ECONOMIA
AICE Sorvetes adapta estratégia de ponto de venda para Copa
ECONOMIA
Experiências de consumo, conexão emocional com o público e fortalecimento do ponto de venda (PDV) estão entre as estratégias adotadas pela indústria de sorvetes para ampliar a relevância da categoria no varejo brasileiro. A avaliação foi apresentada em matéria do portal Super Varejo sobre tendências e perspectivas do setor para 2026.
Segundo a publicação, o mercado tem ampliado ocasiões de consumo e investido em ações voltadas à diferenciação de produtos, ativação de marcas e valorização da experiência de compra. Nesse cenário, o PDV ganha importância como espaço de relacionamento com o consumidor e estímulo ao giro da categoria.
Amilton Silva, diretor comercial da AICE Sorvetes no Brasil comenta que a estratégia de marketing da marca está sendo adaptada para dialogar com o consumidor brasileiro e seus hábitos de consumo no varejo durante a Copa do Mundo FIFA 2026. Segundo ele, a comunicação será regionalizada e alinhada às características locais, aproximando uma marca global da realidade brasileira.
“A estratégia foi construída a partir de elementos fortemente presentes na cultura brasileira, especialmente a paixão pelo futebol e os momentos de convivência entre famílias e amigos. A AICE pretende levar o clima da torcida para os PDVs, criando experiências mais emocionais e conectadas ao cotidiano do consumidor”, revela Silva.
Patrocínio da Copa do Mundo FIFA 2026
A AICE Sorvetes é patrocinadora oficial da Copa do Mundo FIFA 2026 e entre as ativações previstas estão materiais temáticos para PDVs, ambientação dos freezers, comunicação visual inspirada na Copa, campanhas promocionais, conteúdos digitais relacionados ao torneio e ações integradas com distribuidores e varejistas.
Diego Augusto, diretor de marketing da AICE reforça que a empresa também prevê ativações regionais alinhadas às diretrizes oficiais da Federação Internacional de Futebol (FIFA,), buscando transformar o PDV em um espaço de experiência para o consumidor. Segundo Diego Augusto, os principais objetivos são ampliar o reconhecimento da marca, fortalecer sua conexão emocional com o consumidor brasileiro e consolidar sua presença no mercado nacional.
“A AICE busca aproveitar a mobilização gerada pela Copa para associar seus produtos a momentos de alegria, convivência familiar e celebração, reforçando atributos como acessibilidade, presença global e proximidade com o consumidor. O patrocínio da Copa do Mundo FIFA 2026 foi incorporado como uma plataforma estratégica para acelerar a expansão da AICE no Brasil”, comenta o profissional de marketing.
De acordo com Diego Augusto, o patrocínio da Copa do Mundo FIFA 2026 tem sido integrado à estratégia de expansão da AICE no varejo brasileiro. Ele explica que a marca pretende utilizar o evento para, além de fortalecer sua presença nos PDVs, ampliar sua distribuição nacional e estreitar o relacionamento com distribuidores e varejistas.
“O patrocínio fortalece a visibilidade da marca e cria oportunidades de relacionamento com novos parceiros estratégicos. Além disso, a estratégia conecta a paixão do brasileiro pelo futebol à experiência de consumo, transformando o varejo em um ambiente de celebração e engajamento com a marca”, declara.
A AICE enxerga a Copa do Mundo FIFA 2026 como uma plataforma de construção de médio e longo prazo. A expectativa da empresa é aumentar o giro dos produtos nos freezers, ampliar a presença nos PDVs e acelerar a expansão da operação brasileira, alcançando novas regiões e fortalecendo sua capilaridade no varejo nacional.
“Após o evento, a empresa pretende continuar fortalecendo sua operação no Brasil, utilizando o reconhecimento gerado pela competição para consolidar sua distribuição, ampliar sua presença no varejo e expandir sua atuação na América Latina. O objetivo é sustentar os pilares de presença global, acessibilidade e conexão com momentos de celebração do consumidor”, enfatiza o diretor de marketing.
Lançamento de produto temático
Como parte dessa estratégia, a AICE Sorvetes aposta em um lançamento temático para aproximar ainda mais a marca dos consumidores durante o maior evento do futebol mundial. A empresa traz ao mercado o GOOAL, produto inspirado na paixão dos brasileiros pelo esporte e desenvolvido para conectar entretenimento, consumo e experiência no ponto de venda. Com formato de bola, o lançamento chega ao Brasil no dia 12 de junho e será uma das principais apostas da marca para o período da competição.
“O GOOAL é um exemplo claro de como queremos transformar o patrocínio da Copa em uma experiência real para o consumidor. Não estamos falando apenas de comunicação visual, mas de produto, PDV, campanha e sell-out trabalhando juntos para aproximar a AICE da paixão do brasileiro pelo futebol”, afirma Diego Augusto.
Além de reforçar a presença da marca no varejo, o lançamento busca criar uma conexão emocional com o público por meio de um produto alinhado ao espírito da competição. A expectativa da empresa é que o GOOAL contribua para ampliar a visibilidade da AICE durante a Copa, fortalecendo o relacionamento com consumidores e parceiros comerciais em todo o país.
