ECONOMIA
Petrobras, Sefaz DF, PC BA e PC PR
ECONOMIA
O segundo semestre de 2026 deve concentrar a publicação de alguns dos editais mais aguardados pelos concurseiros. Petrobras, Secretaria de Fazenda do Distrito Federal (Sefaz DF), Polícia Civil da Bahia (PC BA) e Polícia Civil do Paraná (PC PR) registram avanços em seus preparativos e devem divulgar novos concursos nos próximos meses. Juntos, os certames devem ofertar centenas de vagas, com remunerações que ultrapassam R$36 mil.
Petrobras: Cesgranrio pronta para publicar edital a qualquer momento
A Petróleo Brasileiro S.A segue como um dos concursos mais esperados do ano. A Fundação Cesgranrio, banca organizadora com contrato vigente até 2028, declarou estar completamente preparada para a realização do certame, que já consta oficialmente no planejamento anual da instituição.
A expectativa é que o novo edital contemple cerca de 1.100 vagas, número impulsionado pela implementação do Plano de Desligamento Voluntário (PDV), que prevê a saída de colaboradores da companhia. O quantitativo oficial, no entanto, ainda não foi confirmado pela estatal.
O concurso deve oferecer oportunidades para candidatos de nível médio/técnico e nível superior, abrangendo ênfases como Operação, Manutenção, Química de Petróleo, Segurança do Trabalho e Suprimento de Bens e Serviços, entre outras. A remuneração inicial parte de aproximadamente R$ 5.878,82, podendo chegar a mais de R$ 40 mil para profissionais de nível superior em cargos seniores. Para trabalhadores embarcados no topo da carreira, a remuneração bruta total pode superar os R$ 60 mil mensais.
O pacote de benefícios da companhia inclui vale-refeição e alimentação de R$ 2.483,85 por mês, assistência médica multiprofissional, benefício farmácia, auxílio-creche, auxílio-ensino, plano de aposentadoria e participação nos lucros.
Sefaz DF: 265 vagas para Auditor Fiscal com salário inicial de R$ 23,5 mil
A Secretaria de Economia do Distrito Federal (Sefaz DF) firmou contrato com o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), que será responsável pela organização completa do certame — incluindo inscrições, aplicação das provas e divulgação dos resultados.
O concurso ofertará 265 vagas para o cargo de Auditor Fiscal da Receita, sendo 115 imediatas e 150 para formação de cadastro de reserva. O cargo exige nível superior em qualquer área, reconhecido pelo MEC.
Com a aprovação do reajuste de 8% previsto para 2026, a remuneração inicial do Auditor Fiscal alcançará R$23.597,07. Somados o Programa Pró-Receita (produtividade), o auxílio alimentação e o auxílio transporte, a remuneração bruta pode chegar a R$36.509,74 mensais — uma das mais altas do funcionalismo público do país.
O processo seletivo contará com provas objetivas (modelo Certo ou Errado, com fator de correção) e provas discursivas, ambas aplicadas em Brasília. O Termo Aditivo ao contrato trouxe ainda a inclusão obrigatória de Noções de Primeiros Socorros e Lei Maria da Penha na matriz curricular, além de ajuste da taxa de inscrição para R$176,00. A publicação do edital está prevista para 2026.
PC BA: 750 vagas com edital esperado para julho e provas em setembro
A Polícia Civil do Estado da Bahia tem tudo encaminhado para a publicação do edital em julho de 2026. O Instituto AOCP foi oficialmente contratado como banca organizadora do certame, e o Secretário de Segurança Pública do estado confirmou o prazo para o lançamento do documento.
Serão ofertadas 750 vagas imediatas, distribuídas entre três carreiras: Investigador de Polícia Civil (500 vagas), Escrivão de Polícia Civil (150 vagas) e Delegado de Polícia Civil (100 vagas). Todos os cargos exigem diploma de nível superior. A remuneração inicial varia entre R$ 4.873,18 e R$ 13.032,44, a depender do cargo. As nomeações estão previstas para o início de 2027.
O processo seletivo compreenderá prova objetiva — com questões de conhecimentos gerais e específicos —, prova discursiva com quatro questões dissertativas e prova de títulos. A aplicação das provas está prevista para setembro de 2026, com o Curso de Formação ainda neste ano. O último concurso da corporação, realizado em 2022, registrou mais de 44 mil inscritos para mil vagas.
PC PR: FGV confirmada e edital iminente para Delegado, Agente e Papiloscopista
A Polícia Civil do Estado do Paraná também se prepara para abrir novo concurso público. A Fundação Getulio Vargas (FGV) foi contratada como banca organizadora, com contrato assinado em maio de 2026. A publicação do edital está prevista para o período entre junho e julho de 2026, com aplicação das provas objetivas em outubro.
