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RN: Teatro Alberto Maranhão recebe espetáculo “Navio Negreiro”

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O Teatro Alberto Maranhão, em Natal, recebe nesta terça-feira (12), a partir das 19h30, o espetáculo “Navio Negreiro”. 

A montagem recria a obra do baiano Castro Alves, considerado o autor do maior poema brasileiro sobre o sequestro da população negra da África para ser escravizada no Brasil. Em formato musical, o espetáculo lança um olhar crítico sobre questões sociais e raciais. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria do teatro.

A montagem é da companhia teatral potiguar Monicreques, dirigida por Clenor Júnior, e retorna ao palco do histórico teatro natalense para revisitar não só a travessia forçada dos africanos escravizados, mas também os reflexos desse passado na sociedade atual.

O elenco é formado por artistas da melhor idade, que interpretam um grupo de pessoas que vivem em um retiro artístico e decidem montar o texto do “Poeta dos Escravos”, de forma lúdica e musical.  

A força do texto de Castro Alves é entremeada por canções, interpretadas pelo elenco, que tem entre seus destaques a cantora Cida Lobo, que busca abordar temas urgentes ligados à questão racial e social do país como racismo, violência nas periferias, identidade e resistência do povo preto.

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“O Navio Negreiro”, escrito por Castro Alves em 1868, quando o poeta tinha apenas 22 anos, é um dos poemas abolicionistas mais importantes da literatura brasileira. 

Estruturado em seis partes, a obra foi produzida quase 20 anos depois da Lei Eusébio de Queirós, que proibia o tráfico de escravos para o Brasil.

Por meio da poesia, Castro Alves denunciava o horror vivido pelos povos africanos raptados do continente durante as viagens nos navios que cruzavam o oceano rumo ao Brasil, e também alertava que o tráfico de pessoas continuava existindo naquela época.


Fonte: EBC Cultura

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Rádio Nacional estreia série Rádio Memória para celebrar os 90 anos

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Faltando quatro meses para os 90 anos da Rádio Nacional, que estreou em 12 de setembro de 1936, começa nesta terça-feira (12) a série Rádio Memória – 90 anos, que mergulha na história do veículo, considerado um dos mais importantes do país. Em formato de videocast e veiculação semanal, a atração será transmitida no programa Revista Rio, às 13h, para o Rio de Janeiro; e no Tarde Nacional, às 15h, para as outras praças.

Principal emissora do Brasil entre os anos 40 e 50, a Rádio Nacional foi o grande símbolo da ‘Era de Ouro’ do rádio brasileiro, destacando-se por uma variedade de gêneros, como radionovelas, programas de auditório, humorísticos e musicais. Outro sucesso foi a exibição do jornal Repórter Esso, marco do jornalismo radiofônico.

Essas e outras histórias marcantes da trajetória da emissora poderão ser conhecidas por meio de depoimentos de personagens que contribuíram para este sucesso, como explica o gerente executivo de rádios da EBC Thiago Regotto.

“A ideia desse programa é trazer essa memória oral de pessoas que trabalharam na rádio, ou que tenham vivido alguma experiência com a rádio, para gente registrar e aproveitar com isso trazendo esses momentos do acervo em que as pessoas se referem. Então, se vem alguém, por exemplo, como foi do esporte, a gente traz os gols, as narradoras que são daquela conversa. Alguém do mundo do samba, a gente traz as entrevistas, os trechos, as músicas. Então, é um programa principalmente de cultura oral, de memória”.

Regotto traz detalhes do primeiro episódio do Rádio Memória.

“Estreia com Eraldo Leite e Waldir Luiz, dois grandes nomes do esporte da Rádio Nacional. E a gente, né, optou por começar com o esporte que é a paixão nacional e tem uma grande contribuição da Rádio Nacional. Eles lembram muitas coisas, muitos fatos, nomes importantes que ajudaram a construir essa trajetória”.

À frente da apresentação do programa está o jornalista Dylan Araújo, que acrescenta algumas curiosidades que serão abordadas.

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“Durante o processo de gravação já surgiram muitos diálogos interessantes e emocionantes. Militares invadindo a Rádio Nacional do Rio de Janeiro no primeiro dia do golpe de 64. Nos esportes, nós lembramos como foi anunciada a venda do Zico para Itália. Teve discussão sobre roda de samba gourmet na zona sul do Rio, praticamente sem a presença de pessoas negras. E claro que a gente falou sobre o modo como o samba que a gente ouve hoje foi influenciado pela Rádio Nacional”.

O jornalista fala, ainda, sobre a importância do projeto.

“Recordar essa história de grandes produções é importantíssimo nesse aniversário de 90 anos para valorizar a nossa emissora que segue viva e segue escrevendo capítulos novos”.

O programa Rádio Memória – 90 anos também vai ficar disponível no canal do Youtube da emissora.


Fonte: EBC Cultura

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