ECONOMIA
Distribuição de medicamentos avança com foco em conformidade
ECONOMIA
O mercado brasileiro de distribuição de medicamentos e produtos médicos vive uma transformação marcada por maior complexidade regulatória, uso intensivo de tecnologia e foco na conformidade sanitária. Ao longo das últimas duas décadas, o setor deixou de ser predominantemente operacional para assumir papel estratégico dentro da cadeia de saúde, conectando indústria, hospitais, clínicas e profissionais habilitados.
Mudanças nas normas de distribuição reforçam a necessidade de boas práticas em transporte, armazenagem e devolução de medicamentos. Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 360/2020, que estabelece critérios mais rígidos para monitoramento de temperatura e umidade, além de procedimentos específicos para reintegração de produtos recuperados após roubo ou furto.
De acordo com Kátia Paula de Geus Zardo, farmacêutica e responsável técnica da plataforma Magazine Médica, essas medidas refletem a crescente exigência por rastreabilidade e segurança em todas as etapas da cadeia. “Nos últimos anos, o setor tornou-se muito mais estruturado, tecnológico e regulado, exigindo das empresas não apenas crescimento operacional, mas também elevado compromisso com qualidade, segurança e conformidade sanitária”, afirma.
Segundo a especialista, esse cuidado é essencial para garantir que medicamentos e produtos médicos sejam comercializados dentro dos critérios estabelecidos pelos órgãos reguladores, preservando a segurança dos pacientes e a integridade da cadeia de saúde. “Mais do que distribuir produtos, o papel da empresa passa também por assegurar conformidade, rastreabilidade e responsabilidade técnica em todas as etapas da operação, fortalecendo a confiança de clientes, parceiros e profissionais da saúde”, conta.
Kátia Paula de Geus Zardo ressalta ainda que a cadeia de fornecimento voltada exclusivamente a profissionais da saúde deixou de ser apenas operacional para se tornar componente essencial da eficiência assistencial, contribuindo diretamente para a segurança, a disponibilidade e a qualidade no atendimento.
Para garantir que apenas profissionais autorizados tenham acesso aos produtos, ela explica que é necessária uma estrutura robusta de controle: “Destacam-se o cadastro rigoroso de clientes, a validação de documentos, as licenças sanitárias, os registros em conselhos profissionais e as autorizações de funcionamento, além da verificação periódica da regularidade junto à Anvisa.”
“Um dos principais desafios do setor para garantir conformidade regulatória em todas as etapas da distribuição é o alto nível de exigência sanitária, além da constante atualização das normas e da complexidade operacional da cadeia logística”, observa a farmacêutica.
Nesse contexto, a tecnologia tem desempenhado papel fundamental com sistemas digitais de rastreabilidade e plataformas integradas que permitem monitoramento em tempo real, controle documental e maior eficiência nas operações.
Para a representante da Magazine Médica, equilibrar eficiência operacional com rigor regulatório exige gestão altamente estruturada. “É necessário unir agilidade logística, controle sanitário e conformidade legal sem comprometer a segurança dos produtos e dos pacientes. Isso envolve padronização dos processos operacionais, capacitação constante das equipes, investimento contínuo em tecnologia e automação, além de controle documental eficiente”, conclui a responsável técnica.
Esse movimento acompanha um cenário de expansão mais amplo. Um levantamento da Fortune Business Insights projeta que o setor de dispositivos médicos no Brasil pode alcançar US$ 25 bilhões até 2032, evidenciando o potencial de crescimento e a necessidade de estruturas cada vez mais eficientes e reguladas para atender profissionais da saúde.
Para saber mais, basta acessar: https://magazinemedica.com.br/
ECONOMIA
Sincovaga-SP lança assessoria gratuita para contadores
Com base na sua expertise no segmento, o Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo (Sincovaga-SP) lançou uma assessoria especializada e integrada, voltada exclusivamente aos contabilistas que atendem o setor varejista de alimentos, inclusive o supermercadista. A iniciativa reúne, em um único serviço, suporte tributário, técnico e previdenciário direcionado às demandas específicas da categoria representada, sem custo algum para os contadores.
