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HCJ investe mais de R$ 6 milhões em modernização

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O Hospital de Clínicas de Jacarepaguá (HCJ), da Rede Total Care, braço hospitalar do Grupo Amil, concluiu mais uma etapa de seu processo de modernização. Com investimento superior a R$ 6 milhões, o projeto contemplou melhorias estruturais, renovação tecnológica e ampliação da capacidade assistencial, reforçando especialmente as áreas cirúrgicas e de internação.

A reestruturação foi apresentada durante uma cerimônia no dia 18 de junho, reunindo colaboradores e lideranças da Rede Total Care. Entre as entregas está a criação de um novo espaço de convivência ao ar livre para pacientes, visitantes e colaboradores. O ambiente foi implantado em uma área anteriormente sem utilização, proporcionando mais conforto e acolhimento para quem circula diariamente pelo hospital.

Outra intervenção recente foi a revitalização da fachada da unidade, que passou a contar com uma identidade visual mais moderna e alinhada ao atual momento de renovação do hospital.

O projeto também incluiu a modernização de equipamentos e a otimização dos espaços assistenciais, ampliando a capacidade de atendimento e fortalecendo a infraestrutura voltada aos procedimentos cirúrgicos e à internação de pacientes.

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As iniciativas fazem parte da estratégia da Rede Total Care de investir continuamente na qualificação de suas unidades, promovendo mais segurança, eficiência operacional e bem-estar para pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde.

“Os investimentos ampliam a capacidade assistencial da unidade e aprimoram a experiência de pacientes e colaboradores. Essas melhorias refletem nosso compromisso permanente com a excelência do cuidado e com a oferta de uma infraestrutura cada vez mais moderna e resolutiva”, destaca o diretor regional da Rede Total Care, Francisco Souto.



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Além do salário, médicos priorizam ambiente de trabalho

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A remuneração continua sendo um fator importante na decisão de carreira dos médicos, mas deixou de ser o único elemento considerado na escolha de uma oportunidade profissional. Aspectos como autonomia, condições de trabalho, desenvolvimento de carreira e estrutura oferecida pelas instituições vêm ganhando espaço na avaliação dos profissionais.

Segundo Rafael Duarte, CEO e fundador do Grupo RD Medicine, instituição especializada na preparação de médicos para as provas americanas de validação profissional (USMLE), essa mudança reflete uma transformação na forma como a profissão é exercida. “O médico não avalia apenas o valor da proposta. Hoje, ele também considera como será sua rotina de trabalho, qual será sua autonomia e se aquele ambiente permitirá crescimento profissional no longo prazo”, afirma.

O cenário acompanha mudanças observadas no mercado de trabalho médico. Um estudo aponta que a rotatividade da força de trabalho médica no Brasil supera 36,7%, índice considerado elevado para uma profissão tradicionalmente associada à estabilidade. Os dados indicam que a decisão de permanecer ou deixar uma instituição envolve fatores que vão além da remuneração.

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Nas últimas décadas, o aumento da renda costumava estar diretamente relacionado ao número de plantões e procedimentos realizados. Atualmente, porém, médicos também analisam aspectos como qualidade da gestão, disponibilidade de recursos, organização dos serviços e condições para exercer a prática clínica.

“O foco deixou de ser apenas quanto se ganha e passou a incluir como se trabalha. Estrutura e organização deixaram de ser diferenciais e passaram a ser requisitos para muitos profissionais”, explica Duarte.

A importância desses fatores também aparece em outra pesquisa, que associa falhas de gestão, ausência de recursos, sobrecarga de trabalho e problemas nas relações profissionais aos níveis de insatisfação entre trabalhadores da saúde.

Ao mesmo tempo, mudanças recentes no sistema de saúde reforçam esse cenário. O relatório Doximity Physician Compensation Report 2025 mostra aumento médio de 3,7% na remuneração médica entre 2023 e 2024. Apesar disso, o estudo aponta que muitos profissionais relatam maior pressão decorrente de cortes de reembolso, aumento de custos e ampliação da carga de trabalho.

Na avaliação de Duarte, esses fatores têm alterado os critérios utilizados pelos médicos na escolha de uma instituição. “Quando não existem perspectivas de desenvolvimento, reconhecimento ou boas condições para exercer a profissão, aumentos salariais acabam funcionando apenas como soluções temporárias para problemas estruturais”.

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Outro aspecto destacado pelo executivo é a relação entre desenvolvimento profissional e retenção de talentos. Segundo ele, ambientes que investem em formação continuada e evolução técnica tendem a fortalecer o vínculo entre médicos e instituições.

“Quando o profissional percebe que a instituição investe na sua trajetória, ele deixa de enxergar aquele local apenas como um emprego e passa a vê-lo como um espaço para construir sua carreira”, acrescenta.

Para Duarte, a disputa por médicos qualificados tende a ser cada vez mais influenciada pela qualidade do ambiente de trabalho.

“As instituições que conseguirem oferecer estrutura, organização e oportunidades de desenvolvimento estarão mais preparadas para atrair e reter profissionais. A remuneração continua importante, mas já não explica sozinha as decisões de carreira dos médicos”, finaliza.



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