Sinop
Prefeitura de Sinop sedia o VIII SIMAMCA e destaca impacto na economia e no turismo de negócios
Sinop
A Prefeitura de Sinop acompanha o início do VIII Simpósio da Amazônia Meridional em Ciências Ambientais (SIMAMCA), que começa na noite desta quarta-feira (10) e segue até sábado (13). Além da relevância acadêmica, o evento gera impactos positivos na economia local, por meio da estadia de participantes de diferentes estados do país ao longo de quatro dias.
O encontro — que será realizado no Centro de Eventos Dante Martins de Oliveira e na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) — reúne pesquisadores, profissionais, estudantes e instituições de diversas regiões do Brasil. Sediar esse evento representa a consolidação de Sinop como um dos principais polos de produção científica, inovação e eventos técnicos da Amazônia Legal.
Conforme destaca a diretora de Turismo, Leidiane Viegas, a acolhida de públicos para eventos como esse impulsiona os segmentos ligados ao turismo de negócios e eventos. “O turismo de negócios e eventos é um importante impulsionador de desenvolvimento para Sinop. Quando recebemos pesquisadores, estudantes e profissionais de diversas regiões do país, toda uma cadeia produtiva é beneficiada, desde hotéis e restaurantes até transportes e comércio. Além disso, esses visitantes conhecem a nossa cidade, a infraestrutura, o potencial econômico e nossas atrações, ampliando oportunidades para investimentos e promoção da cidade”, destacou.
A Prefeitura de Sinop terá um espaço institucional durante o evento, voltado à divulgação das potencialidades do município, com apresentação de dados econômicos, sociais e turísticos que demonstram o protagonismo da cidade no cenário nacional.
Sobre o evento
Com o tema “Conexões Amazônicas: Ciência, Biodiversidade e Sustentabilidade”, o simpósio promove palestras, minicursos, seminários, apresentações de trabalhos científicos, exposições e mesas-redondas voltadas à discussão dos desafios e oportunidades da Amazônia Meridional.
Reconhecido como um dos principais fóruns de discussão técnico-científica do norte de Mato Grosso, o SIMAMCA promove o intercâmbio de conhecimentos entre academia e sociedade, incentivando a formação de redes de pesquisa, a construção de parcerias e o fortalecimento da ciência como ferramenta para a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável.
O VIII SIMAMCA é realizado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), por meio do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCAM) e do Núcleo de Estudos da Biodiversidade da Amazônia Mato-Grossense (NEBAM), com a participação de diversas instituições de pesquisa e ensino. Entre os parceiros está a Prefeitura de Sinop, que apoia a realização do evento e reforça seu compromisso com o desenvolvimento científico, econômico e turístico do município.
Programação científica
Quarta-feira (10/06)
A abertura contará com a palestra magna “Entre indicadores e territórios: a Agenda 2030 nos municípios da Amazônia Legal e as desigualdades intrarregionais”, ministrada pelo pesquisador Dr. Henrique dos Santos Pereira, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).
Quinta-feira (11/06)
O segundo dia será marcado por seminários de pesquisa e pós-graduação, minicursos e exposições, além de palestras sobre nanotecnologia aplicada à biodiversidade brasileira, com a Dra. Stela Regina Ferrarini (UFMT); saúde única e arbovírus na Amazônia Meridional, com a Dra. Roberta Vieira de Morais Bronzoni (UFMT); e monitoramento da qualidade do ar na Amazônia Legal, conduzida pelo Dr. Filipe Viegas de Arruda, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM).
A programação inclui ainda a mesa-redonda “Biomas sem fronteiras”, com participações dos pesquisadores Dr. Fabio de Oliveira Roque (UFMS), Dr. Geraldo Wilson Afonso Fernandes (UFMG), Dr. Leandro Dênis Battirola (Instituto Nacional de Pesquisas do Pantanal – INPP) e Dr. Henrique Pereira (INPA).
Sexta-feira (12/06)
As atividades seguem com seminários de integração em ciência e tecnologia, minicursos e exposições. Entre os destaques estão as palestras sobre o uso de drones e tecnologias geoespaciais no monitoramento ambiental, ministrada pela Dra. Mônica Aparecida Cupertino Eisenlohr (ICV); restauração florestal, com o Dr. Geraldo Wilson Afonso Fernandes (UFMG); e mudanças climáticas na produção agropecuária da região Amazônia-Cerrado, conduzida pelo Dr. Ben Hur Marimon Júnior (UNEMAT).
