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Com foco no respeito e qualidade dos serviços, TCE-MT abre Semana da Ética

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Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) abriu a programação da Semana da Ética em evento na manhã desta terça-feira (2). Na data é celebrado o Dia Nacional da Ética, que mobiliza entidades e movimentos sociais para fomentar condutas mais idôneas, condizentes, especialmente, com os princípios da administração pública. 

Ao falar sobre a relevância do tema, o corregedor-geral do órgão, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, afirmou que o TCE-MT serve como espelho para outras instituições. “É um tema que precisa ser lembrado à medida que o tempo passa, justamente porque sofre variações. Queremos transmitir esses preceitos aos servidores, jurisdicionados e à toda sociedade.”  

Na ocasião, o corregedor-geral pontuou ainda que o conselheiro-presidente, José Carlos Novelli, não mediu esforços para a concretização da programação, que tem como destaque a palestra com o escritor e filósofo Luiz Felipe Pondé. “A ética é uma prerrogativa de todas as situações. A relação entre os seres humanos depende disso para fluir. No ano passado trouxemos o professor Leandro Karnal, para falar sobre o assunto. Agora teremos outra palestra, com o Pondé, que será muito educativa”.  

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Para o secretário-executivo de Gestão de Pessoas, Eneias Viegas, o tema permeia as rotinas nos setores. “A pressão por resultados faz parte do trabalho, mas não pode ser confundida com assédio. Os servidores, principalmente os líderes, precisam encontrar maneiras para cobrar metas, para dizer sim e não. Nessa semana isso vai ser discutido.” 

No mesmo sentido se pronunciou o secretário-executivo da Corregedoria Geral, Edson Palma. “Temos o cuidado de fazer essa ação anualmente para que essas ideias sejam difundidas de forma preventiva. A Corregedoria tem também a função de orientar, para que, no futuro, não exista a necessidade de abrir procedimentos administrativos.”

Para tanto, a Corregedoria desenvolverá uma série de ações até sexta-feira (5). Em diferentes atividades serão abordados os princípios básicos da boa conduta a ser observada pelos servidores e colaboradores do TCE-MT em suas relações com o público interno e externo, garantindo respeito e qualidade na entrega de serviços à sociedade.

Palestra 

Destaque na programação, a palestra com o filósofo Luiz Felipe Pondé será realizada a partir das 10h de quinta-feira (4), no Espaço Cultural Liu Arruda. Além de professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), ele assina uma coluna na Folha de São Paulo, na qual aborda temas como comportamento, religião, ciências, entre outros.

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Fonte: TCE MT – MT

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Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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Foto Flávio Costa/Sefaz-MT

O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

 

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

 

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

 

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

 

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

 

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

 

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

 

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

 

Integração com os municípios

 

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

 

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

 

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

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