ECONOMIA
Diogo Ferraz participa do Prêmio Sindirepa-SP
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O empresário Diogo Ferraz Britto Lins participou da 17ª edição do Prêmio Sindirepa-SP – Os Melhores do Ano, uma das mais importantes e tradicionais premiações da cadeia automotiva nacional. O convite foi realizado pelo presidente do SINDIREPA-SP, Antonio Carlos Fiola Silva, e pelo presidente do CONAREM, José Arnaldo Laguna, reunindo algumas das principais lideranças da reparação automotiva brasileira.
Realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o evento reconheceu empresas, fabricantes e marcas que se destacaram pela qualidade, inovação, desempenho, confiabilidade e relacionamento com os profissionais da reparação automotiva.
Considerado uma das premiações de maior credibilidade do setor, o Prêmio Sindirepa-SP possui uma característica que o diferencia de outras iniciativas do mercado: os vencedores são escolhidos pelos próprios reparadores, profissionais que convivem diariamente com os produtos e possuem conhecimento técnico para avaliar aspectos como qualidade, durabilidade, suporte técnico, disponibilidade e desempenho.
A cerimônia reuniu executivos, empresários, representantes de entidades setoriais, fabricantes e fornecedores de destaque no mercado nacional e internacional. Entre as empresas presentes estavam algumas das marcas mais reconhecidas do setor automotivo mundial, como Bosch, Mahle, Wega Motors e Continental, além de diversos fabricantes e distribuidores que desempenham papel relevante no desenvolvimento do mercado de reposição brasileiro.
O evento reuniu ainda importantes representantes institucionais do setor, entre eles Robson Breviglieri, do SINCOPEÇAS-SP, entidade que desempenha papel relevante na representação do comércio de autopeças e no fortalecimento da cadeia de reposição automotiva.
Entre as lideranças presentes, também esteve Andreia Arone, uma das profissionais mais atuantes do SINDIREPA-SP e referência no relacionamento institucional da entidade. Seu trabalho tem contribuído diretamente para a integração entre oficinas, fabricantes, distribuidores e demais agentes da cadeia de reparação automotiva, fortalecendo a aproximação entre os diversos elos que compõem o aftermarket brasileiro.
A presença de lideranças de diferentes segmentos reforçou o caráter estratégico da premiação para o desenvolvimento do mercado de reposição nacional.
Além de participar da cerimônia como convidado das lideranças do setor, Diogo Ferraz Britto Lins também integrou oficialmente a programação do evento, sendo convidado para realizar a entrega de uma das categorias da premiação.
A participação na condução da solenidade reforça o reconhecimento conquistado pelo empresário junto às entidades representativas da reparação automotiva e evidencia sua crescente atuação institucional dentro do aftermarket brasileiro.
Segundo Diogo Ferraz Britto Lins, participar de um evento dessa relevância representa uma oportunidade de fortalecer relacionamentos, trocar experiências e acompanhar de perto as transformações que estão moldando o futuro do setor.
“O Prêmio Sindirepa-SP possui um significado muito especial porque o reconhecimento vem diretamente dos reparadores, profissionais que conhecem a realidade das oficinas e avaliam diariamente os produtos utilizados no mercado. É uma premiação que possui enorme credibilidade e que contribui diretamente para elevar os padrões de qualidade de toda a cadeia automotiva”, afirmou.
O empresário também destacou a satisfação de participar ativamente da cerimônia.
“Foi uma grande honra ser convidado para entregar uma das categorias da premiação. Estamos falando de um reconhecimento construído pela opinião dos próprios profissionais da reparação automotiva, que são fundamentais para o funcionamento de toda a cadeia do aftermarket. Valorizar essas empresas é valorizar a evolução técnica do setor”, ressaltou.
A presença de Diogo Ferraz Britto Lins ocorre em um momento de maior aproximação institucional com as principais entidades representativas do segmento. Recentemente, o empresário participou de reuniões estratégicas com lideranças do SINDIREPA-SP e passou a integrar o programa Empresa Amiga da Oficina, iniciativa voltada ao fortalecimento das relações entre fabricantes, distribuidores, oficinas e profissionais da reparação automotiva.
Para Antonio Carlos Fiola Silva e José Arnaldo Laguna, iniciativas como o Prêmio Sindirepa-SP exercem papel fundamental no desenvolvimento do mercado, estimulando a busca contínua por qualidade, inovação e excelência no atendimento às oficinas e aos consumidores finais.
Ao longo de suas 17 edições, a premiação consolidou-se como um dos mais importantes instrumentos de valorização da indústria de autopeças e do mercado de reposição automotiva no Brasil, incentivando investimentos em tecnologia, capacitação e desenvolvimento de produtos cada vez mais alinhados às necessidades dos reparadores.
Mais do que uma cerimônia de reconhecimento, o Prêmio Sindirepa-SP tornou-se um ponto de encontro estratégico para os principais representantes do aftermarket brasileiro, promovendo integração, troca de conhecimento e fortalecimento institucional entre todos os elos da cadeia automotiva.