AICE Sorvetes
Fundada em Singapura, em 2015, a AICE está presente em 18 países e produz cerca de 10 milhões de sorvetes por dia em quatro fábricas internacionais. A marca chegou ao Brasil em 2024 e vem ampliando sua presença no varejo nacional, com foco em tecnologia, acessibilidade e desenvolvimento de produtos adaptados ao clima tropical.
Dados da Associação Brasileira do Sorvete e Outros Gelados Comestíveis (Abrasorvete), citados pelo portal Super Varejo, indicam que 54,8% dos consumidores compram sorvetes em supermercados. A entidade projeta ampliar em 50% o consumo da categoria no país ao longo da próxima década, apoiada na diversificação de produtos, inovação e fortalecimento da indústria nacional.
Para mais informações, basta acessar: sorvetesaice.com.br/
ECONOMIA
Tecnologia ajuda indústria a manter padrão do chocolate
Depois de dois anos de forte volatilidade no mercado internacional do cacau, a cadeia global começa a dar sinais de recuperação. Dados divulgados recentemente pela Organização Internacional do Cacau (ICCO) mostram que o déficit global da safra 2023/24 foi revertido para um superávit estimado em 48 mil toneladas no ciclo 2024/25, com produção mundial projetada em quase cinco milhões de toneladas.
A retomada não elimina a necessidade de eficiência industrial. Segundo reportagem publicada pela Reuters, a Costa do Marfim, maior produtora mundial de cacau, projeta crescimento de 10,5% na safra 2025/26, podendo alcançar entre dois milhões e 2,1 milhões de toneladas. Ainda assim, o setor segue atento a fatores como clima, envelhecimento das lavouras e doenças que afetam os cacaueiros.
A pressão dos últimos anos também deixou marcas nos preços. Dados atualizados pela Trading Economics mostram que o cacau chegou ao recorde histórico de US$ 12.906 por tonelada em dezembro de 2024. Embora a cotação tenha recuado para a faixa de US$ 3.800 por tonelada em junho deste ano, o histórico recente reforçou a importância de processos capazes de reduzir perdas, preservar qualidade e garantir padronização na indústria de alimentos.
No Brasil, esse debate interessa diretamente a um setor de grande escala. Dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (ABICAB) mostram que a produção nacional de chocolates passou de 806 mil toneladas em 2024 para 814 mil toneladas em 2025.
É nesse contexto que processos pouco conhecidos pelo consumidor ganham importância estratégica. Segundo Renan Coelho, diretor comercial da Katrium Indústrias Químicas, a qualidade final do chocolate não depende apenas da origem do cacau, mas também da capacidade da indústria de lidar com variações naturais da matéria-prima.
“O cacau é um produto agrícola. Ele muda conforme a região, o clima, o solo, a safra e as condições de cultivo. O consumidor, porém, espera encontrar sempre o mesmo sabor, a mesma cor e a mesma textura em uma marca de chocolate. A tecnologia ajuda a transformar uma matéria-prima naturalmente variável em um produto mais padronizado”, afirma Coelho.
Segundo o executivo, na prática, isso significa que a indústria consegue exercer maior controle sobre características como sabor, coloração e dispersão do cacau em diferentes aplicações alimentícias.
Estudo publicado na revista científica Food Science and Technology International avaliou diferentes agentes alcalinizantes utilizados no processamento do cacau e concluiu que a alcalinização altera propriedades como pH, cor e características sensoriais do ingrediente, influenciando diretamente sua aplicação industrial.
De acordo com o executivo da Katrium, a importância desse processo vai além da simples padronização industrial. “Ele permite que a indústria exerça maior controle sobre características sensoriais importantes para a experiência do consumidor, como sabor, cor e dissolução do produto”. Na prática, Coelho diz que a alcalinização permite reduzir a acidez natural do cacau, suavizar notas amargas ou adstringentes, intensificar tonalidades de marrom e melhorar a dispersão do pó em bebidas, massas e formulações industriais.
Um dos insumos químicos empregados nesse tipo de processo é o carbonato de potássio, utilizado pela indústria como agente alcalino e regulador de pH. Estudo publicado na revista Food Science and Technology International mostra que, entre diferentes sais alcalinos avaliados na alcalinização do cacau, o hidróxido de potássio apresentou a maior capacidade de elevar o pH, seguido pelo carbonato de potássio.
Para Coelho, a recuperação da oferta global de cacau não reduz a relevância da química aplicada aos alimentos. “Mesmo em um cenário de maior oferta, a indústria continua precisando de estabilidade, previsibilidade e controle. A função da química não é substituir a qualidade da matéria-prima, mas ajudar a preservar características importantes para o consumidor e para o desempenho industrial”, explica.
Além dos chocolates em barra, o especialista diz que o controle de pH e a padronização do cacau também são importantes para bebidas achocolatadas, sorvetes, biscoitos, coberturas, recheios e sobremesas lácteas. Nesses produtos, fatores como solubilidade, cor, sabor e textura precisam se manter estáveis em larga escala.
“Grande parte da inovação industrial acontece longe dos olhos do consumidor. Ele percebe o resultado no sabor, na aparência e na experiência de consumo. Mas, por trás disso, existe uma cadeia tecnológica que trabalha para garantir que o chocolate mantenha suas características mesmo quando o mercado da matéria-prima passa por oscilações”, conclui o diretor da Katrium.
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