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Flamengo e Internacional empatam em reestreia de Paquetá
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Em uma noite que marcou a reestreia de Lucas Paquetá no Maracanã, Flamengo e Internacional protagonizaram um empate de 1 a 1 nesta quarta-feira, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado estendeu a série de jogos sem vitória do clube rubro-negro para quatro partidas, aumentando a pressão sobre a equipe.
Com o ponto conquistado, tanto Flamengo quanto Internacional somam agora o primeiro ponto na competição. O time carioca figura na 14ª posição da tabela, enquanto o Colorado ocupa a 15ª, ambos buscando uma melhor performance nas próximas rodadas.
O jogo
O confronto iniciou com muita disputa no meio-campo, e a primeira chance clara só surgiu aos 14 minutos, em uma cabeçada de Bruno Henrique defendida por Rochet após cobrança de falta. O Internacional respondeu em seguida, com Carbonero finalizando com perigo. A primeira etapa caminhava para um empate sem gols quando, nos acréscimos, o Internacional abriu o placar. Em um rápido contra-ataque, Carbonero acionou Borré na área, que aplicou um belo drible em Léo Ortiz e mandou para o fundo da rede, levando os gaúchos em vantagem para o intervalo.
No retorno para o segundo tempo, o time gaúcho manteve a postura defensiva e até assustou em um chute de Carbonero. O Flamengo, apesar de um cabeceio de Paquetá para fora, demonstrava dificuldades em criar jogadas de perigo e sofria com os contra-ataques do adversário. Aos 20 minutos da etapa final, no entanto, a equipe da casa conseguiu o empate. Varela foi derrubado na área por Bernabei, e o árbitro assinalou a penalidade. Arrascaeta cobrou com categoria, sem chances para Rochet.
O Internacional não se abateu com o gol e, no minuto seguinte, quase retomou a liderança, com Bruno Henrique perdendo uma grande chance cara a cara com Rossi. O Flamengo, por sua vez, respondeu com Carrascal, que exigiu uma boa defesa de Rochet em sua finalização na área. Apesar da intensidade final, o placar não se alterou mais, consolidando o 1 a 1.
Próximos desafios
Flamengo agora se prepara para enfrentar o Vitória fora de casa, na terça-feira, no Barradão.
Internacional terá um confronto em casa contra o Palmeiras, na quinta-feira, no Beira-Rio, buscando a reabilitação no campeonato.
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Flamengo 1 x 1 Internacional | |
| Competição | Campeonato Brasileiro |
| Local | Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ) |
| Data | 04 de fevereiro de 2026 (quarta-feira) |
| Horário | 19h (de Brasília) |
| Arbitragem | |
|---|---|
| Árbitro | Rodrigo Jose Pereira de Lima (PE) |
| Assistentes | Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA) e Eduardo Goncalves da Cruz (MS) |
| VAR | Caio Max Augusto Vieira (GO) |
| Gols |
|---|
| Rafael Borré, aos 47′ do 1ºT (Internacional) |
| Arrascaeta, aos 23′ do 2ºT (Flamengo) |
| Cartões | |
|---|---|
| Amarelos (Flamengo) | Lucas Paquetá e Varela |
| Amarelos (Internacional) | Ronaldo, Samuel Lino e Vitinho |
| Vermelhos | Nenhum |
| Escalações |
|---|
| FLAMENGO |
| Rossi; Emerson Royal (Varela), Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Pulgar, De La Cruz (Evertton), Arrascaeta e Paquetá (Carrascal); Everton Cebolinha (Samiel Lino) e Bruno Henrique (Pedro) |
| Técnico: Filipe Luís |
| INTERNACIONAL |
| Rochet; Bruno Gomes, Victor Gabriel, Mercado (Felix Torres) e Bernabei; Ronaldo (Bruno Henrique), Paulinho e Alan Patrick; Vitinho (Aguirre), Carbonero (Alerrandro) e Borré (Thiago Maia) |
| Técnico: Paulo Pezzolano |
Fonte: Esportes
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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.
Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.
Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.
“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.
Lula questiona dependência de patrocínios
Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.
Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.
“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.
Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.
“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.
Modelo empresarial como alternativa
Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.
Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.
“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.
A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.
A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.
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