O certame ofertará vagas para formação de cadastro de reserva nos cargos de Delegado, Agente de Polícia Judiciária e Papiloscopista — todos de nível superior. A expectativa é de 50 mil inscritos para o novo edital. As taxas de inscrição já foram antecipadas: R$ 242,47 para o cargo de Delegado e R$ 156,35 para os demais.
A remuneração inicial é de R$ 7.818,45 para Agente e Papiloscopista, podendo chegar a R$ 18.513,49 ao longo da progressão na carreira. Para o cargo de Delegado, o salário inicial é de R$ 24.247,12. O processo seletivo incluirá prova objetiva com 100 questões, inspeção de saúde, Teste de Aptidão Física (TAF), avaliação psicológica, investigação social e avaliação de títulos.
Cenário favorável para concurseiros em 2026
O avanço simultâneo de concursos públicos de grande relevância reforça as perspectivas positivas para os candidatos que se preparam para o segundo semestre de 2026. Com seleções conduzidas por bancas renomadas, como Cesgranrio, Cebraspe, AOCP e FGV, e salários entre os mais atrativos do serviço público, o período desponta como uma das melhores oportunidades dos últimos anos para quem pretende conquistar uma vaga no setor público.
ECONOMIA
Economia da longevidade redefine estratégias empresariais
O aumento da expectativa de vida e a queda das taxas de natalidade estão acelerando a transformação do perfil etário da população e reposicionando a longevidade como um fator econômico central. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a população com 60 anos ou mais deve dobrar no Brasil até 2050, enquanto a expectativa de vida já supera os 75 anos. Esse cenário altera a dinâmica dos mercados e desafia modelos tradicionais baseados em ciclos de vida lineares.
A chamada Economia da Longevidade passa a impactar simultaneamente consumo, trabalho, poupança e inovação. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2030 haverá mais pessoas acima de 60 anos do que crianças com menos de 10 anos no mundo, o que reforça a necessidade de adaptação estrutural por parte das empresas. “A longevidade deixou de ser apenas uma questão demográfica e passou a ocupar um papel central nas decisões estratégicas das empresas, exigindo uma revisão profunda dos modelos de negócio”, afirma Marco Aurélio Ferrari, conselheiro, advisor, mentor em startups e diretor de Relações Institucionais da Conselheiros TrendsInnovation.
Do ponto de vista técnico, o fenômeno se desdobra em três frentes principais. A primeira é demográfica, com impacto direto sobre a razão de dependência e pressão sobre sistemas previdenciários. A segunda é econômica, já que consumidores mais longevos tendem a apresentar comportamento mais seletivo, priorizando valor, experiência e bem-estar. A terceira é organizacional, exigindo mudanças na gestão de talentos diante da convivência entre múltiplas gerações no ambiente de trabalho, bem como a necessidade crescente de prolongar trajetórias profissionais em um contexto em que a geração de renda se estende por mais tempo.
Apesar do avanço desse cenário, ainda há um descompasso entre as transformações demográficas e a resposta corporativa. Estudo da McKinsey & Company aponta que empresas ainda direcionam a maior parte de seus investimentos para públicos mais jovens, ignorando o potencial de consumo da população mais velha, que concentra parcela crescente da renda em diversas economias. De acordo com o especialista, esse desalinhamento também se manifesta na subutilização de profissionais mais experientes, cujas competências e capacidade produtiva ainda encontram barreiras relevantes de inserção e permanência.
“As empresas ainda operam, em grande parte, com modelos desenhados para uma sociedade mais jovem, o que cria lacunas relevantes em produtos, serviços e comunicação. Isso tende a se tornar um problema estratégico nos próximos anos”, diz Ferrari.
Estudo realizado pela Stato Intoo e Universidade Presbiteriana Mackenzie aponta que 70% dos trabalhadores percebem que profissionais mais velhos recebem menos oportunidades de promoção e frequentemente são pressionados a se aposentar, para abrirem espaço para pessoas mais jovens.
Isso inclui revisar portfólios, desenvolver soluções voltadas à autonomia e qualidade de vida e adaptar estratégias de relacionamento para ciclos mais longos com consumidores e colaboradores, além de repensar políticas de trabalho que valorizem a experiência e ampliem as possibilidades de atuação ao longo da vida.
A longevidade se consolida, assim, como uma das principais fronteiras de expansão econômica das próximas décadas. Empresas que anteciparem esse movimento tendem a capturar valor em um mercado mais longevo, sofisticado e economicamente ativo.
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