CUIABÁ

ECONOMIA

Empresas antecipam ações para o segundo semestre

Publicados

ECONOMIA

Com a aproximação do segundo semestre, empresas de diferentes segmentos intensificam a organização de campanhas internas, eventos corporativos, programas de incentivo e ações de relacionamento voltadas a colaboradores, clientes e parceiros. Datas sazonais e iniciativas institucionais figuram entre as atividades que costumam concentrar esforços de planejamento nos meses finais do ano.

De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o planejamento estratégico é uma ferramenta utilizada para definir metas, prioridades e ações voltadas ao crescimento sustentável dos negócios. A entidade destaca que esse processo contribui para a tomada de decisões e para o alinhamento de objetivos de curto, médio e longo prazo, favorecendo uma gestão mais estruturada.

A relevância desse processo também aparece em levantamentos sobre maturidade de gestão empresarial. Segundo pesquisa divulgada pela Opinion Box, 78% das empresas realizam planejamento estratégico e, entre elas, sete em cada dez revisam esse planejamento pelo menos uma vez a cada seis meses, indicando a busca por maior adaptação às mudanças de mercado e às demandas operacionais.

Leia Também:  Festival em Londrina celebra a figura do palhaço

O movimento é observado em áreas como Recursos Humanos, Comunicação Interna e Marketing, que frequentemente desenvolvem iniciativas voltadas ao fortalecimento do relacionamento com diferentes públicos. Convenções, campanhas de incentivo, ações de integração e programas de reconhecimento profissional estão entre as atividades que demandam preparação prévia para sua execução.

Segundo Caique Pedrilli, CEO da Hakuna Matata Brindes, a antecipação do planejamento tem sido uma característica observada em organizações que buscam estruturar suas ações para o segundo semestre. “O planejamento antecipado contribui para maior alinhamento entre objetivos corporativos e execução das ações, permitindo que diferentes áreas atuem de forma coordenada ao longo do processo”, afirma.

A tendência também é observada por Gabriel Garcia, CEO da Simple Brindes. De acordo com o executivo, a definição prévia das campanhas favorece a integração entre equipes responsáveis pela execução das iniciativas. “A preparação antecipada permite que as organizações desenvolvam ações de forma mais estruturada, considerando cronogramas, públicos e metas estabelecidas”, destaca.

Hygor Rodrigues, CEO da Golf Brindes, observa que o planejamento antecipado também amplia as possibilidades de personalização das iniciativas corporativas. “A definição das ações com antecedência possibilita que as empresas desenvolvam estratégias alinhadas às características de cada público e aos objetivos previstos para cada período do ano”, explica.

Leia Também:  Receita paga lote especial de restituição automática em julho

À medida que o segundo semestre concentra datas relevantes para diferentes segmentos econômicos, os especialistas apontam que o planejamento antecipado tende a permanecer como uma prática adotada por organizações que buscam maior previsibilidade na execução de campanhas, eventos e iniciativas de relacionamento corporativo. A combinação entre planejamento estratégico, acompanhamento periódico e definição prévia de ações figura entre os fatores que contribuem para a coordenação das atividades e o alinhamento dos objetivos institucionais ao longo do período.



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ECONOMIA

Entrar na universidade ficou mais fácil. E permanecer?

Publicados

em

O retorno às aulas nas universidades brasileiras reacende um debate que vem ganhando espaço na agenda da educação: garantir o acesso ao Ensino Superior já não é suficiente. Com a ampliação das políticas de inclusão e das ações afirmativas, mais jovens de baixa renda passaram a ocupar as universidades. Agora, o desafio é criar condições para que eles consigam permanecer até a conclusão da graduação.

Na prática, milhares de estudantes enfrentam uma rotina marcada por longos deslocamentos, necessidade de conciliar trabalho e estudo, insegurança alimentar, dificuldades financeiras e questões relacionadas à saúde mental. Em muitos casos, essas barreiras acabam levando à evasão, mesmo após a conquista da vaga.Os dados mostram a dimensão desse cenário. Pesquisa realizada pela Plano CDE para o Instituto Sol revela que, entre jovens de baixa renda da Região Metropolitana de São Paulo com perfil semelhante ao dos bolsistas atendidos pela instituição, apenas 17,7% conseguem ingressar no Ensino Superior. Entre aqueles que entram, somente 4% concluem a graduação sem algum tipo de apoio estruturado.

Leia Também:  Polícia Civil prende mulher encontrada com drogas em casa monitorada por ser utilizada por facção

“Ampliar o acesso foi um avanço importante, mas a inclusão só se concretiza quando os estudantes conseguem permanecer na universidade e concluir sua formação. Políticas de permanência, como apoio para transporte, alimentação, moradia e assistência estudantil, são fundamentais para transformar o ingresso no Ensino Superior em oportunidades reais de desenvolvimento e mobilidade social”, afirma.

Além dos desafios financeiros, a pesquisa aponta que fatores como o sentimento de não pertencimento, lacunas na formação básica e barreiras culturais também impactam a trajetória acadêmica desses estudantes, reduzindo as chances de conclusão da graduação. O levantamento ainda mostra o potencial transformador do diploma universitário. Jovens que concluem o Ensino Superior podem alcançar um aumento acumulado de renda de até R$ 2,6 milhões ao longo da vida, em comparação com aqueles que não obtêm a graduação.

Para Júlia Borges Lima, fortalecer políticas de permanência é o próximo passo para que a expansão do acesso às universidades resulte, de fato, em mais mobilidade social e redução das desigualdades.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA