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Clima ajuda na recuperação de pastagens e influencia mercado

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Em um período do ano tradicionalmente marcado por uma desaceleração no consumo de carne bovina, o mercado interno de boi gordo está testemunhando uma dinâmica interessante. Graças às condições climáticas favoráveis e a uma postura assertiva dos pecuaristas, o setor está conseguindo manter uma certa estabilidade nos preços, desafiando as expectativas do mercado.

Recentemente, o Brasil tem presenciado um aumento na frequência de chuvas em diversas regiões, um fator que tem contribuído significativamente para a recuperação das pastagens. Este fenômeno natural está permitindo aos pecuaristas uma maior flexibilidade no manejo do gado, já que não estão sob pressão para vender devido à falta de pasto. Essa melhoria nas condições das pastagens vem em um momento crucial, oferecendo aos criadores de gado uma vantagem tática na hora de negociar os preços.

Contrariando as tendências sazonais, os preços dos animais destinados ao mercado doméstico estão mostrando uma resiliência notável. Mesmo com o consumo de carne bovina tipicamente mais baixo neste período, não se observou uma queda significativa nos preços. Essa estabilidade é atribuída, em parte, à resistência dos pecuaristas em ceder às pressões dos frigoríficos para baixar os preços. Muitos estão optando por vender apenas o necessário para atender às suas necessidades imediatas de caixa, ao invés de liquidar seu gado a valores que consideram injustos.

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Essa abordagem cautelosa dos pecuaristas é uma resposta estratégica às condições de mercado. Ao segurar as vendas, eles estão não apenas garantindo melhores preços para o seu gado, mas também estão influenciando o mercado como um todo, contribuindo para a manutenção da estabilidade dos preços em um período que, historicamente, vê uma baixa.

Fonte: Pensar Agro

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Mato Grosso lidera produção de grãos no Brasil e concentra 59,7% do gergelim nacional

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Foto Rafael D Marques / Secom

Mato Grosso segue na liderança da produção agrícola brasileira e amplia seu protagonismo com o fortalecimento de novas culturas. Dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado em setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o Estado permanece como o maior produtor nacional de grãos e se destaca como principal produtor de soja, milho e gergelim.

Segundo o levantamento, Mato Grosso responde por 32,1% de toda a produção brasileira de grãos em 2026, mantendo ampla vantagem sobre os demais estados. A estimativa nacional é de uma safra recorde de 352,9 milhões de toneladas, o maior volume da série histórica do IBGE.

O principal destaque da divulgação é o gergelim, que vem se consolidando como uma cultura de importância crescente para a agricultura brasileira, especialmente no Cerrado. Mato Grosso lidera a produção nacional com estimativa de 212,7 mil toneladas, o equivalente a 59,7% de todo o gergelim produzido no país.

A produção nacional da oleaginosa foi estimada em 356,3 mil toneladas, em uma área de 575 mil hectares. No próprio levantamento, o IBGE destaca que o avanço da cultura reflete sua crescente importância para a agricultura brasileira e ressalta o protagonismo de Mato Grosso nesse cenário: “A produção do gergelim em Mato Grosso apresentou crescimento expressivo na última safra, tendo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) estimulado investimentos”, reforçando o papel do Estado na expansão da cultura no país.

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A expansão da cultura ocorre principalmente em regiões como o Araguaia, onde o gergelim tem se mostrado uma alternativa ao milho segunda safra em locais com maior risco de estiagem antecipada. Cultivado após a colheita da soja, entre o fim de fevereiro e o início de março, o gergelim possui ciclo de aproximadamente 120 dias e hoje tem perfil fortemente exportador, com cerca de 99% da produção mato-grossense destinada ao mercado externo.

Para a secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa, a diversificação da produção acompanha as mudanças no cenário agrícola e as oportunidades que surgem para o produtor mato-grossense, em um trabalho construído a partir do diálogo com o setor.

“Manter Mato Grosso na liderança exige um trabalho permanente de parceria com o setor produtivo. O Estado tem atuado para fortalecer as cadeias que já são consolidadas, mas também para abrir espaço para novas culturas e novas oportunidades de mercado. O avanço do gergelim é um exemplo desse movimento de diversificação, que acontece sem perder de vista a força da soja, do milho e de outras culturas. É esse trabalho conjunto que permite ao Estado continuar crescendo e, ano após ano, ampliar seu protagonismo na produção agrícola brasileira”, afirma.

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Além do avanço do gergelim, Mato Grosso manteve a liderança na produção nacional de soja, com estimativa de 50,7 milhões de toneladas em 2026. O volume representa crescimento de 1% em relação ao ano anterior, mantendo o Estado responsável por 29% de toda a produção brasileira.

No milho, Mato Grosso também permanece como principal produtor brasileiro. A estimativa é de 57,1 milhões de toneladas, mais da metade de toda a produção nacional, estimada em 141,8 milhões de toneladas.

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