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Bolsistas do Governo de MT garantiram medalhas nacionais e internacionais em 2024

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Por meio do programa Olimpus MT, o Governo de Mato Grosso garantiu importantes conquistas para atletas mato-grossenses em competições nacionais e internacionais nas mais diversas modalidades esportivas em 2024.

Uma das principais conquistas internacionais de 2024 foi alcançada pelos judocas Arthur Silva e Érika Zoaga, que culminaram em suas convocações e medalhas nas Paralimpíadas de Paris, na categoria J1 (cego total).

Líder do ranking mundial em sua categoria, Arthur se consagrou campeão paralímpico na categoria 90 kg. Já Érika conquistou a medalha de prata na categoria 70 kg. Ambos são bolsistas do OlimpusMT e representam, respectivamente, o Instituto dos Cegos do Estado de Mato Grosso (ICEMAT) e a Associação Rondonopolitana de Deficientes Visuais (ARDV).

Em 2024, a treinadora de Wrestling, Luiza Fernandes, e seus atletas colocaram Mato Grosso em diversos pódios de eventos esportivos nacionais e internacionais. Eles também foram atendidos pelo programa OlimpusMT.

“É graças ao projeto Olimpus que conseguimos nos dedicar de forma mais intensa e focada, representando com orgulho nosso Estado e o Brasil em competições nacionais e internacionais”, destacou a treinadora.

Entre as vitórias recentes, estão os títulos de campeões sul-americanos conquistados por Ângelo Café, na categoria Sênior 67 kg; e por Raphael Duarte, na sub-17 92 kg, além do segundo lugar conquistado por Guilherme Porto, na categoria Sênior 77kg.

O Wrestling mato-grossense conquistou ainda várias outras medalhas internacionais no ano anterior, como a de bronze do atleta Kyle Oliveira, no Campeonato Pan-Americano U-20, a de prata de Raphael Duarte, no Pan-Americano U-17, e a de bronze de Yago Conceição, na Copa Brasil Internacional.

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Luzia Fernandes apontou que o auxílio tem sido essencial para cobrir custos com inscrições em campeonatos, treinamentos, viagens e outras despesas que fazem parte da rotina de atletas e técnicos.

“A Bolsa Atleta e a Bolsa Técnico são pilares fundamentais que nos ajudam a manter nossa dedicação ao esporte de alto rendimento, oferecendo suporte indispensável para a continuidade dos treinos e a busca por nossos objetivos. Por isso, quero expressar a minha imensa gratidão ao Governo do Estado, ao nosso governador Mauro Mendes e a toda a equipe da Secel pelo trabalho que permite que sonhos sejam realizados e que o esporte continue sendo uma ferramenta de transformação social e pessoal”, pontuou.

Atletismo

Já no atletismo, vários beneficiários do programa OlimpusMT também representaram o Estado em competições nacionais e internacionais em 2024.

A atleta Lissandra Maysa Campos foi campeã sul-americana na prova do salto em distância da competição Indoor de Cochabama, na Bolívia. Natural de Nossa Senhora do Livramento, ela conquistou ainda medalhas de ouro no GP Brasil de Atletismo, e de prata no Campeonato Ibero-Americano, ambos realizados em Cuiabá em maio de 2024. A bolsista OlimpusMT também foi convocada para as Olimpíadas de Paris.

No Campeonato Sul-Americano de Atletismo Sub-20, realizado em julho, no Peru, mais dois bolsistas garantiram medalhas para Mato Grosso, ambas de prata. A primeira veio com o atleta Arthur Curvo, de Cuiabá, na prova de lançamento do dardo, e a outra com Gilvan Ribeiro da Costa, de Peixoto de Azevedo, no salto triplo. Arthur Curvo também ficou com a medalha de bronze no Troféu Brasil de Atletismo.

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O atleta Jânio Varjão, de Barra do Garças, conquistou mais algumas medalhas para o Estado. Em 2024, ele foi campeão Sul-Americano dos 5.000 metros, e vice-campeão nos 1.500 metros da competição de atletismo sub-23, realizada na Colômbia. O esportista garantiu também medalhas no Campeonato Pan-Americano de Cross Country de La Libertad, em El Salvador; no Troféu Brasil de Atletismo, em São Paulo (SP); no GP Brasil de Atletismo, em Cuiabá (MT); e no Campeonato Sul-Americano de Corrida de Rua, no Paraguai.

Já com o atleta Wendell Jerônimo, as medalhas mato-grossenses foram conquistadas no Campeonato Ibero-Americano de Atletismo, realizado em maio na capital mato-grossense, e também no Troféu Brasil de Atletismo, que ocorreu em maio, em São Paulo (SP). Na competição internacional, o esportista de Pontes e Lacerda faturou a medalha de bronze dos 5000 metros, e na nacional, garantiu a medalha de prata nos 10.000 metros.

O tênis de Mato Grosso também fez história em 2024. Com o atleta Livas Damazio, de apenas 14 anos, vieram as medalhas de prata no tradicional circuito europeu de tênis e no Mundial sub-14, e de ouro na Copa Cosat 14 anos, que reúne tenistas de dez países da América do Sul. O jovem atleta também garantiu vaga para o torneio de Wimbledon, a mais antiga competição de tênis do mundo.

Fonte: Governo MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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