ECONOMIA
Copa aquece moda esportiva e desafia varejo nacional
ECONOMIA
A Copa do Mundo é um dos momentos de maior ativação do consumo emocional do calendário do varejo de moda. Tradicionalmente, o período é marcado pelo aumento da procura por produtos ligados ao universo esportivo, como camisetas da seleção, agasalhos, acessórios e outros itens temáticos, impulsionando especialmente as categorias relacionadas ao futebol.
Para 2026, o IEMI – Inteligência de Mercado prevê um crescimento moderado de 1,2% no volume anual de peças vendidas, mas com expectativa de retração de 2,7% especificamente durante os meses da Copa. O cenário atual traz fatores que podem favorecer o desempenho do setor. Com a maior parte dos jogos ocorrendo no período noturno, o impacto operacional nas lojas tende a ser menor, permitindo maior previsibilidade e continuidade das atividades no varejo físico.
Dados do IEMI indicam a força da moda esportiva. Em 2025, o mercado movimentou R$ 61,4 bilhões no Brasil, sendo cerca de R$ 20,5 bilhões provenientes de produtos relacionados ao futebol, como camisas, chuteiras, agasalhos e acessórios. O volume reforça o peso do esporte como vetor de consumo, especialmente em anos de grandes competições.
Outro fator relevante é a coincidência da Copa com datas importantes do calendário comercial, como as festas juninas, somada à chegada do inverno, período historicamente associado ao aumento do tíquete médio no vestuário devido à maior procura por itens de maior valor agregado, como casacos, malhas, tricôs, jaquetas e acessórios para baixas temperaturas de acordo com os dados do IEMI.
A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX), entidade que representa mais de 100 marcas das principais redes de moda nacional, avalia que, apesar desse impulso no setor, o efeito não se distribui de forma igual para as demais peças de vestuários.
“Ao contrário de outras edições, o varejo entra nesta Copa com fatores que ajudam a compensar parte do deslocamento do consumo. O inverno costuma impulsionar categorias de maior valor agregado e, somado às festas juninas e ao calendário promocional do período, pode reduzir parte dos impactos observados em anos anteriores”, observa Edmundo Lima, diretor executivo da ABVTEX.
Nesse contexto, o setor aposta em coleções cápsula e produtos temáticos para capturar a demanda gerada pelo torneio. Peças com cores e referências ao universo do futebol tendem a ganhar espaço, assim como itens voltados para momentos de socialização, como encontros para assistir aos jogos.
Esse aumento do interesse por produtos esportivos, no entanto, também traz desafios. A ABVTEX chama atenção para o avanço da pirataria e da informalidade justamente em períodos de maior demanda. Um movimento que se intensifica com a atuação das plataformas internacionais de e-commerce. Hoje, produtos falsificados já representam 34% do mercado brasileiro de artigos esportivos, segundo a Ápice Brasil.
O cenário é preocupante diante do atual contexto de isenção de imposto de importação para operações crossborder e da baixa fiscalização na entrada desses produtos no país, o que acentua um desequilíbrio competitivo.
ECONOMIA
Juros acima de 400% elevam risco financeiro das empresas
As taxas de juros do rotativo do cartão de crédito ultrapassaram os 400% ao ano, segundo dados recentes do Banco Central do Brasil, atingindo o maior nível em mais de uma década. O avanço do custo do crédito também impacta pequenas e médias empresas que dependem de limite bancário, antecipações e crédito de curto prazo para manter fluxo de caixa e capital de giro.
Para especialistas da GCDR – Advogados Bancários, escritório com atuação em direito bancário empresarial e revisão de contratos financeiros sediado em Porto Alegre, o cenário reforça a necessidade de análise técnica das condições de crédito oferecidas por instituições financeiras.
“Nem toda cobrança é irregular, mas existem situações em que os encargos ultrapassam padrões razoáveis de mercado e podem gerar desequilíbrio contratual para empresas e consumidores, especialmente quando há mudança na capacidade de pagamento e o passivo já não cabe mais no caixa”, explica o Dr. Felipe Gantus Chagas, da GCDR Advocacia – Assessoria Empresarial.
Entre os principais sinais de atenção apontados por especialistas em revisão de contratos bancários estão juros acima da média praticada no mercado, capitalização indevida sem previsão contratual clara, falta de transparência sobre o custo efetivo total da operação e cobrança excessiva de encargos financeiros quando há mudança na capacidade de pagamento.
Segundo a equipe da GCDR – Recuperação Extrajudicial, empresas que enfrentam dificuldade com renegociação bancária, aumento de passivos financeiros e pressão sobre o fluxo de caixa costumam buscar análise jurídica especializada para avaliar possibilidades de revisão contratual e reorganização financeira.
Além da análise jurídica, especialistas reforçam a importância do planejamento financeiro preventivo. Avaliar o impacto do crédito no caixa da empresa, comparar taxas antes da contratação e acompanhar indicadores financeiros são medidas que ajudam a reduzir riscos em operações de capital de giro e crédito empresarial.
Para entender melhor temas relacionados a juros abusivos, renegociação bancária e contratos financeiros, o blog da GCDR Advocacia – Advogados Financeiros reúne conteúdos educativos voltados a empresas que buscam mais previsibilidade financeira e segurança nas relações com instituições bancárias.
O aumento do custo do crédito também ampliou a procura por orientação relacionada à revisão de contratos financeiros e reestruturação de dívidas empresariais, especialmente em segmentos mais dependentes de capital de giro e crédito de curto prazo.
Como parte de sua atuação em direito bancário empresarial e revisão de contratos financeiros, a GCDR Advocacia também mantém um blog com conteúdos educativos sobre temas ligados a juros abusivos, renegociação bancária, capital de giro, revisão contratual e planejamento financeiro para empresas e consumidores. A proposta é ampliar o acesso à informação sobre relações bancárias e auxiliar na compreensão de riscos financeiros e direitos previstos na legislação.”
Mais informações disponíveis em: GCDR Advocacia | contato@gcdradvocacia.com.br | atendimento nacional
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