador.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore
O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.
O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.
“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.
O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.
Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.
Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.
No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.
Na prática, isso significa que a Câmara não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.
O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.
“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.
A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.
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