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Práticas ESG seguem como desafio para parte das empresas

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Em 2004, surgia oficialmente a sigla ESG, após a elaboração do documento Who Cares Wins pela Organização das Nações Unidas (ONU), pelo Banco Mundial e por instituições financeiras globais. E, após 22 anos, o significado do termo ainda não é reconhecido por todas as empresas, como aponta a pesquisa Retrato da Sustentabilidade no Mercado de Capitais, divulgada neste ano pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

De acordo com o levantamento da Anbima, apenas 11% das empresas pesquisadas estão engajadas com as práticas ESG, tratando-as como parte da estratégia empresarial. Já 28% entendem que a sustentabilidade é um compromisso relacionado ao ESG e possuem pelo menos dois pilares incorporados à cultura da companhia. Um dado encontrado pela pesquisa, no entanto, chama a atenção: 7% percebem a sustentabilidade como uma “ameaça e obstáculo ao negócio” e apresentam conceitos equivocados sobre o tema.

Segundo a KPMG, organização global especializada em auditoria e consultoria, “os relatórios de sustentabilidade se tornaram parte da rotina de quase todas as 250 maiores empresas do mundo e da grande maioria das 100 maiores empresas de cada país, território ou jurisdição”. O estudo também apontou que os anos de 2022 e 2023 registraram aumentos significativos na abordagem da redução de carbono pelas empresas.

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O levantamento, realizado com 5.800 empresas de diversos países, também mostrou que, entre todos os setores, o automotivo é o que mais inclui a sustentabilidade nos relatórios anuais, “seguido pelas empresas de petróleo e gás, químicas e de mineração”. Segundo o estudo, 82% das 250 maiores empresas listadas incluem essas informações nos relatórios devido à alta competitividade com empresas chinesas e americanas.

As questões econômicas também pressionam as empresas a se adequarem, cada vez mais, às práticas ambientais, sociais e de governança. É o que mostra o Pacto Global das Nações Unidas. Em levantamento realizado pela PwC e divulgado pela iniciativa da ONU, “até 2025, 57% dos ativos de fundos mútuos na Europa estarão em fundos que consideram os critérios ESG, o que representa US$ 8,9 trilhões, em relação a 15,1% no fim do ano passado. Além disso, 77% dos investidores institucionais pesquisados pela PwC disseram que planejam parar de comprar produtos não ESG nos próximos dois anos”.

Como o setor automotivo vem se adequando ao ESG

A indústria automotiva enfrenta uma “pressão sem precedentes” para adotar práticas sustentáveis, como aponta um estudo publicado pela revista científica Science Direct. Isso ocorre porque o setor impacta significativamente as emissões globais de gases de efeito estufa (GEE). Consequentemente, a pressão não acontece apenas por regulamentações, mas também pela evolução dos valores e das exigências dos consumidores.

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Para o piloto de fábrica Augusto Farfus, embaixador da M2 Cup e representante da BMW em corridas internacionais, a marca prioriza a sustentabilidade desde o início da produção dos veículos. Em entrevista para a Solare Energie, durante a inauguração da M2 Cup Brasil, Farfus explicou que os carros participam de todo o processo de economia de energia e práticas sustentáveis, já que as iniciativas começam dentro da fábrica, nas etapas iniciais da produção do veículo.

Ao falar sobre os materiais utilizados na fabricação dos carros, o piloto destacou que esse é um fator considerado muito importante pela BMW. “Temos um tipo de fibra natural com resistência muito parecida com a da fibra de carbono, mas muito mais ecológica”, afirmou.

Além da BMW, outras marcas do setor automobilístico também se destacam quando o assunto é ESG. De acordo com o ranking Merco Responsabilidade ESG Brasil 2025, publicado em abril deste ano pela Merco, outras sete marcas do ramo estão entre as 100 empresas mais responsáveis do Brasil. A Toyota lidera o segmento automotivo no ranking, ocupando a 6ª posição entre as dez empresas mais bem colocadas do levantamento.



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Innospec lança plataforma de podcasts e reúne especialistas

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A Innospec, multinacional de especialidades químicas, apresenta a sua mais nova plataforma de conteúdo em formato podcast, voltada aos profissionais dos setores de petróleo, combustíveis e energia. Com dois podcasts em sua programação — o Innospec Cast e o A Energia Vem Delas —, a iniciativa busca promover debates sobre temas estratégicos para a indústria, além de compartilhar análises, tendências e conhecimento técnico com o mercado.

Com uma abordagem voltada a temas que impactam diretamente o setor de energia, os episódios exploram assuntos como inovação, eficiência operacional, desenvolvimento profissional, diversidade e os desafios da transição energética. A iniciativa acompanha uma tendência global de fortalecimento dos podcasts como plataforma para a disseminação de conteúdo especializado.

O “Innospec Cast” reúne especialistas e executivos em conversas sobre os principais desafios, tendências e oportunidades dos mercados de petróleo, combustíveis e especialidades químicas. O primeiro episódio traz Silas Rodrigues, da Brava Energy, para discutir desafios operacionais, tecnologias químicas e perspectivas para o segmento de oilfield. Já o segundo episódio conta com a participação de Roberta Teixeira, da Iconic, em uma conversa sobre aditivos para combustíveis, eficiência operacional, combustíveis renováveis e os desafios da transição energética.

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Inspirado no evento homônimo realizado pela Innospec em 2024, “A Energia Vem Delas” ganha uma nova temporada em formato de podcast. Desenvolvido para ampliar as discussões sobre liderança feminina, diversidade e desenvolvimento profissional na indústria de energia, o projeto é realizado em parceria com o Programa Compartilha Cast e conta com o apoio da AMCHAM. Os episódios já disponíveis apresentam entrevistas com profissionais de diferentes áreas do setor, que compartilham suas trajetórias, desafios e visões sobre a evolução da indústria e a construção de um ambiente mais diverso e inclusivo.

“A forma como os profissionais consomem informação mudou significativamente nos últimos anos. Com os podcasts, buscamos criar um ambiente de troca de conhecimento que combine profundidade técnica, experiência prática e discussão sobre os temas que estão moldando o futuro da energia. Nosso objetivo é aproximar especialistas, clientes e parceiros por meio de conversas relevantes para os desafios atuais e futuros da indústria”, afirma Patrícia Albuquerque, especialista de marketing da Innospec do Brasil.

Os episódios do Innospec Cast e de A Energia Vem Delas estão disponíveis no canal oficial da Innospec do Brasil no YouTube. Ao investir em formatos que favorecem o compartilhamento de conhecimento e a troca de experiências, a Innospec reforça seu compromisso com o desenvolvimento do setor, ampliando o acesso a conteúdos qualificados e promovendo diálogos relevantes entre especialistas, profissionais e lideranças da indústria.

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