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Aegea investe em infraestrutura em 890 municípios

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Os investimentos da Aegea em saneamento alcançam mais de 890 municípios brasileiros. Em diferentes localidades atendidas, indicadores públicos mostram os impactos relacionados ao mercado imobiliário, à infraestrutura urbana e à atividade econômica. Em 2025, a companhia investiu R$ 7,3 bilhões na expansão e modernização da infraestrutura de água e esgoto e, no primeiro trimestre de 2026, foram destinados outros R$ 1,6 bilhão. Os investimentos permitiram conectar cerca de 1,1 milhão de novas economias nos últimos 12 meses, beneficiando aproximadamente 3 milhões de pessoas em diferentes estados brasileiros.

A expansão do acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário tem impacto direto sobre o mercado imobiliário e a dinâmica urbana. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que imóveis com saneamento apresentam aluguel médio superior, evidenciando a relação entre infraestrutura, valorização imobiliária e desenvolvimento urbano. É o que mostram os dados dos municípios atendidos pela Aegea, presente em 15 estados e mais de 890 municípios.

No Rio de Janeiro, a atuação da Águas do Rio contribuiu para a redução do despejo de cerca de 133 milhões de litros de esgoto por dia na Baía de Guanabara, favorecendo a recuperação ambiental de áreas como Flamengo, Botafogo, Urca e Paquetá, historicamente poluídas, e que voltaram a registrar períodos de balneabilidade, conforme relatórios sucessivos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

Dados do mercado imobiliário registraram valorização na região. Na Praia do Flamengo, o metro quadrado saltou de R$ 9,7 mil para R$ 12,2 mil entre 2021 e 2026 — valorização de cerca de 23%, em meio ao avanço dos indicadores de balneabilidade da região. Além da valorização, os investimentos geraram aproximadamente 10,8 mil empregos na região — metade das contratações feita com moradores das próprias comunidades atendidas. Em quatro anos, quase 1 milhão de moradores de favelas e comunidades foram formalizados como clientes pela primeira vez, conquistando comprovante de residência e acesso a serviços financeiros básicos.

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Ainda no estado, na Região dos Lagos, a Lagoa de Araruama — maior laguna hipersalina do mundo — registrou indicadores de recuperação ambiental no período em que foram realizados investimentos em saneamento na região, além de aumento da atividade pesqueira e da renda local. A recuperação da lagoa rendeu crescimento de 26,9% no volume de pescado de 2024 para 2025, movimentando R$ 9,5 milhões na cadeia dos pescadores locais.

Em Campo Grande (MS), onde a Aegea atua por meio da Águas Guariroba, o índice de cobertura de esgoto chegou a 94% da população, e o de água tratada a 99%, antecipando as metas previstas pelo Novo Marco Legal do Saneamento. A cidade registrou crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 5,2%, acima da média nacional e, segundo dados da Prefeitura da cidade, mais de 30 mil novos empregos formais foram gerados em 2025, além de redução significativa de doenças de veiculação hídrica ao longo da última década.

No Ceará, a atuação da Ambiental Ceará na ampliação dos serviços de esgotamento sanitário prevê R$ 6,5 bilhões em investimentos para atender 24 municípios e beneficiar mais de 4 milhões de pessoas. O impacto econômico projetado, segundo o Instituto Trata Brasil, é de R$ 36,8 bilhões até 2040 para o estado, com R$ 69 milhões ao ano em economia na área da saúde, além de resultados de R$ 3,8 bilhões no turismo e R$ 2,1 bilhões no mercado imobiliário.

No Rio Grande do Sul, a atuação da Corsan sob gestão da Aegea vem expandindo a cobertura de esgoto e já resultou na geração de mais de 47 mil empregos diretos e indiretos. Atendendo cerca de 6,5 milhões de pessoas, a companhia alcançou, em apenas dois anos e meio, o equivalente à metade de toda a cobertura de esgoto executada anteriormente em quase 60 anos. Para atingir a meta de 90% de cobertura de esgoto prevista no Marco Legal do Saneamento — especialmente diante de um cenário em que grande parte dos municípios ainda não contava com coleta e tratamento —, os investimentos anuais saltaram de uma média histórica de R$ 400 milhões para R$ 1,5 bilhão a partir de 2023, quando a Aegea assumiu a antiga companhia estadual, a Corsan.

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Nesse contexto, os dados observados nas diferentes regiões atendidas indicam como a ampliação dos serviços de saneamento tende a se refletir em dinâmicas mais amplas de desenvolvimento urbano e econômico. A universalização do acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário, conforme previsto pelo marco regulatório do setor, permanece como um dos principais desafios estruturais do país, com impactos diretos na qualidade de vida da população, na saúde pública e na sustentabilidade das cidades.