A estrutura foi criada para oferecer orientação estratégica, acompanhamento técnico e apoio preventivo aos contadores, especialmente diante dos desafios impostos pela Reforma Tributária, pelo eSocial e pelas constantes mudanças na legislação trabalhista e previdenciária. O projeto é dividido em três pilares: assessoria tributária, assessoria técnica e assessoria previdenciária.
Segundo Larissa Comege Figueiredo, contadora, especialista em reforma tributária e consultora do Sincovaga-SP, o diferencial da iniciativa está na combinação entre especialização setorial e suporte contínuo aos contabilistas. “A proximidade da entidade com seus associados permite entender qual a efetiva ‘dor’ do setor e atuar de forma preventiva e consultiva”, afirma.
Assessoria técnica
Um dos pilares da nova estrutura será a assessoria técnica, que já vem sendo testada pela entidade, voltada ao suporte operacional e trabalhista de contabilistas e departamentos pessoais. O serviço atende demandas relacionadas ao eSocial, folha de pagamento, convenções coletivas, jornadas especiais, estabilidade provisória, admissões, desligamentos e interpretação de regras trabalhistas específicas do setor varejista de alimentos, independentemente do seu segmento no varejo ou porte.
Entre os temas contemplados estão dúvidas sobre afastamento de gestantes, contratação de menores, jornadas 12×36, escalas especiais, pagamento de benefícios em domingos e feriados, descontos legais e enquadramentos funcionais. A proposta é atuar como um canal permanente de suporte técnico, oferecendo respostas rápidas e maior segurança jurídica.
Assessoria tributária
Outro eixo central da iniciativa é a assessoria tributária, considerada pelo Sincovaga-SP um dos serviços mais estratégicos diante do novo cenário fiscal brasileiro. A estrutura oferecerá orientações técnicas, pareceres, estudos setoriais e acompanhamento de grupos de trabalho voltados ao comércio varejista de alimentos.
Segundo Larissa, a complexidade tributária é hoje um dos principais gargalos enfrentados pelos supermercados e escritórios contábeis. “Para ter uma ideia do desafio, a transição da Reforma Tributária obrigará as empresas a trabalharem de forma simultânea com o modelo atual e com o novo sistema durante os próximos anos”, explica.
Para o presidente em exercício do Sincovaga-SP, Alexandre Furtado, além do esclarecimento técnico de dúvidas, a assessoria tributária terá papel estratégico no dia a dia dos contabilistas. “É uma forma segura de acompanhar as mudanças regulatórias sem depender apenas de interpretações isoladas ou de buscas descentralizadas por informação”, pondera.
Assessoria previdenciária
O terceiro pilar do projeto será a assessoria previdenciária, estruturada para oferecer suporte especializado em temas ligados à Previdência Social e aposentadorias. O serviço já é oferecido pelo Sincovaga-SP há décadas e inclui orientações em geral, análise da situação previdenciária dos segurados — empresários ou não —, avaliação do histórico de contribuições, identificação de direitos a benefícios e apoio em planejamento previdenciário.
Outra particularidade será o suporte documental e operacional durante todo o processo previdenciário, incluindo preparação de documentos, organização de requerimentos e acompanhamento dos pedidos junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Integração amplia segurança das empresas
Para Alexandre, um dos principais diferenciais da iniciativa está justamente na integração entre as áreas tributária, técnica e previdenciária, criando uma visão mais estratégica das operações do varejo alimentar. “Quando essas áreas trabalham de forma integrada, as empresas conseguem reduzir inconsistências, antecipar riscos e tomar decisões com mais segurança”, avalia.
Segundo o presidente do Sincovaga-SP, o desafio agora será tornar temas técnicos mais acessíveis aos empresários do setor. “O empresário do varejo normalmente não se conecta apenas com a linguagem jurídica ou tributária. Ele presta atenção quando entende como aquele tema impacta diretamente o caixa, a margem, o preço dos produtos e a competitividade do negócio”, conclui Furtado.
Mais informações: (11) 3335-1100.
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