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INOVAÇÃO MATOGROSSENSE

AgriHub leva inovação do agro mato-grossense à COP30

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O AgriHub Conecta traduz a inovação em resultados práticos, mostrando exemplos reais e promovendo o diálogo direto com as startups

O AgriHub, hub de inovação do Sistema Famato (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso), marcará presença na COP30 com um painel sobre tecnologia e sustentabilidade no campo. A participação será realizada no espaço AgriZone, coordenado pela Embrapa, em Belém (PA).

A COP30 ocorre pela primeira vez na Amazônia brasileira, e o painel “AgriHub Conecta: impulsionando a inovação em campo” está programado para 18 de novembro, das 13h às 14h15 (horário de Cuiabá), no Auditório A3 da Embrapa Amazônia Oriental.

Na AgriZone — também chamada de Casa da Agricultura Sustentável — haverá vitrines tecnológicas e cerca de 400 atividades com foco em agricultura de baixo carbono, bioeconomia e adaptação às mudanças climáticas.

Durante o painel, o AgriHub apresentará o programa AgriHub Conecta, feito em parceria com o Senar MT. A iniciativa diagnostica os principais desafios nas propriedades rurais de Mato Grosso e conecta os produtores com startups e empresas de base tecnológica, para testar soluções práticas que aumentem a eficiência produtiva e a sustentabilidade.

Os principais gargalos identificados pelo programa incluem regularização fundiária, custo de insumos, energia, segurança, conectividade e mão de obra qualificada. Segundo o superintendente do AgriHub, Cleiton Gauer, o programa “aproxima produtor e tecnologia com método”: a ideia é mapear as “dores” do campo, validar soluções e só então promover a escala das tecnologias.

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Além disso, a Famato também levará para a COP30 o programa Fazenda Pantaneira Sustentável (FPS), que une ciência, inovação e gestão para promover uma pecuária consciente.  O investimento previsto é de R$ 16 milhões até 2030, com o objetivo de atender 160 propriedades e cobrir 1 milhão de hectares com assistência técnica e monitoramento socioambiental.

O AgriHub Conecta será, portanto, a vitrine da inovação aplicada ao campo, demonstrando como tecnologia e sustentabilidade podem andar juntas para transformar a rotina das fazendas mato-grossenses.

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AGRONEGÓCIO

Usina transforma dejetos suínos em combustível e abre nova frente de renda no campo

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A geração de energia a partir de resíduos da produção animal começou a ganhar escala no Brasil com a entrada em operação da primeira usina de biometano da América Latina certificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para uso de dejetos suínos. A planta está localizada em Campos Novos (350 km da capital, Florianópolis), no Meio-Oeste de Santa Catarina, uma das principais regiões produtoras de proteína animal do país.

O projeto recebeu cerca de R$ 65 milhões em investimentos e tem capacidade de produzir até 16 mil metros cúbicos de biometano por dia, combustível renovável que pode substituir o gás natural em aplicações industriais e veiculares. A iniciativa conecta geração de energia, tratamento de resíduos e renda adicional para produtores integrados à cadeia da suinocultura.

O Brasil abriga um dos maiores rebanhos suínos do mundo, com produção anual superior a 5 milhões de toneladas de carne, concentrada principalmente na região Sul. Esse volume gera uma quantidade significativa de resíduos, que historicamente representam passivo ambiental e custo de manejo. A conversão desses dejetos em biogás e, posteriormente, em biometano, muda essa lógica ao transformar resíduo em ativo econômico.

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A usina opera com biodigestores do tipo CSTR, tecnologia que permite a decomposição controlada da matéria orgânica e a geração de biogás. Esse gás é então purificado por membranas até atingir pureza superior a 96%, padrão exigido para comercialização como biometano. A certificação da ANP garante rastreabilidade e viabiliza a inserção do produto no mercado formal de energia.

Além do combustível, o projeto gera subprodutos com valor comercial, como CO₂ de grau alimentício e biofertilizantes, ampliando o conceito de economia circular dentro da propriedade rural. Outro componente relevante é a emissão de créditos de descarbonização (CBios), que cria uma fonte adicional de receita atrelada à redução de emissões.

A iniciativa ocorre em um momento de expansão do mercado de biogás no país. O Brasil já conta com mais de 900 plantas em operação, segundo dados da Associação Brasileira do Biogás (ABiogás), mas a maior parte ainda voltada à geração elétrica. O biometano, por sua vez, representa uma etapa mais avançada da cadeia, com maior valor agregado e potencial de substituição de combustíveis fósseis.

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Em Santa Catarina, a forte presença da suinocultura cria condições favoráveis para esse tipo de projeto. O estado é um dos principais produtores de suínos do país e concentra uma cadeia integrada, com cooperativas e agroindústrias estruturadas, o que facilita a coleta de resíduos e a viabilização econômica das usinas.

A expansão já está no radar. A empresa responsável projeta investimentos superiores a R$ 500 milhões no estado nos próximos anos, com novos projetos de biometano voltados ao aproveitamento de resíduos agropecuários.

Para o produtor rural, o modelo abre uma nova frente de receita e reduz custos ambientais. Ao integrar produção animal, geração de energia e fertilização do solo, o sistema cria um ciclo mais eficiente e sustentável, com impacto direto na rentabilidade da atividade.

O avanço do biometano indica uma tendência mais ampla no agronegócio brasileiro: a incorporação de energia à lógica produtiva. Assim como ocorreu com o etanol e o biodiesel, a geração de combustível a partir de resíduos deve ganhar espaço e se consolidar como mais um eixo de diversificação dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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