Sobre a Aegea

A Aegea atua por meio de ativos de saneamento em todas as regiões do país. Com um crescimento sustentável, a Companhia saltou de seis municípios atendidos em 2010 para mais de 890 em 2025, distribuídos em 15 estados, beneficiando mais de 39 milhões de pessoas. Em 2023, expandiu sua atuação para a disposição final de resíduos sólidos urbanos, reforçando sua atuação em desenvolver soluções integradas para os desafios ambientais brasileiros. A posição de liderança que a empresa ocupa e essa evolução foram possíveis devido ao modelo de negócio da Companhia, que tem como base eficiência e expertise operacional, disciplina financeira e o alinhamento aos princípios ESG.

Para mais informações, basta acessar: http://www.aegea.com.br/



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Excesso de foco na liderança preocupa empresas

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Enquanto empresas ampliam benefícios, investem em escritórios modernos, flexibilizam jornadas e reforçam discursos sobre bem-estar, indicadores de saúde mental e desengajamento continuam crescendo no ambiente corporativo.

Para o especialista em cultura organizacional e CEO da DHEO Consultoria, Adeildo Nascimento, o cenário revela um paradoxo contemporâneo. “Organizações cada vez mais confortáveis convivendo com profissionais cada vez mais vazios de significado”. Segundo ele, a discussão ganha força em meio às novas exigências relacionadas à saúde psicológica no trabalho, às atualizações da NR-1 e aos debates sobre ambientes tóxicos. “A gente nunca investiu tanto na melhoria desses processos e nunca adoeceu tanto”, afirma.

Parte importante do problema está no que ele chama de “cuidado cosmético”, práticas superficiais que tentam substituir relações maduras e significativas por estruturas de conforto. “Uma parcela considerável de CEOs e empresários acredita que, se derem mimos e cuidados para os colaboradores, vai resolver a falta de engajamento; mas isso pode até infantilizar o colaborador”. Os principais fatores de desmotivação identificados em pesquisas recentes não estão ligados à ausência de benefícios, mas à falta de dignidade, respeito e consideração moral. “Isso nada tem a ver com componentes cosméticos de cuidado. Tem a ver com significado, com sentido naquilo que as pessoas fazem todos os dias”, pontua.

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Para Nascimento, muitas empresas eliminaram até mesmo os desafios saudáveis do trabalho em busca de ambientes excessivamente suaves. “Tiraram a fricção boa do trabalho, o desafio, a autoria, e criaram espaços infantis, onde os colaboradores viram apenas replicadores de ordem, ainda que com bons salários e benefícios”, afirma. Uma frase resume o cenário, destaca. “O conforto cresceu, mas a maturidade diminuiu”. Em sua avaliação, o excesso de proteção pode comprometer o senso de pertencimento e responsabilidade. “As pessoas querem autoria. Querem sentir que não são apenas passageiras, mas que estão criando algo junto com a empresa”.

Maturidade organizacional

Entre os pontos considerados essenciais para construir ambientes mais maduros, se destacam a transparência na gestão, a responsabilização adulta dos colaboradores, o reconhecimento legítimo e a percepção de progresso. “Sabe como você coloca responsabilidade adulta nos seus colaboradores? Fazendo com que eles entendam efetivamente quanto a empresa fatura, qual a diferença entre faturamento e lucro líquido e o impacto do trabalho deles no resultado do negócio”, acentua.

Ele também chama atenção para empresas que centralizam reconhecimento e protagonismo exclusivamente nas lideranças. “Se só quem leva o crédito na organização é você, então não está criando um ambiente maduro”. E comenta a necessidade de conectar tarefas individuais a propósitos concretos. “As pessoas não podem entender que são apenas apertadoras de parafuso. Elas precisam participar da história”.

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A prosperidade no ambiente corporativo vai além da remuneração. Segundo Nascimento, não é só trocar de carro ou ganhar mais dinheiro. É sentir que está crescendo como pessoa, profissional e cidadão. “Organizações maduras conseguem desenvolver profissionais completos, promovendo crescimento humano além do financeiro. Uma empresa madura faz as pessoas prosperarem e florescerem”, acrescenta. O aumento do desengajamento não pode ser explicado apenas por uma suposta falta de comprometimento das novas gerações. “Existe um mito de que as pessoas não querem nada com nada. Mas quando a empresa se torna soft demais e cheia de penduricalhos cosméticos, ela também deixa de gerar significado”.

Empresas que desejam fortalecer cultura e engajamento precisam equilibrar conforto e exigência, cuidado e responsabilidade, pondera Nascimento. “Às vezes, não é tão bom tirar toda a fricção e todo o desafio. Em muitos casos, é preciso estabelecer metas agressivas, estimular crescimento e, ao mesmo tempo, amadurecer a cultura organizacional”. Para ele, o caminho está na construção de empresas que combinem ambientes saudáveis com senso de propósito. “É assim que se constrói uma empresa confortável, com pessoas cheias de significado”, conclui.



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