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“É a primeira vez que vejo um espetáculo dessa grandeza aqui em Cuiabá”, afirma espectadora do Auto da Paixão de Cristo

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Em uma noite marcada pela emoção, espiritualidade e conexão entre gerações, o Auto da Paixão de Cristo, promovido pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), por meio do Programa SER Família Fé e Vida, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, encantou centenas de pessoas com um espetáculo a céu aberto nesta quinta-feira (17.4), retratando os últimos momentos da vida de Jesus. A ação vem se consolidando como um dos mais importantes eventos de fé e cultura do calendário mato-grossense.

Para muitos, a apresentação não foi apenas uma encenação teatral, mas uma oportunidade de reflexão profunda e vivência espiritual coletiva.

Residente em Mato Grosso há 36 anos, a aposentada Rozecrei Rosa, que mora em Cuiabá há seis anos, afirmou que foi a primeira vez que assistiu um espetáculo grandioso como este, ficando encantada com a experiência.


Foto: Junior Silgueiro | Setasc-MT

“Eu estou aqui com a minha família e é a primeira vez que temos a oportunidade de ver um espetáculo como este. Minha mãe e irmão vieram do Paraná e estão aqui comigo. Está sendo mais surpreendente do que eu pensava. Não tinha noção de como seria, mas estou adorando. Nunca vi algo tão grandioso como esse espetáculo aqui em Cuiabá. Que o Governo de Mato Grosso continue pensando na cultura como um todo, porque precisamos muito disso. Para a minha mãe, que tem 76 anos, e meu irmão, que é especial, encontramos uma estrutura com boa acessibilidade, cadeiras confortáveis, tudo de muito bom acesso. Estamos aproveitando bastante”, destacou Rozecrei.

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Outro espectador que se emocionou com a apresentação foi Joaquim Ribeiro Rocha, de 66 anos, morador do bairro Cidade Verde. Evangélico, ele ressaltou a importância de momentos como este para o fortalecimento da fé.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“A gente precisa refletir sobre o que aconteceu com Jesus, sobre a vida e a morte d’Ele. Não vivemos só para esta terra. Jesus está prometendo uma vida eterna e precisamos ter essa visão espiritual. Está tudo muito bonito. Convido todo mundo que ainda não veio: venham assistir, é um momento nobre e muito especial”, convidou.

O evento faz parte do Programa SER Família Fé e Vida, uma iniciativa do Governo de Mato Grosso voltada ao fortalecimento dos valores familiares, espirituais e culturais, com atenção especial à inclusão de idosos, pessoas com deficiência e famílias em situação de vulnerabilidade.

A secretária da Setasc, coronel PM Grasi Paes, destacou a importância da ação como um espaço de união e fortalecimento da espiritualidade:

“A fé move as pessoas, e o SER Família Fé e Vida vem justamente com essa proposta: promover momentos de encontro, acolhimento e espiritualidade. O Auto da Paixão de Cristo é uma manifestação cultural que toca a alma, resgata valores e fortalece os laços familiares. Estamos felizes em proporcionar essa experiência a tantas famílias mato-grossenses”, afirmou a secretária.

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Foto: Junior Silgueiro | Setasc-MT

O espetáculo segue em exibição até domingo (20) e a entrada é gratuita. A organização reforça que o evento é totalmente acessível, com estrutura adaptada para pessoas com mobilidade reduzida e espaço amplo para acolher o público com conforto e segurança.

Mutirão da Cidadania integra programação do Auto da Paixão de Cristo

Além do espetáculo que emociona o público, o evento também conta com o Mutirão da Cidadania, que segue até domingo (20), das 14h às 18h, oferecendo atendimentos gratuitos à população. Entre os serviços disponíveis estão a emissão de segunda via de documentos, fotos 3×4, orientações jurídicas e sociais, atendimento psicológico e ações voltadas à promoção de direitos, fortalecimento dos vínculos familiares e informações sobre os benefícios do Programa SER Família.

A união entre cultura, fé e cidadania reforça o compromisso do Governo de Mato Grosso com o cuidado integral às famílias, promovendo não só o acesso à arte, mas também a serviços essenciais que impactam diretamente na qualidade de vida da população.

Programação do Auto da Paixão de Cristo 2025

Local: Arena Pantanal (Setor Oeste)

  • Sexta-feira (18/04) – 18h30 e 21h
  • Sábado (19/04) – 19h
  • Domingo (20/04) – 19h

Fonte: Governo MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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