Em um cenário de constantes transformações tecnológicas, eletrificação da frota e evolução dos sistemas automotivos, eventos como esse reforçam a importância da qualificação técnica, da inovação e da colaboração entre fabricantes, distribuidores, oficinas e entidades representativas para garantir um mercado cada vez mais competitivo e preparado para os desafios do futuro.
ECONOMIA
Qualificação é desafio para inclusão de crianças atípicas
O aumento expressivo no número de crianças neurodivergentes matriculadas nas escolas brasileiras tem evidenciado um problema estrutural cada vez mais urgente: a necessidade de mais profissionais qualificados para garantir uma educação verdadeiramente inclusiva. Diretores de escola, professores e famílias relatam dificuldades diárias para atender alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições atípicas diante da escassez de mediadores, acompanhantes terapêuticos, profissionais de apoio e formação especializada.
Dados recentes do Ministério da Educação (MEC) apontam que o Brasil chegou a 2,5 milhões de matrículas na educação especial em 2025, com cerca de 1,2 milhão de estudantes autistas (45,5%), crescimento superior a 400% desde 2020. Apesar do avanço no acesso à escola regular, especialistas alertam que a estrutura das instituições não acompanhou essa demanda.
“A inclusão escolar só acontece de verdade quando existe preparo técnico e suporte humano contínuo. Sem isso, a escola fica sobrecarregada e a criança não recebe o atendimento que precisa para se desenvolver plenamente”, afirma a neuropsicóloga e membro da equipe técnica da ÍmPares, Luciana Azambuja.
Segundo levantamento divulgado com base no Censo Escolar 2025, 30% dos municípios brasileiros afirmam não ter profissionais de apoio escolar suficientes para atender estudantes com deficiência, TEA e superdotação. Esta carência compromete atividades básicas de integração, adaptação pedagógica, alimentação, locomoção e suporte emocional dentro das salas de aula.
Outro dado que chama atenção é a baixa qualificação específica dos educadores. Informações recentes mostram que apenas 6,4% dos professores da educação básica e 11,3% dos diretores realizaram cursos de formação em inclusão com carga horária superior a 80 horas.
“Hoje, muitas escolas querem incluir, mas não conseguem atender adequadamente porque faltam profissionais preparados e políticas públicas permanentes. A inclusão não pode existir apenas no papel”, relata a co-fundadora da ÍmPares Camila Melnick.
Justiça e nova legislação
Em diversas regiões do país, famílias têm recorrido à Justiça para garantir o direito de acompanhamento especializado para crianças autistas dentro das escolas. Reportagens recentes exibidas na imprensa nacional vêm mostrando o crescimento dessa realidade e os impactos da falta de suporte educacional adequado.
O tema ganhou destaque em programas de grande audiência, com reportagens relacionadas à inclusão e à necessidade de ambientes mais preparados para crianças atípicas. “No Abril Azul, campanhas dão visibilidade ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) com o objetivo de promover a inclusão social, divulgar informações corretas e combater o preconceito. É importantíssimo este movimento. No entanto, temos que pensar na realidade das famílias ao longo do tempo e nas políticas públicas que vão dar suporte a essa inclusão”, destaca a co-fundadora da ÍmPares Caroline Turri.
Diretores de escola relatam desafios ligados à adaptação pedagógica, acolhimento sensorial, acessibilidade e conscientização da comunidade escolar. O Decreto nº 12.773, de 8 de dezembro de 2025, que trata da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva e altera o Decreto nº 12.686, de 20 de outubro de 2025, prevê, entre outras medidas, a formação específica de professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) com carga horária mínima de 360 horas e de profissionais do ambiente escolar, com carga horária mínima de 180 horas.
“Mais do que seguir a lei, as escolas precisam estar de fato preparadas para o acolhimento dessas crianças. Esta é a principal questão que as instituições públicas e privadas devem resolver”, afirma Camila.
Urgência na formação
A capacitação dos profissionais no ambiente escolar foi uma das alternativas encontradas por Camila e os sócios Caroline Turri e André Borba para ajudar as escolas a vencer este desafio. Juntos, construíram uma proposta de plataforma com trilhas híbridas de formação e conteúdos multidisciplinares, com atuação desde o entendimento das atipias até o papel da escola na inclusão, na construção e no desenvolvimento integral do aluno. Os módulos de estudo contemplam também o bem-estar e a saúde emocional dos profissionais que trabalham nas instituições educacionais e a promoção de um ambiente de acolhimento para as famílias.
“Nosso objetivo vai além do aprendizado. Queremos que instituições e profissionais evoluam e se fortaleçam. São mais de 2,5 milhões de estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista, altas habilidades ou superdotação hoje nas escolas, e sabemos dos desafios para incluí-los e para adaptar os processos de ensino-aprendizagem neste contexto”, afirma Camila.
“Temos o propósito de fortalecer instituições, disseminar conhecimento e inspirar práticas que promovam pertencimento e oportunidades reais de desenvolvimento a partir de espaços que reconhecem singularidades e ampliam o potencial humano. Estamos fazendo uma forte imersão junto a secretarias de Educação e escolas em contextos diversos, que têm essa questão comum a resolver”, explica André Borba.
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