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Unidade em MT está entre as primeiras da JBS a operar novo modelo de curtimento de couros com menor impacto ambiental

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A JBS Couros anuncia a implementação de um novo modelo de curtimento que redefine os padrões de responsabilidade ambiental na indústria. Batizada de Savetan, a tecnologia proprietária desenvolvida pela marca Kind Leather reduz significativamente o consumo de recursos naturais e insumos, garantindo menor impacto ambiental sem comprometer a qualidade do material final.

O Savetan, na fase de curtimento do processamento do couro, otimiza a fixação profunda do cromo, mineral essencial para converter a pele em um material resistente, maleável e imune à decomposição. Resultados preliminares da operação indicam ganhos de eficiência em escala: a tecnologia viabiliza uma economia de até 16 litros de água por pele, além de reduzir em 15% o uso de insumos químicos no processo.

Para Ramon Torres, diretor de pesquisa e desenvolvimento (P&D) da JBS Couros, a tecnologia alia performance técnica a ganho ecológico. “O Savetan muda de verdade a forma como a gente trabalha o curtimento. Ele deixa o processo mais simples, mais eficiente e com muito mais controle, o que se reflete diretamente na qualidade do couro. Ao mesmo tempo, conseguimos reduzir o uso de insumos tradicionais e o impacto ambiental, sem abrir mão de desempenho. No fim, não é só uma nova tecnologia, é uma evolução prática do nosso processo e da forma como a indústria pode avançar de maneira mais responsável”.

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A inovação já é uma realidade operacional em três unidades da companhia localizadas em Pedra Preta (MT), São Luís de Montes Belos (GO) e Nova Andradina (MS). A estratégia da empresa prevê uma implementação gradual, com o objetivo de ter 100% de suas unidades de curtume operando com o modelo Savetan até o final de 2026.

Além da sustentabilidade hídrica, o novo método diminui a geração de resíduos, cortando em 65% tanto o lodo quanto o cromo residual no banho de curtimento. A eficiência energética também é destaque, com uma queda de 52% na energia térmica utilizada e uma diminuição de 42% na aplicação de sal durante o processo.

A adoção desta tecnologia reforça a estratégia de sustentabilidade da Companhia. “Trata-se de uma inovação fundamental para o futuro do setor”, afirma Kim Sena, diretor de sustentabilidade da JBS Couros. “A implementação do Savetan materializa nosso compromisso em liderar a transformação da cadeia de couro. Ao integrarmos eficiência operacional com preservação de recursos vitais, entregamos ao mercado um produto que foca no respeito aos limites do planeta e atende à crescente demanda global por transparência e responsabilidade socioambiental.”, completa Sena.

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Governo prorroga descontos no querosene de aviação e no biodiesel

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O governo federal prorrogou por dois meses os benefícios fiscais concedidos à importação e à venda de biodiesel e querosene de aviação. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (29) e estende até 31 de julho os descontos que, de outra forma, seriam extintos neste domingo (31).

Assinado pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira, o Decreto nº 12.991 altera dois atos normativos anteriores – os decretos nº 5.059, de 2004, e nº 10.527, de 2020 – que reduzem as alíquotas das contribuições para o Programa de Integração Social e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) que incidem sobre os dois combustíveis estratégicos.

Os coeficientes de redução aplicados às contribuições que incidem sobre os produtos seguem os mesmos: 0,99987 para o querosene de aviação e um inteiro para o biodiesel. Isto significa que o governo federal manteve o desconto equivalente a 99,99% sobre o valor dos impostos que cobraria do querosene de aviação, enquanto a tributação sobre o biodiesel permanecerá zerada até pelo menos 31 de julho, pois o desconto equivale a 100%.

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A medida representa uma ajuda temporária para as empresas de transportes, principalmente da aviação comercial, afetadas pela alta dos preços dos combustíveis, que dispararam devido aos conflitos no Oriente Médio. Com este socorro, o governo tenta evitar que as companhias repassem para os consumidores o aumento de seus custos operacionais, o que teria forte impacto inflacionário.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o querosene de aviação já representa 45% dos custos operacionais do setor. Ao participar de uma audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor, da Câmara dos Deputados, no último dia 21, o presidente da entidade, Juliano Norman, defendeu que a isenção do PIS/Cofins sobre a querosene de aviação fosse prorrogada até o fim do ano. Na ocasião, especialistas apontaram que, de fevereiro para cá, o preço do produto mais que dobrou, passando de R$ 3,30 o litro para R$ 6,65/litro.

De acordo com a Abear, devido à alta do preço do querosene de aviação, as empresas aéreas estão tendo que “redesenhar” suas malhas, reduzindo inclusive a oferta de voos. A projeção para maio aponta 93 voos a menos por dia. Para junho, a previsão é de 121 voos a menos por dia. Os estados mais afetados estão nas regiões Norte e Nordeste.

“Estamos reduzindo a oferta, o tamanho do avião para não desatender os destinos. Mas a pior face da crise é o desatendimento de um destino ou quando a indústria devolve uma aeronave para o fabricante, porque a retomada não é tão simples”, afirmou Norman.



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