MATO GROSSO
Eleitores aprovam mudanças territoriais em quatro municípios de MT
MATO GROSSO
Eleitores de quatro municípios de Mato Grosso aprovaram, em plebiscitos realizados no domingo (25), propostas de mudanças nos limites territoriais de Poxoréu, Primavera do Leste, Colniza e Cotriguaçu. As consultas populares ocorreram durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Apesar da aprovação nas urnas, as alterações não serão imediatas e dependerão da tramitação e votação de projetos de lei na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
A expectativa é que o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) comunique oficialmente nos próximos dias os resultados à Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Após o recebimento das informações, serão elaborados e apresentados os projetos de lei necessários para dar continuidade ao processo de alteração dos limites municipais.
Nos municípios de Poxoréu e Primavera do Leste, a proposta de desmembramento do distrito de Nova Poxoréu, atualmente pertencente a Poxoréu, para sua incorporação à Primavera do Leste recebeu 41.590 votos favoráveis, o equivalente a 74,66% dos 55.706 votos válidos. Outros 14.116 eleitores, 25,34%, votaram contra a mudança.
Já em Colniza e Cotriguaçu, a proposta de transferir as ilhas de ocupação do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, atualmente vinculadas territorialmente a Colniza, para Cotriguaçu também obteve ampla aprovação. Foram registrados 17.723 votos favoráveis, correspondentes a 86,61% dos votos válidos, enquanto 2.739 eleitores, ou 13,39%, se manifestaram contrários à proposta. A abstenção foi de 6.446 eleitores.
O procurador-geral da ALMT, Ricardo Riva, explicou que a Lei Complementar Federal aprovada em 2026 criou as condições legais para que o estado possa promover alterações nos limites territoriais entre municípios. Segundo ele, antes da nova legislação, leis estaduais que tratavam do desmembramento de áreas municipais eram declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal de Justiça, devido à ausência de uma norma federal que regulamentasse o procedimento.
Ricardo Riva destacou que a realização de plebiscito, isoladamente, não era suficiente para viabilizar as mudanças territoriais. “O processo exige o cumprimento de etapas legais, que incluem estudo de viabilidade municipal, consulta à população por meio de plebiscito, observância da legislação complementar federal e aprovação de lei estadual para formalizar a alteração dos limites entre os municípios envolvidos”, afirmou o procurador.
Legislação –Mesmo com a aprovação popular, a redefinição dos limites municipais não ocorre automaticamente. Segundo o subprocurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Gabriel Machado dos Santos, caberá ao Parlamento estadual analisar e votar as propostas legislativas que formalizarão as mudanças e estabelecerão as condições administrativas decorrentes da nova configuração territorial.
Entre os aspectos que deverão ser considerados estão a delimitação das áreas transferidas, a responsabilidade pela prestação dos serviços públicos e os impactos financeiros e orçamentários para os municípios envolvidos.
“Depois do plebiscito, sendo aprovada a proposta, a Assembleia terá que regulamentar essas questões por meio de lei. É nessa fase que serão definidos os limites territoriais e analisados os impactos administrativos e orçamentários. Não é uma mudança automática. Existe um procedimento legal que precisa ser concluído para que a nova configuração territorial seja efetivada”, explicou o procurador.
O consultor de Serviços Legislativos, Gabriel Lucas Scardini Barros, afirmou que é preciso apresentar um projeto de lei para cada alteração territorial, com as modificações necessárias nas leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos.
As matérias seguirão a tramitação legislativa ordinária, sem prazo específico para aprovação ou previsão de urgência. Dessa forma, o resultado favorável nas urnas representa uma etapa importante do processo, mas não determina quando as mudanças serão efetivamente implementadas.
“Será apresentado um projeto de lei para cada alteração territorial, com a modificação das leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos. Não há previsão de urgência para a apreciação das matérias. Os projetos seguirão os procedimentos regimentais da Assembleia Legislativa”, explicou Gabriel Barros.
MATO GROSSO
PM registra 7 ocorrências e 6 detidos até o meio-dia de domingo em SP
Sete ocorrências foram registradas pela Polícia Militar durante o segundo turno das eleições até o meio-dia deste domingo (25). Cinco pessoas foram presas. Entre os casos atendidos estão três ocorrências na capital, além de uma em São Caetano do Sul, uma em Marília, uma em Guarantã e uma em Osasco. Foram cinco registros de crimes eleitorais, um de desacato e um atendimento de apoio a oficial de Justiça.
Um eleitor foi flagrado por mesárias, na cidade de São Paulo, fotografando a urna eletrônica. A imagem foi apagada, e os envolvidos foram encaminhados a um Distrito Policial para a elaboração de termo circunstanciado.
Em São Caetano do Sul, a PM foi acionada após uma eleitora ser identificada utilizando um aparelho celular na cabine de votação. Também por fotografar a urna eletrônica, outra pessoa foi levada a um Distrito Policial no bairro Rochdale, em Osasco.
Em Marília, policiais militares atenderam a uma ocorrência de desacato envolvendo um mesário.
Operação especial
Durante o segundo turno das eleições, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) implantou uma operação especial, mobilizando as polícias Civil e Militar para o policiamento preventivo, a proteção dos locais de votação e o atendimento às ocorrências em todos os 645 municípios paulistas.
A atuação incluiu a segurança de cartórios e postos de atendimento eleitoral desde quinta-feira (22). No sábado (24), foi realizada a escolta e a guarda das urnas eletrônicas. No domingo (25), o policiamento foi intensificado desde as 6h nas imediações dos locais de votação.
Após o encerramento da votação, houve a continuidade do apoio à Justiça Eleitoral, com a segurança dos locais de apuração e a escolta das urnas e das mídias de resultados.
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