O dia também contará com a mesa-redonda “Agronegócio e sustentabilidade”, reunindo especialistas da UFMT e da UNEMAT para debater adaptação às mudanças climáticas, carbono no solo, culturas bioenergéticas e sensoriamento remoto aplicado ao setor produtivo.
Sábado (13/06)
O último dia será dedicado a debates sobre ciência cidadã, inclusão em programas de pesquisa, conservação ambiental, biodiversidade e ecoturismo. Entre os palestrantes estão a Dra. Antonia do Socorro Pena da Gama (UFOPA/SAPOPEMA), o Dr. Fabio de Oliveira Roque (UFMS), representantes do CNPq e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
A programação contempla ainda mesas-redondas sobre conservação na Amazônia, observação de aves, ecoturismo, biodiversidade amazônica e turismo sustentável, além de discussões sobre povos originários, territórios protegidos, saberes tradicionais e justiça socioambiental, reunindo pesquisadores, lideranças indígenas e representantes de instituições públicas e organizações da sociedade civil.
Sinop
Prefeitura de Sinop realiza mutirão e identifica focos de dengue mesmo durante a seca
Mesmo neste período de estiagem das chuvas, a Prefeitura de Sinop – por meio do Centro de Combate às Endemias vinculado à Secretaria de Saúde – alerta para que a população siga com a eliminação de focos do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. Desde o último dia 26 de junho, o mutirão percorreu oito bairros da cidade e identificou 60 focos.
Até o momento, as equipes já passaram pelos bairros Residencial Kayabi, Recanto da Mata, Jardim Caribe, Jardim Veneza, Jardim Califórnia, Residencial Daury Riva, Jardim das Rosas e Jardim Azaléias. Dos 5.833 imóveis abordados, 3.071 acolheram os agentes de endemias. Nessas visitas, 1.561 recipientes e locais com potencial para acumular água e servir de criadouro do mosquito foram eliminados.
Conforme reforçou o coordenador de vigilância ambiental, Alef Costa, mesmo no período da seca a população precisa estar alerta. “Mesmo sem chuva, basta uma pequena quantidade de água acumulada para que isso aconteça. É muito importante que a população entenda que o combate à dengue não acontece apenas no período chuvoso. Durante a seca também encontramos focos com larvas. Pedimos que todos recebam nossos agentes, permitam a inspeção dos imóveis e façam semanalmente uma vistoria em casa. Dez minutos por semana podem evitar muitos casos da doença”, alertou.
Alef lembrou os locais em que a atenção dos moradores precisam ser redobrados. “É preciso ter um cuidado especial com vasos de plantas, pratos, calhas, caixas d’água, ralos, recipientes, lonas, pneus, garrafas e qualquer outro objeto que possa acumular água. Cada cantinho do seu imóvel precisa ser inspecionados”, orientou.
Dos 60 focos identificados até o momento, boa parte estavam em recipientes deixados nos quintais, como baldes, vasos de plantas, pratinhos, caixas sem tampa e materiais descartados. Os bairros com maior recorrência de focos, até o momento, foram: Jardim Veneza (19), Jardim Califórnia (12), Daury Riva (11) e Jardim Caribe (8).
O coordenador também destaca que o objetivo principal do mutirão é eliminar os criadouros e conscientizar a população, e não aplicar penalidades aos moradores. “Nosso foco é orientar, identificar e eliminar os criadouros antes que eles se transformem em um problema maior. Queremos que a população veja nossos agentes como parceiros da saúde pública. Quanto maior for a colaboração dos moradores, mais eficiente será o trabalho de prevenção”, destacou.
Outra orientação importante da equipe do Centro de Combate às Endemias é aproveitar o período de estiagem para realizar pequenos reparos, como conserto de calhas, redes de esgoto e ralos, já que esse tipo de manutenção costuma ser mais difícil durante o período de chuvas.
Neste momento, as equipes estão concentradas no Jardim das Rosas. Nos próximos dias, o mutirão seguirá para os bairros Jardim das Azaléias e Jardim das Oliveiras. Atuam no mutirão 15 agentes de endemias, que realizam as visitas de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h.
A Secretaria de Saúde reforça que a prevenção continua sendo a principal forma de combater a dengue. A recomendação é que cada morador reserve alguns minutos por semana para eliminar qualquer recipiente que possa acumular água e impedir a proliferação do mosquito.
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