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Cartilha da Aprosoja-MT auxilia produtores no manejo da cigarrinha-do-milho

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Cartilha da Aprosoja-MT auxilia produtores no manejo da cigarrinha-do-milho

A entidade busca desde o ano passado alertar os agricultores sobre o manejo da praga e os enfezamentos no milho

31/01/2022

Preocupada com a situação da cigarrinha-do-milho que tem atacado as lavouras, em Mato Grosso, a Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja-MT), disponibilizou aos produtores rurais uma cartilha para informar e alertar sobre o manejo da praga e o enfezamento na plantação.

Conforme a Comissão de Defesa Agrícola da Aprosoja-MT, responsável pelo material técnico, o propósito da divulgação desse material é a busca de um manejo com maior eficiência para amenizar os prejuízos causados pela Cigarrinha-do-milho, praga que atinge a lavoura e pode causar a redução de crescimento e desenvolvimento da planta, entrenós curtos, defeito na formação de espigas, enfraquecimento dos colmos com favorecimento às infecções fúngicas que resultam em tombamento.

Entre as boas práticas apresentadas na cartilha estão a eliminação do milho voluntário (tiguera), a rotação de cultivos, evitando o plantio sucessivo de gramíneas e a não semeadura ao lado de lavouras com plantas adultas apresentando sintomas de enfezamentos.

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A cartilha está disponível em formato PDF clicando aqui.

Acompanhamento – A Aprosoja Mato Grosso, representante de mais de 7.500 produtores de milho no estado, convidou esta semana, representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Embrapa Milho e Sorgo, Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT), e outras autoridades para visitarem as lavouras de milho safra e safrinha em Lucas do Rio Verde. As entidades conheceram a situação e se disponibilizaram para analisar e apresentar possíveis soluções para diminuir os danos causados pela cigarrinha-do-milho.

Fonte: Augusto Camacho

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: comunicacao@aprosoja.com.br

Fonte: APROSOJA

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AGRONEGÓCIO

Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

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A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.

O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.

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A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.

Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.

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Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.

A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.

Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.

O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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