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Julho Amarelo reforça prevenção, diagnóstico precoce e tratamento das hepatites virais em Diamantino

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Durante o mês de julho, a Prefeitura de Diamantino, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e do Serviço de Atendimento Especializado Ambulatorial (SAE/CTA), promove a campanha Julho Amarelo, iniciativa que busca conscientizar a população sobre a prevenção, o diagnóstico precoce eo tratamento das hepatites virais.

As hepatites virais são doenças que provocam inflamação no fígado e, na maioria dos casos, evoluem de forma silenciosa, sem apresentar sintomas nas fases iniciais. Quando não diagnosticadas e tratadas precocemente, podem causar complicações graves, como cirrose e câncer hepático.

Em Diamantino, o atendimento é realizado pelo Serviço de Assistência Especializada e Centro de Testagem e Aconselhamento (SAE/CTA). Somente em 2025, a unidade realizou 408 testes rápidos para hepatites virais, registrou 15 notificações da doença e acompanhou 25 pacientes em tratamento, oferecendo gratuitamente exames, acompanhamento multiprofissional e acesso a medicamentos.

A coordenadora do SAE/CTA, Elisete Diniz, destacou a importância das ações desenvolvidas durante a campanha Julho Amarelo.

“Nosso objetivo é intensificar a cobertura da testagem, ampliar o acesso à informação e fortalecer as ações de prevenção. Quanto mais pessoas realizarem os testes e conhecerem as formas de prevenção, maiores são as chances de identificar a doença precocemente e iniciar o tratamento no momento adequado.”

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Conheça os principais tipos de hepatites virais e saiba como se prevenir

As hepatites virais são classificadas em diferentes tipos, cada uma com formas específicas de transmissão, prevenção e tratamento.

Hepatite A

É transmitida principalmente pelo consumo de água ou alimentos contaminados. Para prevenir a doença, é importante manter a higiene das mãos, lavar corretamente frutas, verduras e legumes, consumir água tratada e manter a vacinação em dia.

A vacina contra a hepatite A é oferecida gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde para bebês aos 15 meses de idade, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

Diferentemente da hepatite C, a variante A não possui tratamento específico para eliminar o vírus. O tratamento consiste em medidas de suporte, como acompanhamento médico, hidratação, alimentação adequada e repouso, contribuindo para a recuperação do paciente.

Hepatite B

A transmissão ocorre pelo contato com sangue e outros fluidos corporais, relações sexuais desprotegidas e da mãe para o bebê durante a gestação ou parto. A principal forma de prevenção é a vacinação, disponível gratuitamente pelo SUS, além do uso de preservativos e de não compartilhar objetos perfurocortantes. 

O tratamento da hepatite B depende da avaliação médica, considerando fatores como o estágio da doença, a carga viral e o comprometimento do fígado. Nos casos em que há indicação clínica, o SAE/CTA realiza o acompanhamento especializado e o tratamento é disponibilizado gratuitamente.

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Hepatite C

É transmitida pelo contato com sangue contaminado, principalmente pelo compartilhamento de seringas, agulhas e objetos perfurocortantes. A prevenção consiste em evitar o compartilhamento desses materiais e utilizar instrumentos esterilizados ou descartáveis.

A doença tem cura e o tratamento é realizado gratuitamente com acompanhamento especializado. 

Hepatite D

Acomete apenas pessoas infectadas pelo vírus da hepatite B, pois depende da presença desse vírus para se desenvolver. A principal forma de prevenção é manter a vacinação contra a hepatite B em dia, além de evitar o contato com sangue contaminado e o compartilhamento de objetos perfurocortantes.

Embora não tenha cura, a doença pode ser controlada por meio de acompanhamento médico especializado e tratamento indicado conforme a avaliação clínica de cada paciente.

O SAE/CTA Diamantino é referência também para os municípios de Alto Paraguai, Nortelândia, Nobres, Rosário Oeste, São José do Rio Claro e Nova Maringá. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h, na Rua Almirante Batista das Neves, nº 150, Centro de Diamantino. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (65) 3336-2377, (65) 99603-1406 e (65) 99293-1936.

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Campanha de doação de sangue em Diamantino arrecada 147 bolsas

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A Prefeitura de Diamantino, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com o Biomed Laboratório de Análises Clínicas, o Centro de Hematologia e Hemoterapia de Mato Grosso (MT Hemocentro) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) – Campus de Diamantino, realizou nos dias 29 e 30 de setembro e 1º de outubro uma campanha de doação de sangue que resultou na coleta de 147 bolsas.

A ação teve como objetivo incentivar a doação voluntária, ampliar a participação da população e contribuir com o abastecimento dos estoques de sangue utilizados no atendimento de pacientes que necessitam de transfusões e outros procedimentos de saúde.

A coordenadora da Atenção Especializada, Adelita Aguiar, explicou a atuação da Secretaria Municipal de Saúde durante a campanha.

“A Secretaria de Saúde foi parceira durante toda a ação. Nossa equipe de profissionais atuou no suporte aos atendimentos e também contribuímos com equipamentos necessários para a realização da campanha.”  

A representante da Biomed, Eduarda Correia, destacou a mobilização e agradeceu a participação dos envolvidos na campanha.

“Para nós, do Laboratório Biomed, essa campanha foi muito mais do que uma ação. Foi um exercício de solidariedade e união. Agradecemos a cada pessoa que participou, doou, divulgou e incentivou alguém a fazer parte dessa corrente, além dos nossos parceiros, UNEMAT, MT Hemocentro e Secretaria Municipal de Saúde, que abraçaram a proposta e trabalharam conosco para que ela acontecesse.”

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Ela completou: “O resultado de 147 bolsas arrecadadas mostra a força dessa mobilização e o quanto a união entre comunidade e instituições pode fazer a diferença.”

A enfermeira Rosineide Silva, representante do MT Hemocentro, falou sobre a importância da campanha para os estoques de sangue. 

“Precisamos de todos os tipos sanguíneos, mas o “O negativo” merece uma atenção especial porque os nossos estoques estão baixos. Uma única bolsa de sangue pode ajudar a salvar até quatro vidas. Por isso, é importante que as pessoas participem e incentivem também seus familiares a doar.”

Ela complementou: “Após a triagem clínica, a pessoa considerada apta realiza a doação. O sangue coletado é armazenado e transportado até o Hemocentro, onde passa por todos os processos e cuidados necessários até chegar ao paciente que vai recebê-lo.”

Entre os participantes, a estudante de Direito Beatriz Garcia Marinho, contou que doa sangue desde os 16 e compartilhou sua experiência com a doação. 

“Eu acho muito importante porque é uma coisa rápida e prática, mas que pode ajudar muita gente. Minha irmã, quando nasceu, precisou de sangue e não tinha bolsa disponível no hospital. Na época, todo mundo teve que se mobilizar para doar. Então, para mim, isso tem um significado muito grande.”

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A moradora, Meirielly Silva, realizou a doação pela primeira vez e contou que já tinha vontade de participar há algum tempo.

“Eu já vinha pensando em doar há alguns anos, mas sempre surgia alguma coisa que me impedia. Desta vez, decidi que queria participar e fiz o possível para estar aqui. Fico muito feliz de poder contribuir e também quero incentivar outras pessoas a virem doar.”

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