ECONOMIA
Brasileiros sacaram em abril R$ 482,8 milhões esquecidos em bancos
ECONOMIA
Os brasileiros sacaram, em abril deste ano, R$ 482,8 milhões em valores esquecidos no sistema financeiro, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (9) pelo Banco Central (BC). No total, o Sistema de Valores a Receber (SVR) já devolveu R$ 15 bilhões a clientes bancários .
Até abril, ainda haviam R$ 10,3 bilhões disponíveis para saque, mas, no mês passado, governo federal transferiu parte dos recursos do SVR para o programa Desenrola Brasil 2.0 . Segundo o Ministério da Fazenda, R$ 5,7 bilhões já foram destinados ao Fundo de Garantia de Operações (FGO), fundo público que servirá como garantia para renegociação de dívidas no programa de combate à inadimplência.
Os valores transferidos ao FGO ainda podem ser reivindicados pelos titulares. Um edital de chamamento público deverá ser publicado para regulamentar o procedimento de contestação e devolução dos recursos.
Após a publicação, os cidadãos terão prazo de 30 dias para pedir os valores transferidos ao fundo público. Caso não haja contestação, o dinheiro será incorporado definitivamente ao FGO.
O SRV é um serviço do BC por meio do qual o cidadão pode consultar se ele próprio, sua empresa ou pessoa falecida tem dinheiro esquecido em algum banco, consórcio ou outra instituição, como financeiras e corretoras.
Para a consulta, não é preciso fazer login, basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento ou o Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa, inclusive para empresas já fechadas.
Caso haja algum valor, é preciso acessar o sistema e verificar quanto há para receber, a origem desse valor, a instituição que deve fazer a devolução; além de informações de contato e outras adicionais. Para isso, é necessário fazer login com a conta Gov.br, nos níveis prata ou ouro e verificação em duas etapas.
Resgate
O dinheiro pode ser resgatado de três formas: a primeira é entrar em contato diretamente com a instituição responsável pelo valor e solicitar o recebimento; a segunda é fazer a solicitação pelo próprio Sistema de Valores a Receber ; e a terceira é a função de solicitação automática de resgate de valores.
Com a ferramenta, o cidadão não precisará consultar o sistema periodicamente nem registrar manualmente a solicitação de cada valor que existe em seu nome.
Caso seja disponibilizado algum recurso por instituições financeiras, o crédito será feito diretamente na conta do cidadão. A solicitação automática de resgate é exclusiva para pessoas físicas e está disponível apenas para quem tem chave Pix do tipo CPF. A adesão ao serviço é facultativa.
Os valores esquecidos são originados de:
- contas-correntes ou poupanças encerradas;
- cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito;
- recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados;
- tarifas cobradas indevidamente;
- parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente;
- contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas;
- contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas; e
- outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.
Beneficiários
As estatísticas do SVR são divulgadas pelo BC com dois meses de defasagem, com atualização de novas fontes de valores esquecidos no sistema financeiro.
Em relação ao número de beneficiários, até o fim de abril, 41.465.905 correntistas haviam resgatado valores, sendo 36.955.690 pessoas físicas e 4.510.215 pessoas jurídicas. Deixaram de sacar seus recursos 50.333.796 beneficiários, sendo que 45.323.751 são pessoas físicas e 5.010.045 pessoas jurídicas.
A maior parte das pessoas e empresas têm direito a pequenas quantias. Os valores a receber de até R$ 10 concentram 64,57% dos beneficiários. Os valores entre R$ 10,01 e R$ 100 correspondem a 23,42% dos correntistas. As quantias entre R$ 100,01 e R$ 1 mil representam 9,91% dos clientes. Só 2,1% tem direito a receber mais de R$ 1 mil.
Golpes
O Banco Central alerta os correntistas a terem cuidado com golpes de estelionatários que alegam fazer a intermediação para supostos resgates de valores esquecidos.
O BC ressalta que todos os serviços do Sistema de Valores a Receber são totalmente gratuitos, e que não envia links , nem entra em contato para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais.
A autarquia também pede que nenhuma pessoa forneça senhas e esclarece que ninguém está autorizado a fazer esse tipo de pedido.
ECONOMIA
IFL BH reúne lideranças com o tema “Coragem para Liderar”
O Instituto de Formação de Líderes de Belo Horizonte (IFL BH) realizará, no dia 4 de setembro, a 17ª edição do seu Fórum. Com o tema “Coragem para Liderar”, o evento reunirá empresários, executivos, empreendedores, autoridades e especialistas para discutir o papel da liderança na construção de organizações, equipes e sociedades mais prósperas. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas neste link.
Em um cenário de rápidas transformações econômicas, tecnológicas e sociais, a capacidade de liderar tornou-se um diferencial cada vez mais relevante. Formar equipes de alta performance, conduzir mudanças, enfrentar desafios complexos e construir uma visão de longo prazo são responsabilidades que exigem preparo, caráter e capacidade de execução.
Segundo Eduardo Reuter, presidente do IFL BH, a proposta desta edição é aprofundar uma reflexão que se tornou central para organizações, empresas e para a própria sociedade. “Liderar não é apenas enxergar o caminho com clareza. É ter a coragem necessária para percorrê-lo, tomar decisões difíceis e assumir a responsabilidade pelas consequências dessas decisões. Acreditamos que essa é uma das competências mais importantes para quem deseja gerar impacto positivo e construir algo relevante”, destaca.
Para o IFL BH, a liderança eficaz está diretamente relacionada à capacidade de servir, aprender continuamente, compreender contextos complexos e agir com transparência e responsabilidade. “Mais do que uma habilidade profissional, trata-se de uma característica essencial para aqueles que desejam influenciar positivamente pessoas, organizações e comunidades”, avalia Reuter.
Um estudo recente destacado pela Fundação Dom Cabral, com base no relatório Global Human Capital Trends da Deloitte, aponta que a capacidade de adaptação dos líderes se tornou um fator estratégico para a sobrevivência das organizações diante de ambientes cada vez mais incertos e dinâmicos. Segundo o levantamento, cerca de 74% das organizações afirmam que sua competitividade dependerá da capacidade de seus líderes se adaptarem rapidamente às mudanças, embora poucas se considerem preparadas para esse desafio.
Para Eduardo Reuter, a coragem também está diretamente ligada à responsabilidade individual. “Os líderes que mais transformam a realidade ao seu redor são aqueles que assumem responsabilidade pelos próprios resultados e entendem que suas decisões impactam não apenas suas organizações e liderados, mas toda a sociedade”.
“O Fórum é uma extensão da missão que o IFL BH desenvolve há quase duas décadas: formar líderes preparados para enfrentar desafios complexos, influenciar positivamente suas comunidades e contribuir para a construção de uma sociedade mais livre, responsável e próspera”, finaliza Eduardo Reuter.
Sobre o IFL BH
Fundado em 2007 pelo empresário Salim Mattar, o Instituto de Formação de Líderes de Belo Horizonte reúne uma comunidade de associados, ex-associados e apoiadores comprometidos com a formação de líderes capazes de gerar impacto positivo em seus setores de atuação e contribuir para a construção de uma sociedade mais livre, próspera e responsável.
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