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plataforma apoia jovens na profissão

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Em um mercado jurídico cada vez mais competitivo, estudantes de Direito e jovens advogados podem enfrentar desafios crescentes para conquistar as primeiras oportunidades profissionais no Brasil. A exigência de experiência prévia, a alta concorrência por vagas e a dificuldade de construir networking ainda nos primeiros anos da carreira tornam a inserção no setor um dos principais gargalos da profissão.

Segundo o artigo “Um retrato da jovem advocacia e o mercado de trabalho“, um levantamento realizado em 2022 pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) revelou que mais de 60% das oportunidades de estágio em Direito em São Paulo exigiam algum grau de experiência prévia.

Priscila Pinheiro, advogada e CEO da plataforma Correspondente Dinâmico, reforça esse cenário e afirma que o mercado jurídico brasileiro é altamente competitivo, especialmente para quem está iniciando a carreira sem experiência prática consolidada ou uma rede de contatos estruturada.

De acordo com ela, muitos jovens profissionais enfrentam dificuldades para conquistar as primeiras oportunidades justamente devido à crescente exigência por experiência prévia. “Isso acaba gerando insegurança sobre como ingressar efetivamente na prática jurídica e construir uma trajetória sustentável no início da carreira”, acrescenta.

Correspondência jurídica como porta de entrada

Uma porta de entrada importante para o mercado de trabalho, a correspondência jurídica permite que estudantes, bacharéis e jovens advogados tenham contato direto com a rotina prática da advocacia. Conforme explica Pinheiro, atividades como audiências, protocolos, diligências e acompanhamento processual proporcionam experiência prática desde os primeiros anos da trajetória profissional.

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“Além disso, a atividade também possibilita geração de renda e construção de networking com escritórios e departamentos jurídicos, além de trazer muita experiência para os profissionais”, informa.

A profissional ressalta ainda que a atuação como correspondente jurídico pode contribuir para que o jovem advogado desenvolva maior familiaridade com rotinas forenses, comunicação profissional, cumprimento de prazos, organização de demandas e relacionamento com escritórios e clientes. “Isso desenvolve mais segurança prática e amplia o entendimento sobre o funcionamento do Judiciário em diferentes contextos”, pontua.

Tecnologia amplia conexões no setor jurídico

Com mais de dez anos de experiência conectando profissionais, o Grupo Adali, fundador da plataforma Correspondente Dinâmico, que além de diretório possui um sistema de contratação, onde os contratantes inserem suas demandas e os correspondentes locais são notificados em tempo real, já realizou mais de 3,2 milhões de conexões.

Gian Nunes, cofundador do Correspondente Dinâmico e especialista em tecnologia, explica que a plataforma pode contribuir para o setor ao centralizar oportunidades em um ambiente digital estruturado, facilitando a conexão entre contratantes e correspondentes jurídicos em diferentes regiões do Brasil.

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Segundo ele, a tecnologia permite organizar demandas, ampliar a visibilidade dos profissionais e tornar os processos de contratação mais ágeis e transparentes. “Isso ajuda a transformar a correspondência jurídica em uma atividade mais organizada e acessível, inclusive para profissionais que ainda estão iniciando sua atuação no mercado”, enfatiza.

De acordo com Nunes, o avanço das plataformas digitais também vem reduzindo barreiras geográficas ao direcionar demandas para profissionais compatíveis com cada região e perfil de atuação. “Isso facilita tanto a rotina dos escritórios que precisam de apoio operacional quanto a dos profissionais que buscam oportunidades práticas de atuação”, afirma.

Digitalização deve fortalecer modelo nos próximos anos

Para os próximos anos, Pinheiro acredita que a correspondência jurídica deve ampliar ainda mais sua relevância como ferramenta de desenvolvimento profissional e suporte operacional para escritórios e departamentos jurídicos.

Segundo a CEO, o avanço da digitalização no setor jurídico tem impulsionado modelos que conectam profissionais e oportunidades de maneira mais ágil, estruturada e acessível, acompanhando as novas demandas da advocacia contemporânea.

“A correspondência deixa de ser vista apenas como atividade complementar e passa a ocupar um papel importante na formação prática, no networking e no crescimento inicial de muitos profissionais do Direito”, conclui.

