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AL aprova projeto de Diego Guimarães que zera ICMS por 5 anos e reduz 50% do IPVA comercial no Centro Histórico

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 A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em segunda votação, o Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 25/2025 , de autoria do deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos), que institui a Política Estadual Tributária de Incentivo à Revitalização do Comércio dos Centros Históricos.O PLC prevê que o comércio e o cenário imobiliário do Centro Histórico de Cuiabá ganhem novo fôlego econômico. O texto agora segue para sanção do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).  

A proposta traz um pacote de agressivos incentivos fiscais para reverter o esvaziamento econômico e o abandono de prédios históricos na capital Cuiabá e também em cidades polo do Estado de Mato Grosso. O principal destaque do projeto é a concessão de isenção total do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) durante os primeiros cinco anos de vigência da lei para as sociedades empresárias que possuam sede e atendimento ao público formalmente instalados na área delimitada do centro histórico.

Para os comerciantes de Cuiabá, o texto estabelece uma vantagem exclusiva e direta na planilha de custos: a isenção de 50% da parcela estadual do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) sobre veículos comerciais que estejam registrados em nome da empresa e que sejam utilizados unicamente na atividade do comércio local.

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Presidente da Frente Parlamentar de Defesa do Comércio, Bens e Serviços, o deputado Diego Guimarães explica que o projeto cria as condições financeiras reais que o setor produtivo cobrava para voltar a investir nas regiões centrais.

“Não se faz revitalização urbana apenas com discurso ou tinta na parede. O patrimônio histórico é valioso, mas ele só se mantém vivo se for economicamente sustentável, se houver faturamento e emprego. Ao zerar o ICMS por cinco anos e cortar o IPVA comercial pela metade, estamos dando o argumento financeiro que faltava para os empresários acreditarem e investirem novamente no coração da nossa capital”, enfatizou o parlamentar.

Abandono –Um outro gargalo histórico solucionado pelo projeto de lei complementar ataca diretamente os prédios e casarões antigos abandonados ou subutilizados. O texto estabelece a isenção total do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) para a transmissão de imóveis localizados nos centros históricos, desde que os novos proprietários apresentem projeto técnico de restauração aprovado pelos órgãos de proteção e mantenham as características originais das edificações. A medida visa destravar inventários familiares que historicamente congelam a reforma desses locais.

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Para forçar o aumento do fluxo de pessoas na região, a lei também determina que o Poder Público estadual dê prioridade para a instalação de seus órgãos e entidades administrativas em prédios situados nos centros históricos, preferencialmente reutilizando as estruturas já existentes por meio de projetos de retrofit (modernização de instalações antigas).

Regras –Para usufruir dos benefícios fiscais, o projeto de lei complementar estabelece exigências técnicas para garantir a lisura do processo: as empresas precisam estar em regular funcionamento no endereço central (comprovado por alvará), possuir certidão de regularidade fiscal perante o Estado e manter suas atividades na região central por, no mínimo, 12 meses após usufruir dos incentivos. Aprovada por unanimidade nas comissões técnicas e no plenário da Assembleia Legislativa, a matéria aguarda a análise do governador para ser sancionada e entrar em vigor.



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Dia da Imprensa, a força da informação em tempos de transformação

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Hoje, 1º de junho, o Brasil celebra o Dia da Imprensa. Para mim, essa é uma data que vai além da homenagem a profissionais e veículos de comunicação. É um momento de reafirmar valores fundamentais para a democracia: a liberdade de expressão, a independência editorial e o compromisso com a verdade.

Vivemos um tempo em que redes sociais, inteligência artificial e influenciadores digitais transformaram o modo como nos comunicamos. Muitos chegaram a prever o fim da imprensa tradicional. A realidade demonstra o contrário: nunca foi tão necessária uma imprensa profissional, independente e comprometida com os fatos.

Desde a invenção da prensa por Johannes Gutenberg, no século XV, a humanidade vivenciou uma revolução intelectual sem precedentes. O conhecimento deixou de ser privilégio de poucos e passou a alcançar milhões de pessoas. Jornais, revistas e livros transformaram sociedades, estimularam o pensamento crítico e contribuíram para derrubar barreiras impostas pela ignorância e pela manipulação.

Mais de cinco séculos depois, a essência dessa missão permanece inalterada. A imprensa fiscaliza o poder, revela injustiças, denuncia irregularidades, amplia o debate público e garante ao cidadão o direito de conhecer a realidade dos fatos.

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Um dos maiores desafios do jornalismo contemporâneo é a banalização da informação. O problema surge quando opiniões passam a ser confundidas com notícias, quando narrativas substituem fatos e quando o compromisso com a audiência se sobrepõe ao compromisso com a verdade.

Diferentemente de um criador de conteúdo, o jornalista assume responsabilidades éticas específicas. Sua atividade exige apuração rigorosa, checagem de informações e responsabilidade pública. O jornalismo profissional não pode se orientar apenas por curtidas ou tendências momentâneas. Sua principal matéria-prima continua sendo a credibilidade.

É por isso que, apesar das dificuldades, o bom jornalismo resiste. Resiste nas redações que produzem informação de qualidade mesmo com equipes reduzidas. Resiste nos veículos locais que dão voz às comunidades frequentemente esquecidas. Resiste nos profissionais que enfrentam pressões para assegurar à sociedade o acesso à informação correta e confiável.

Em uma era marcada pelo excesso de informação, a missão da imprensa vai além de apenas informar. Hoje, ela também precisa auxiliar a sociedade a distinguir fatos de boatos, conhecimento de desinformação e realidade de propaganda. As sociedades mais livres são aquelas que valorizam o debate plural e o acesso ao conhecimento.

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Por isso, neste Dia da Imprensa, reafirmo meu compromisso com a liberdade de expressão e com o direito de cada cidadão de saber, compreender, questionar e participar da construção de um futuro mais justo, transparente e esclarecido. Defender uma imprensa livre não significa defender empresas de comunicação; significa defender a democracia.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT)



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