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Importação de fertilizantes bate recorde e ultrapassa R$ 36 bilhões

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou em seu boletim logístico desta quarta-feira (29.01) que as importações brasileiras de fertilizantes bateram o recorde dos últimos cinco anos em 2024.

Foram desembarcadas nos portos brasileiros 44,3 milhões de toneladas dos insumos, um crescimento de 8,3% em comparação a 40,9 milhões de toneladas no mesmo período do ano anterior. Pelo porto de Paranaguá, chegaram ao país 11 milhões de toneladas de fertilizantes de janeiro a dezembro de 2024, contra 10,3 milhões de toneladas no mesmo período de 2023.

Pelo Porto de Santos, entrou um total de 8,88 milhões de toneladas no ano passado, ante 8,56 milhões de toneladas em igual período de 2023. Já pelos portos do Arco Norte foram 7,52 milhões de toneladas em 2024, em comparação a 5,97 milhões de toneladas do ano anterior.

Nos primeiros 11 meses de 2024, os principais importadores de fertilizantes da Rússia foram Brasil, Índia e China. Juntos, esses países importaram produtos no valor de quase R$ 36,10 bilhões. O Brasil liderou as compras, representando 55% do total, com aproximadamente R$ 19,81 bilhões em importações. A Índia ficou em segundo lugar, com R$ 8,56 bilhões, enquanto a China ocupou a terceira posição, adquirindo R$ 7,68 bilhões em fertilizantes russos.

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Outros países também importaram volumes significativos, incluindo os Estados Unidos, que adquiriu fertilizantes no valor de R$ 6,97 bilhões. Entre os 15 maiores compradores de fertilizantes russos no período analisado, destacam-se: México (R$ 3,92 bilhões), Indonésia (R$ 2,42 bilhões) e Polônia (R$ 2,33 bilhões).

As exportações russas também tiveram como destino Tailândia, Colômbia e outros países. A União Europeia, no total, importou R$ 9,67 bilhões em fertilizantes russos ao longo de 2024. Os principais importadores da região foram Eslováquia e França, com compras combinadas de R$ 111,34 milhões. A Eslováquia aumentou suas importações em 18 vezes, enquanto a França expandiu seus volumes quatro vezes.

Por outro lado, alguns países reduziram drasticamente suas importações. A Estônia cortou suas compras em 58 vezes, passando de R$ 52,74 milhões para apenas R$ 910 mil. República Tcheca, Croácia, Letônia e Turquia também diminuíram suas aquisições, com a República Tcheca reduzindo os volumes em cinco vezes, enquanto Croácia e Letônia diminuíram as importações em três vezes.

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Apesar das variações, a União Europeia mantém a demanda por fertilizantes russos, embora a Polônia tenha reiterado sua posição favorável à restrição dessas importações.

Fonte: Pensar Agro

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Demanda por fertilizantes em MT pode crescer até 39% até 2034

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Assessoria/Sedec

A demanda por fertilizantes em Mato Grosso poderá crescer entre 29% e 39% até 2034, segundo projeções de estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O diagnóstico também aponta caminhos para atender às necessidades futuras da produção agrícola e propõe a criação de um polo de referência em fertilizantes e nutrição de plantas no estado.

Os resultados foram apresentados na quarta-feira (14.10), em reunião com representantes do Governo de Mato Grosso. Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e a Fundação Uniselva, o estudo inclui uma proposta técnica para estruturar um Hub do Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), com escritório previsto para o Parque Tecnológico, em Várzea Grande.

“A ideia é criar uma estrutura permanente que conecte governo, universidades, empresas e produtores para desenvolver pesquisas e testar tecnologias. Entre os objetivos estão melhorar o aproveitamento dos fertilizantes nas lavouras, buscar alternativas de abastecimento e atrair investimentos para o setor”, explicou a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa.

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Além das projeções de consumo, o levantamento analisou oportunidades, dificuldades e o potencial de aproveitamento de resíduos agropecuários na cadeia de fertilizantes. Os pesquisadores também estudaram experiências de centros de excelência em países como Marrocos, Alemanha, Holanda, Austrália, China e Estados Unidos, visitados durante missões técnicas.

Para tirar a proposta do papel, foi discutida a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, para estruturação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.  A intenção é dar continuidade ao trabalho, passando do diagnóstico para a estruturação do Hub.

Outra agenda, realizada na sede da Sedec, tratou da preparação do Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar, previsto para 18 de novembro, em Cuiabá. O evento deverá marcar o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, voltado à mobilização de instituições públicas, pesquisadores e empresas em torno de projetos para o setor.

“Durante o fórum, está prevista a assinatura de um memorando de entendimento multilateral, documento que deverá registrar o compromisso de cooperação entre as instituições participantes. A articulação pretende apoiar pesquisas, inovação, atração de investimentos e o desenvolvimento de atividades industriais ligadas aos fertilizantes”, comentou Linacis.

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