AGRONEGÓCIO
Evento leva mulheres do agro para conhecer agropecuária em Poconé
AGRONEGÓCIO
Entre os dias 19 a 22 de junho, cerca de 50 mulheres do movimento Agroligadas vão participar do Tour Pantanal, que proporcionará conhecimento e informações sobre a produção agropecuária em Poconé, especialmente na região pantaneira do município. A programação conta com a participação de entidades do setor produtivo e organizações como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Guardiões do Pantanal. Dos assuntos abordados estarão em destaque a sustentabilidade e o meio ambiente.
A ação é organizada pelo núcleo Agroligadas de Mato Grosso e reúne mulheres de diversos estados brasileiros. A coordenadora do projeto, Eloisa Hage conta que o evento foi idealizado com objetivo de proporcionar novos conhecimentos e experiências para mulheres já profissionais no agro. O pantanal foi escolhido para que elas conheçam a preservação e a importância do bioma. O foco é vivenciar a produção sustentável da região.
Foto: Crop AgroComunicação | Assessoria Agroligadas
“Nós queremos levar mais conhecimento para essas mulheres. Proporcionar que elas conheçam outras cadeias do agro, aprender mais sobre o setor, com algo que seja diferente da realidade delas. Elas vão conhecer esse bioma que é único, brasileiro e está dentro de estados importantes para o agronegócio. É uma área tradicional de pecuária de corte e vamos mostrar cadeias produtivas dentro de Poconé e dentro do pantanal”, explicou Eloisa.
Consta na programação visitas técnicas e palestras com especialistas, dentre elas da Embrapa, da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), do Sindicatos Rurais de Poconé e Cáceres, também da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) e do movimento Guardiões do Pantanal.
“A Embrapa conosco é de extremante importante, terá o papel de mostrar que a ciência justifica e valida esse bioma como cadeira produtiva do agro sustentável, porque temos tecnologia, estudos, manejo e genéticas. Muitas famílias já produzem no local, com conhecimento e respeito ao meio ambiente e é isso que as Agroligadas poderão ver e aprender nesses dias. Vamos conhecer pessoas, a ciência e a produção”, enfatizou Eloisa Hage.
Foto: Crop AgroComunicação | Assessoria Agroligadas
AGROLIGADAS
O movimento é formado por mulheres profissionais do agronegócio e têm como propósito conectar o campo e a cidade com verdade, ética, coragem, compromisso e amor, a partir de ações educativas e de comunicação. Mostra que o agro está em tudo, em todo lugar e no dia a dia de todos.
AGRONEGÓCIO
Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo
A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.
O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.
O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.
A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.
Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.
A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.
Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.
A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.
Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.
O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.
Fonte: Pensar Agro
-
MATO GROSSO6 dias atrásPrimeiro Encontro de Fibromiálgicos marca nova era de reconhecimento e inclusão em Mato Grosso
-
Poxoréu5 dias atrásPais denunciam alimentação precária e falta de colchões em creche municipal de Poxoréu
-
POLÍCIA5 dias atrásPolícia Civil e PRF apreendem caminhão carregado de alimentos pertencente a facção criminosa em Cáceres
-
POLÍCIA5 dias atrásPolícia Civil mira grupo de traficantes que transportava drogas ocultadas em eletrodomésticos
-
POLÍCIA5 dias atrásPolícia Civil e PRF apreendem caminhão cheio de alimentos pertencente a facção criminosa em Cáceres
-
POLÍCIA1 dia atrásBatalhão Ambiental fecha área de desmatamento e garimpo ilegal em Novo Mundo
-
POLÍCIA4 dias atrásPolícia Civil apreende mais de 900 quilos de pescado irregular e desarticula esquema de pesca predatória em Cuiabá
-
MATO GROSSO6 dias atrásDr. João anuncia implantação em MT da carteira digital durante 1º Encontro de Fibromiálgicos