Para mais informações, basta acessar: http://correspondentedinamico.com.br



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Planos instituídos ampliam acesso à previdência complementar

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A transformação das relações de trabalho e das estratégias de benefícios corporativos no Brasil tem impulsionado um debate cada vez mais relevante no sistema de previdência complementar fechado: como ampliar a cobertura previdenciária e levar a proteção financeira de longo prazo a um número maior de empresas e trabalhadores.

Historicamente associado a grandes corporações com estruturas próprias de previdência, o setor passou a desenvolver modelos mais flexíveis de adesão. Nesse contexto, os chamados planos instituídos vêm ganhando relevância por ampliarem as formas de acesso à previdência complementar, permitindo que empresas e organizações ofereçam aos seus colaboradores os benefícios de um plano administrado por uma Entidade Fechada de Previdência Complementar (EFPC).

O modelo permite que associações, cooperativas, entidades representativas e empresas adiram a planos previdenciários já estruturados por fundações e entidades do setor. Na prática, a EFPC administra o plano, enquanto as organizações interessadas o disponibilizam aos seus colaboradores ou associados por meio de convênios de adesão.

Os números mais recentes revelam a expansão desse modelo. Dados da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp) indicam que os planos instituídos somavam cerca de R$ 1 bilhão em ativos em 2010 e encerraram 2025 com R$ 27,7 bilhões, crescimento de quase 27 vezes em 15 anos. No mesmo período, o número de participantes ativos saltou de 85 mil para aproximadamente 874 mil pessoas.

Atualmente, os planos instituídos reúnem mais de 100 estruturas ativas no país, consolidando-se como uma das principais frentes de expansão do sistema fechado de previdência complementar, especialmente entre associações, cooperativas e empresas de médio porte que buscam ampliar a oferta de benefícios previdenciários de forma simplificada.

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A Abrapp avalia que esse formato deve ganhar relevância crescente diante das mudanças demográficas, do envelhecimento populacional e da necessidade de ampliar a cultura de planejamento financeiro de longo prazo no Brasil.

“O Brasil vive uma transformação importante nas relações de trabalho e também na forma como as empresas enxergam os benefícios e a proteção financeira de seus trabalhadores. Os planos instituídos representam uma evolução significativa do sistema de previdência complementar fechado, ampliando o alcance das EFPC e criando novas oportunidades para que empresas, associações e trabalhadores tenham acesso à proteção previdenciária de longo prazo”, afirma Devanir Silva, diretor-presidente da Abrapp.

Segundo ele, o fortalecimento desses planos integra o movimento defendido pela atual gestão da entidade, sintetizado no conceito “Ressignificar a Previdência” — que busca reposicionar a previdência complementar como uma ferramenta mais acessível, moderna e conectada às necessidades da população.

Hoje, o sistema representado pela Abrapp administra cerca de R$ 1,3 trilhão em ativos, equivalente a aproximadamente 11% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, e impacta mais de 8 milhões de pessoas. Ainda assim, o setor identifica um potencial relevante de expansão da cobertura previdenciária no país.

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Um exemplo recente desse modelo ocorreu em Foz do Iguaçu (PR), onde a Fundação Fibra assinou um convênio de adesão com a Tarobá Construções. A empresa tornou-se Associada Especial Previdenciária Pessoa Jurídica da Abrapp e passou a disponibilizar aos seus colaboradores acesso ao Plano Família Itaipu, administrado pela Fundação Fibra.

O caso ilustra como empresas podem integrar estruturas previdenciárias já existentes sem a necessidade de desenvolver operações próprias. A adesão ocorre por convênio com a entidade fechada, responsável pela administração do plano e pela gestão previdenciária.

“A proposta nasceu da estratégia de ampliar o acesso à previdência complementar junto às empresas da nossa região. A Tarobá foi a primeira companhia a formalizar essa parceria dentro desse modelo estruturado de adesão ao Plano Família Itaipu, reforçando o potencial dos planos instituídos como instrumento de proteção previdenciária e desenvolvimento social”, destaca a Fundação Fibra.

Na avaliação da Abrapp, iniciativas desse tipo tendem a ganhar espaço nos próximos anos à medida que empresas busquem soluções para ampliar os benefícios de longo prazo oferecidos aos trabalhadores.

“Ressignificar a previdência significa aproximar o setor das pessoas e construir modelos mais aderentes à realidade atual. Quanto mais ampliarmos a cobertura previdenciária e aproximarmos as pessoas da previdência complementar, maior será o impacto social e econômico gerado para o país”, conclui Devanir Silva.



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