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Hotelaria de Poços de Caldas cresce com turismo regional

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Passado um dos períodos mais importantes para o turismo no primeiro semestre, a hotelaria já avalia os resultados da Páscoa e das estratégias adotadas para atender ao aumento da procura por viagens de lazer. Em Poços de Caldas (MG), a data reforçou uma tendência observada nos últimos anos: turistas buscam cada vez mais experiências completas, que integrem hospedagem, lazer e os atrativos oferecidos pelo destino.

Esse movimento acompanha uma tendência observada em todo o país. Em levantamento publicado pelo UAI Turismo, o setor aponta o fortalecimento dos destinos do interior, impulsionados pela combinação entre infraestrutura, identidade regional e experiências ligadas à cultura e ao lazer, fatores que vêm ampliando o interesse por cidades fora dos grandes centros.

Os indicadores da hotelaria refletem esse cenário. Em 2025, o FOHB registrou alta de 2,5% na taxa de ocupação e de 10,1% na diária média, enquanto o cenário segue favorável ao crescimento da hotelaria. A FecomercioSP projeta crescimento de 3,7% no segmento de hospedagem em 2026, com faturamento estimado em R$ 28,5 bilhões, sustentado por demanda aquecida e maior circulação de turistas no país.

A expansão também é atribuída ao fortalecimento da oferta hoteleira em destinos regionais. Em uma análise publicada pela Revista Hotéis, representantes do setor apontam que o aumento da diária média, a retomada consistente da demanda e a abertura de novos empreendimentos vêm sustentando o crescimento da hotelaria, mesmo diante de desafios como custos operacionais, juros elevados e reforma tributária.

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Na cidade mineira, essa tendência também pode ser observada no aumento da procura por hospedagem em feriados e períodos de maior fluxo, com o município se consolidando como destino de curta e média permanência. A região reúne infraestrutura hoteleira, calendário cultural ativo e atrativos naturais que sustentam a ocupação ao longo do ano.

Para Ricardo Aly, diretor da Rede Nacional Inn de Hotéis, o crescimento da demanda em datas comemorativas exige planejamento antecipado para manter o padrão de atendimento e adaptar a operação ao perfil de cada visitante. “A Páscoa já virou uma data estratégica para a gente — e isso muda completamente a forma como organizamos a operação. Não é só aumentar equipe ou reforçar reservas, sabe? A gente antecipa movimentos, entende o perfil de quem viaja nesse período e ajusta toda a estrutura para receber bem, sem perder qualidade”, afirma.

Na cidade, a Rede Nacional Inn reúne quatro resorts e três hotéis, com propostas voltadas a diferentes perfis de hóspedes. Os resorts oferecem sistema all inclusive, open bar premium e programação recreativa ao longo do dia, enquanto os hotéis atendem quem busca conforto e praticidade para aproveitar os atrativos da cidade.

A mudança no perfil do turista também transformou o papel da hospedagem durante a viagem. “Hoje não dá mais para pensar em hospedagem só como lugar para dormir — principalmente em feriados como a Páscoa. Então, o que a gente tem feito é justamente ampliar o que o hóspede vive dentro da própria estadia”, diz o executivo.

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Essa experiência também é fortalecida pela programação oferecida na cidade durante datas comemorativas. Na Páscoa, por exemplo, Poços de Caldas recebeu atrações do projeto Minas Santa, como encenações da Paixão de Cristo e apresentações culturais. Para Ricardo, a integração entre a rede hoteleira e a programação da cidade fortalece o destino e amplia a experiência de quem visita a cidade.

“O hóspede não encontra apenas um hotel preparado. Ele encontra um destino que funciona de forma integrada, com atrações culturais, opções de lazer e atividades que complementam a viagem”, pontua o diretor. Nos empreendimentos da Rede Nacional Inn em Poços de Caldas, os hóspedes contam ainda com ingresso cortesia para o Parque Temático Walter World e experiências complementares de lazer e gastronomia, conforme a unidade escolhida.

A procura por viagens de curta duração e destinos de interior indica que o turismo regional deve continuar movimentando a hotelaria nos próximos anos. Em Poços de Caldas, esse movimento reforça o papel da hotelaria na construção de experiências que vão além da hospedagem. “Muitos visitantes conhecem Poços de Caldas durante a Páscoa e retornam em outras épocas do ano. Mais do que elevar a ocupação naquele período, essas datas ajudam a consolidar o destino ao longo do tempo”, conclui Ricardo Aly.

Mais informações sobre as unidades da Rede Nacional Inn em Poços de Caldas estão disponíveis em: https://www.nacionalinn.com.br/hoteis/dan-inn-pocos-de-caldas



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Aplicação da IA aumenta a precisão técnica

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Pesquisa da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom), em parceria com a Brazil Panels e a escola de negócios Lideres.ai, mostra que 72% das empresas brasileiras ainda estão em estágio inicial ou experimental de adoção de IA.

O diretor de Tecnologia e Inovação da Globalsys, empresa especializada em inteligência artificial preditiva, Beto Yunes, explica que a diferença entre usar IA para automatizar tarefas e usar IA para faturar mais está na previsão. “Quando o sistema antecipa demanda, comportamento de compra e risco de perda de cliente, a empresa deixa de reagir ao mercado e passa a se antecipar a ele”, afirma ele.

O Brasil ocupa uma posição singular nesse movimento global. A adoção de inteligência artificial (IA) entre empresas industriais cresceu mais de 140% em dois anos, segundo o IBGE, o que posiciona o Brasil como um dos mercados de crescimento mais rápido do mundo nessa categoria. O mercado de tecnologia da informação do país é o maior da América Latina e o décimo maior do mundo.

“A democratização da gestão empresarial por meio da IA não é mais uma tendência de futuro, mas uma urgência macroeconômica. Embora o Brasil ainda discuta projetos de regulamentação para inteligência artificial, especialistas avaliam que o mercado não deve esperar uma legislação definitiva para começar a se organizar”, salienta Vininha F. Carvalho, economista, administradora de empresas e editora da Revista Ecotour News & Negócios.

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O perfil das empresas que efetivamente transformam IA em vantagem competitiva tem características distintas. Não se trata de setor, porte ou localização geográfica. A diferença está nas escolhas que precedem a implementação.

A transformação digital tem remodelado diversos segmentos da economia, mas poucos setores têm sentido de forma tão intensa os impactos da IA quanto a logística. Em um cenário marcado pela crescente demanda por agilidade, rastreabilidade e redução de custos, a tecnologia surge como uma aliada estratégica para empresas que buscam maior competitividade e eficiência operacional.

Segundo Célio Malavasi, diretor de Operações e Negócios na MXP Transportes, a aplicação da IA na logística vai muito além da automação de tarefas. Hoje, algoritmos avançados são capazes de analisar grandes volumes de dados em tempo real, identificar padrões de comportamento, prever demandas futuras e otimizar decisões que antes dependiam exclusivamente da intervenção humana.

“O digital está entrando em um momento em que o empreendedor precisa desenvolver um crescimento mais consciente, com menos desperdício e mais coerência com o modelo de negócio”, finaliza Vininha F. Carvalho.

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