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Câmara de Cuiabá aprova projeto de Paula Calil sobre combate à otite crônica

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A Câmara Municipal de Cuiabá aprovou, em sessão ordinária desta quinta-feira (26), o Projeto de Lei nº 39.177/2025, de autoria da presidente da Casa, vereadora Paula Calil (PL), que institui a Política Municipal de Informação, Diagnóstico Precoce, Tratamento Integral e Prevenção da Otite Crônica em crianças e adolescentes. A proposta também inclui no calendário oficial do município o “Outubro Caramelo”, dedicado à conscientização e ao diagnóstico precoce da doença.

A iniciativa estabelece uma atuação mais estruturada do poder público, com foco na prevenção, identificação precoce e no tratamento completo da otite crônica — condição que, quando não tratada adequadamente, pode causar prejuízos permanentes à audição e ao desenvolvimento infantil.

Entre os principais pontos do projeto estão a realização de campanhas informativas voltadas a pais, responsáveis e educadores; a capacitação de profissionais da rede básica de saúde para identificação precoce dos sintomas; e a garantia de tratamento integral na rede pública municipal, incluindo consultas com especialistas, exames, cirurgias e acompanhamento fonoaudiológico. A proposta também prevê ações preventivas para reduzir a incidência da doença.

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Ao comentar a aprovação da matéria, a vereadora destacou a importância da política pública para a proteção da saúde das crianças cuiabanas.

“Quero, primeiramente, agradecer a todos os vereadores desta Casa pela sensibilidade e compromisso com a saúde das nossas crianças. Esse projeto nasce da escuta, do cuidado e da responsabilidade que temos com o futuro. A otite crônica, muitas vezes silenciosa, pode comprometer o desenvolvimento da fala, da aprendizagem e da qualidade de vida. Com essa política, Cuiabá passa a agir de forma preventiva, garantindo diagnóstico precoce e tratamento completo pelo SUS. Seguimos firmes, trabalhando por uma cidade que cuida das pessoas desde a infância”, declarou Paula Calil.

O projeto foi inspirado no relato pessoal da jornalista Oziane Rodrigues, cuja filha Luiza Rodrigues foi acometida pela doença, com perda auditiva de 50% no ouvido esquerdo e 70% no direito — história que deu origem ao nome da campanha “Outubro Caramelo”.

A proposta segue agora para sanção do Executivo municipal.

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Diamantino

Diamantino se despede de Antônia Ferreira da Silva, a Toinha, guardiã da cultura e das tradições populares

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Diamantino perdeu nesta segunda-feira, 31 de agosto, uma mulher cuja história está profundamente ligada com as próprias tradições do município. Antônia Ferreira da Silva, carinhosamente conhecida como Toinha, faleceu aos 86 anos, deixando um legado construído ao longo de décadas de devoção, cultura e amor pelas manifestações populares de nossa terra.

Nascida em 13 de junho de 1940, Toinha fez parte de uma geração que não apenas conheceu as tradições diamantinenses, mas ajudou a mantê-las vivas. Participou das tradicionais Percorridas das Bandeiras do Divino Espírito Santo e da Imaculada Conceição, assumindo, inclusive, a missão de porta-bandeira, gesto carregado de fé, respeito e profundo significado para a comunidade.

Sua presença também marcou, por muitos anos, as rezas, festas de santos e diferentes momentos da vida cultural e religiosa de Diamantino. No projeto municipal Grupo Viver Legal, continuou compartilhando sua alegria, sua experiência e a riqueza de uma vida inteira ligada aos costumes de seu povo.

Toinha carregava consigo saberes que não se aprendem nos livros. Eram conhecimentos transmitidos pela convivência, pela memória e pela tradição. Exímia dançadeira de Siriri e São Gonçalo, ajudou a preservar, com seus passos e sua presença, manifestações que atravessam gerações e fazem parte da identidade cultural de Diamantino.

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Mais do que participante da cultura popular, Toinha foi uma de suas guardiãs. Mulheres como ela transformam lembranças em patrimônio e fazem com que aquilo que recebemos dos nossos antepassados encontre caminho para chegar às novas gerações.

Sua partida deixa saudade entre familiares, amigos, companheiros de fé, de dança e de tantas celebrações. Mas deixa também uma história que merece ser lembrada com gratidão.

Diamantino se despede de Toinha com carinho e reconhecimento por tudo o que ela representou. Enquanto nossas bandeiras percorrerem as ruas, enquanto houver uma roda de Siriri, uma dança de São Gonçalo, uma reza ou uma festa tradicional, haverá também um pouco da memória daqueles que, como ela, dedicaram a vida a manter nossa cultura viva.

À família e aos amigos, nossos sentimentos e nossa solidariedade.

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