ECONOMIA
Consórcio Bancorbrás cresce 42% até abril de 2026
ECONOMIA
O sistema de consórcios bateu recorde no número de participantes ativos nos primeiros quatro meses de 2026. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (ABAC), entre os meses de janeiro e abril, o total de consorciados chegou a um total de 12,94 milhões em todo o Brasil. No mesmo período, o setor registrou um crescimento de 16,1% no acumulado do ano, totalizando 1,87 milhão de novas cotas, movimento que também refletiu nos créditos comercializados, que avançaram 27,1%, atingindo R$ 179,41 bilhões.
O Consórcio Nacional Bancorbrás vem acompanhando os bons resultados do setor. No primeiro quadrimestre do ano, a empresa apresentou alta global de 42%, com destaque para o segmento de imóvel, com crescimento de 53% nas vendas de novas cotas. “Os números positivos mostram que cada vez mais os brasileiros têm visto o consórcio como uma boa opção de investimento”, afirma José Climério Silva Souza, Diretor Executivo do Consórcio Nacional Bancorbrás. “A nossa expectativa é fechar o primeiro semestre do ano com uma performance superior, consolidando ainda mais a nossa atuação nacional”.
Taxas de juros
Agora em junho de 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic para 14,25%. Apesar dessa redução, as taxas de juros dos financiamentos permanecem altas, pesando bastante no custo de aquisição de bens e serviços, o que torna o mercado de consórcios ainda mais atraente para os consumidores. “Num contexto de financiamento caro, o consórcio se destaca por não ter cobrança de juros, oferecendo uma solução de aquisição baseada em disciplina financeira e planejamento”, aponta o dirigente.
Os valores atrativos das parcelas, segurança financeira e facilidade de obtenção do bem ou serviço desejado são algumas das vantagens que têm atraído cada vez mais pessoas para a modalidade, destaca José Climério. “Ao optar pelo consórcio, o cliente pode escolher diversos valores de carta de crédito, de acordo com o seu poder de compra”, explica.
Os interessados na modalidade se organizam em um grupo, que receberá quantias mensais de todos os integrantes, durante um período previamente estabelecido, para criar uma poupança conjunta. Durante esse tempo, os clientes têm a possibilidade de contemplação por sorteio e, também, por meio de oferta de lances livres e fixos, podendo ainda utilizar o lance embutido, uma forma de potencializar a oferta sem tirar dinheiro do bolso, já que o valor ofertado é descontado da própria carta de crédito.
ECONOMIA
FGV e universidade dos Emirados firmam acordo de cooperação
A cooperação entre o Brasil e os Emirados Árabes Unidos entrou em um novo capítulo com a assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) entre a Fundação Getulio Vargas (FGV) e a American University of Sharjah (AUS), uma das principais instituições de ensino superior dos EAU e da região do Golfo. O acordo abre caminho para o intercâmbio de estudantes e professores, projetos de pesquisa conjuntos e novas oportunidades de colaboração acadêmica entre os dois países.
A cerimônia contou com a presença de Sua Excelência Sharif Essa Al Suwaidi, Embaixador dos EAU no Brasil; Nooraa Sultan Al Suwaidi, Diretora de Intercâmbio Acadêmico Internacional da AUS; além de representantes da Mubadala Capital e da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. A participação de atores do setor privado destacou um dos principais diferenciais desta parceria: aproximar universidades, empresas e instituições envolvidas na formação dos futuros líderes globais.
Segundo o Dr. Salah Brahimi, Vice-Reitor de Relações Externas e Professor da AUS, o acordo reúne instituições com perfis distintos, porém altamente complementares.
“O que eleva este acordo é o fato de reunir instituições com características diferentes, mas profundamente complementares. A AUS oferece um dos ambientes acadêmicos mais internacionais da região, enquanto a FGV traz o prestígio de uma das instituições de produção de conhecimento mais influentes do Brasil e do mundo. Juntas, criam oportunidades únicas para a troca de ideias, talentos e experiências”, afirmou.
Reconhecida como a universidade número um nos Emirados Árabes Unidos em diversidade de estudantes internacionais e uma referência em áreas como negócios, economia, arquitetura e sustentabilidade, a AUS une-se agora a uma rede colaborativa com uma instituição que figura entre os principais centros de pesquisa e think tanks de políticas públicas do mundo.
Mais do que um acordo acadêmico tradicional, a iniciativa reflete uma estratégia mais ampla para fortalecer as relações entre o Brasil e os EAU por meio da educação, da inovação e da cooperação institucional.
“O Acordo de Cooperação Técnica entre a AUS e a FGV demonstra como a cooperação internacional pode unir educação, inovação e desenvolvimento econômico. A presença de representantes da Mubadala Capital e da Bolsa do Rio destaca a importância de conectar as universidades ao setor produtivo para criar oportunidades para jovens talentos”, enfatizou o Embaixador Sharif Al Suwaidi.
Segundo Nooraa Al Suwaidi, a parceria também é fruto dos esforços de articulação realizados pela Embaixada dos EAU no Brasil, que uniu as diferentes partes interessadas e ajudou a transformar interesses comuns em uma agenda de cooperação concreta.
“O que tornou esta colaboração possível foi o papel estratégico da Embaixada dos EAU, que ajudou a alinhar as dimensões diplomática, acadêmica e institucional da parceria. Mais do que apenas facilitar um acordo, a Embaixada criou uma oportunidade para construir uma colaboração que reflete a ambição mais ampla da relação entre os EAU e o Brasil”, disse Al Suwaidi.
A assinatura ocorre em um momento de expansão dos laços entre os dois países em áreas como investimentos, inovação, educação e desenvolvimento sustentável. Nos últimos anos, universidades, centros de pesquisa e empresas dos EAU expandiram sua presença no Brasil, acompanhando o crescimento das relações econômicas e institucionais entre ambas as nações.
Para o embaixador, iniciativas como esta demonstram que o futuro da parceria bilateral também depende do desenvolvimento do capital humano e da construção de pontes entre o conhecimento e o desenvolvimento.
“Ao unir a academia e os negócios, fortalecemos a formação de líderes globais, ampliamos as perspectivas de carreira para as futuras gerações e geramos valor para a sociedade, ao mesmo tempo em que aprofundamos os laços estratégicos entre o Brasil e os Emirados Árabes Unidos”, concluiu o Embaixador Al Suwaidi.
A parceria entre a AUS e a FGV, com início previsto para o segundo semestre de 2026, deve impulsionar novos projetos de pesquisa, programas de mobilidade acadêmica e iniciativas focadas em inovação, consolidando a educação como um dos pilares do crescente relacionamento entre o Brasil e os Emirados Árabes Unidos.
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