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Lúdio destaca relatório da CST de Enfrentamento ao Feminicídio e cobra medidas do governo

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O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) destacou a gravidade dos dados trazidos pelo relatório da Câmara Setorial Temática (CST) de Enfrentamento ao Feminicídio, em audiência pública na tarde de quinta-feira (26). A CST, presidida pela suplente de deputada estadual Edna Sampaio (PT), reuniu dados que mostram um retrato da violência contra as mulheres em Mato Grosso. Entre 2022 e 2025, foram registrados 208 feminicídios em Mato Grosso. Dentre as vítimas, apenas 18 tinham medida protetiva ativa, o que demonstra a falta de intervenção da rede de proteção do Estado.

“O diagnóstico produzido pela CST desvela a mais absoluta ausência de políticas públicas de proteção às mulheres em Mato Grosso. A maioria das vítimas são pobres, mulheres trabalhadoras, e não é simples fazer o percurso em busca de atendimento em outro município. É duro constatar a omissão do Poder Público. Falta ação prática e concreta do Poder Público para superar esses problemas. O feminicídio é o desfecho trágico da violência de homens cometida contra mulheres. A violência é resultado da desigualdade de poder entre homens e mulheres, da correlação de forças. A política é um dos espaços onde precisamos mudar essa realidade”, disse Lúdio.

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A presidente da CST, Edna Sampaio, destacou a omissão do Estado no combate à violência contra mulheres. “O feminicídio é um fenômeno previsível. Se não tem resposta do Estado, é omissão institucional. A falha está na execução, e não na falta de leis. Não é possível enfrentar o feminicídio se não estiver no orçamento. Não podemos aceitar que não haja metas para reduzir o feminicídio em Mato Grosso. Uma das medidas urgentes que precisa ser colocada em prática é manter todas as delegacias especializadas abertas 24 horas por dia e abrir as delegacias já autorizadas”, disse.

A CST evidenciou ainda a dificuldade das mulheres para conseguir atendimento em caso de violência. São apenas 8 delegacias especializadas para atender a população de 1,8 milhão de mulheres Mato Grosso, e somente a delegacia de Cuiabá funciona 24 horas. O relatório apontou falta de estrutura para atender as mulheres vítimas de violência, para oferecer atendimento especializado e multidisciplinar, para realizar exames de corpo de delito, falta de cobertura em todo o território do estado, entre outros problemas.

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O relatório traz diversas recomendações para melhorar a proteção às mulheres e a resposta aos casos de violência, divididos em três pilares: Governança e Integração, Rede de Proteção e Justiça, e Orçamento e Planejamento. A expansão da rede de proteção imediata com as delegacias, da atuação ostensiva e preventiva com a Patrulha Maria da Penha, e da assistência jurídica com a Defensoria Pública, além do atendimento digno na perícia, estão entre as recomendações. Planejamento estratégico, orçamento próprio e prioridade real dentre as políticas públicas também integram a lista de recomendações.

O documento foi apresentado pelas integrantes da CST que elaboraram o documento, Tafnys Hadassa, Andrea Iocca e Priscila Stella. Também participaram da audiência pública a deputada federal Gisela Simona (UB), a suplente de deputada estadual Sheila Klener (PSDB), o deputado estadual Wilson Santos (PSD), a defensora pública Rosana Leite, a delegada da Delegacia Especializada em Defesa da Mulher de Cuiabá, Judá Maali Pinheiro Marcondes, a coordenadora do Gabinete de Gestão Integrada, tenente-coronel PM Monalisa Toledo, entre outros.

Fonte: ALMT – MT

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Max Russi oficializa apoio do Podemos a Pivetta após consenso entre lideranças do partido

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O presidente estadual do Podemos, deputado Max Russi, afirmou que o partido desistiu de lançar candidatura própria ao Governo de Mato Grosso por não reunir, em tempo hábil, as condições políticas necessárias para viabilizar o projeto. A declaração foi feita nesta quarta-feira (5), durante a oficialização do apoio da legenda à candidatura à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Segundo Russi, a intenção inicial da maioria da militância era disputar o Palácio Paiaguás, mas, após consultas à base partidária, prevaleceu o entendimento de que o cenário favorecia a manutenção da aliança com o grupo governista.

“Tempo exíguo, as condições não foram reunidas e isso fez com que a gente optasse por um projeto ao governo nos próximos quatro anos”, afirmou.

O deputado destacou que a decisão foi construída em conjunto com prefeitos, candidatos e lideranças do partido, e que o Podemos apresentou ao grupo governista uma série de pautas consideradas prioritárias, como valorização dos servidores públicos e políticas voltadas ao desenvolvimento do Estado.

De acordo com Russi, o histórico de alinhamento entre o Podemos e o Governo de Mato Grosso também pesou na decisão. “A nossa militância entendeu que o melhor caminho era caminhar com os Republicanos e com Otaviano Pivetta”, declarou.

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Com a definição, o Podemos encerra o projeto de candidatura própria e passa a integrar oficialmente a base de apoio à reeleição de Pivetta nas eleições de 2026.

CLICK AQUI e veja o video completos nas redes sociais do Deputado.

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