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De dentro da cadeia, reeducandos colaboram com infraestrutura de Mirassol D'Oeste

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Reeducandos que cumprem pena na Cadeia Pública de Mirassol D’Oeste colaboram com a sociedade por meio de trabalhos realizados dentro do presídio. As frentes de trabalho intramuros são fábrica de blocos de cimento, serralheria e horta com vegetais que são doados à instituições filantrópicas da cidade.
 
A estimativa é que os detentos produzam 80 mil peças de bloquetes ao mês, o equivalente a pavimentar 800 metros de rua. Na horta, a meta é doar 700 pés de alface mensalmente.
 
Sidmar Henrique Contardi, 31 anos, é profissional da área de serralheria desde 2006. Transferido para a Cadeia de Mirassol D’Oeste em março, já iniciou o trabalho de fabricar as formas dos bloquetes, além de outros serviços demandados pela unidade prisional.
 
“Eu batalhei muito para chegar até aqui. Fiquei um ano e dez meses fechado para conseguir essa oportunidade. Além da remição, ocupa a cabeça e podemos sair daqui como trabalhadores aperfeiçoados”, pontua.
 
A horta da unidade prisional produz alface hidropônica, quiabo, agrião, pimenta, cebolinha, capim cidreira e boldo. Responsável pela atividade, João Felipe Debran, 27 anos, vem de família que trabalha com agricultura. Para ele, a oportunidade é muito boa e importante. “Isso para mim é o que eu gosto. É um belo começo para sair na ressocialização uma pessoa diferente, modificada, com outros pensamentos e nos ajuda a tirar um pouco do estresse”.
 
A gestão do trabalho intramuros é feita pelo diretor da cadeia, Fabio Araújo Porangaba. Confiança, comprometimento e respeito são as chaves para que a iniciativa dê certo. “Para fazermos a gestão, temos que ter a colaboração dos meus parceiros, policiais penais, passar liderança, respeito para o segregado e temos que ter o respaldo dos Poderes. Esses elos são fechados e comprometidos, o que gera ótimos resultados”, destaca o diretor da cadeia, Fabio Araújo Porangaba.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
 
Primeira imagem: Foto horizontal do reeducando Sidmar curvado ao chão operando a máquina de serralheria, com faíscas. Ao fundo, vemos tijolos. 
Segunda imagem: Foto horizontal do reeducando João Felipe mexendo nas mudas de alface plantadas no sistema hidropônico com uso de canos. Ao fundo, vemos a tela da horta, os arames farpados do muro da cadeia e um pé de mamão.
Terceira imagem: Foto horizontal do canteiro de obras da Cadeira de Mirassol. Há três homens trabalhando na fabricação dos blocos, virando a forma e ajustando as peças, agachados. Em pé, ao lado, está o diretor Fabio. Ele veste farda preta e usa colete à prova de balas e uma arma junto ao tórax.
 
Mylena Petrucelli (Texto e fotos – De Mirassol D’Oeste)
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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Wilson Santos propõe túnel para travessia segura de capivaras entre Parque das Águas e ALMT

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Já se tornou comum deparar com grupos de capivaras nos gramados e chafariz da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Os registros frequentemente chamam a atenção de servidores, visitantes e parlamentares, além de renderem imagens curiosas compartilhadas nas redes sociais. Essa presença inspirou o deputado estadual Wilson Santos (PSD) a propor o Projeto de Resolução nº 428/2024 que prevê a criação de passagens subterrâneas (ecodutos) destinadas à travessia segura de pequenos animais entre o Parque das Águas e a Casa de Leis.

O projeto foi apresentado em 2024 e aprovado em primeira votação no último dia 19 de maio. Ele agora cumpre pauta de cinco sessões para voltar à apreciação do plenário. 

Conforme o parlamentar, a medida vai além da proteção animal e, também, representa um investimento em segurança viária. “Com a aplicação da passagem subterrânea, além da proteção dos animais, especialmente das capivaras, serão evitados diversos acidentes provocados quando motoristas precisam desviar dos animais durante a travessia. Precisamos adotar medidas concretas para preservar a vida animal e oferecer mais segurança à população”, destacou.

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Um dos momentos que mais despertou atenção da população foi quando um grupo de capivaras foi flagrado no chafariz da ALMT como uma verdadeira “piscina”. Enquanto algumas se refrescavam na água, outras aproveitavam a grama do local para se alimentar. A cena reforçou a necessidade de medidas que garantam a convivência harmoniosa entre o ambiente urbano e a fauna silvestre.

Projeto –A passagem subterrânea deverá ser construída sob a camada asfáltica que separa o Parque das Águas da Assembleia Legislativa, permitindo que os animais realizem a travessia sem precisar cruzar a pista de veículos. A estrutura poderá ser executada em concreto armado, material cerâmico ou outro elemento que apresente resistência e segurança adequadas.

Wilson ressalta ainda que a iniciativa atende a uma preocupação crescente com a preservação ambiental em áreas urbanizadas. Para ele, a instalação das passagens subterrâneas representa uma solução prática e sustentável para reduzir a mortalidade da fauna local e fortalecer a consciência de proteção ao meio ambiente.

Caso aprovada, a proposta poderá transformar a região em uma referência de convivência entre desenvolvimento urbano, mobilidade e preservação da biodiversidade, garantindo que as capivaras tenham uma rota segura para circular entre os dois espaços.

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