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Salvador recebe festival de artistas de rua; confira a programação

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A programação do Festival Internacional de Artistas de Rua da Bahia começa nesta sexta-feira (13) e segue até o próximo domingo (15), em Salvador, depois de passar pelos municípios de Jequié e São Felipe.

Esta 19ª edição reúne 20 nomes de grupos e artistas brasileiros e do exterior ligados ao teatro, dança, bonecos, marionetes, circo, artes plásticas e música, que irão se apresentar gratuitamente e com garantia de interação com o público, marcas registradas do evento.

Entre os estrangeiros convidados estão artistas da Argentina, Colômbia, Estados Unidos e Guiné Bissau.

Além das apresentações, o festival terá ações formativas e atividades interativas para o público. O circuito “Circo para todos”, por exemplo, coordenado por Alexis Ayala, da Companhia Circonstance, convida a garotada para experimentar o mundo das acrobacias, trapézio, malabares e arame. Já a artista Gleice Ferreira irá promover uma vivência sobre Grafismo Indígena, utilizando materiais naturais como o urucum e o jenipapo.

Haverá ainda a equipe do Camapet, com uma oficina de reciclagem que transforma resíduos plásticos em brinquedos e objetos utilitários.

As apresentações e oficinas acontecem na Fábrica Cultural, que fica na Rua da Penha, no Largo da Ribeira; nesta sexta e sábado das 19h às 22h e no domingo das 17h às 21h.

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A programação está disponível no site: festivalderua.com.


Fonte: EBC Cultura

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Mostra reúne obras de egressos dos sistemas prisional e socioeducativo

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Vinte e sete egressos dos sistemas prisional e socioeducativo e familiares assinam trabalhos na exposição, “Coexistir Habitar”, em cartaz num espaço de arte contemporânea, instalado em imponente casarão do século 19, no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro.

A mostra no Largo das Artes é resultado de curso realizado no Museu da Vida Fiocruz, que trabalhou o projeto como ferramenta de escuta e reconstrução de trajetórias.

Segundo o curador Jean Carlos Azuos, a iniciativa coloca a arte como um direito de todos…

“Antes de ser apenas um espaço de exposição, ele afirma o fazer artístico como um direito. Produzir arte não é privilégio, é possibilidade legítima de existência. Quando essas obras ganham visibilidade, algo se transforma, muda o reconhecimento do público, muda também a forma como esses artistas passam a ser vistos por suas famílias, suas redes de afeto. Se antes havia um estigma, agora há reconhecimento. A exposição inverte essa lógica e nos convida a celebrar essas potências que são essas pessoas”.

Jean Carlos fala também sobre as escolhas temáticas da exposição…

“A mostra é atravessada por uma relação intensa entre a arte e vida. As obras abordam a espiritualidade, cotidiano, relações familiares, experiências de trabalho e a presença de corpos negros periféricos na cidade, em linguagens diversas, como pintura, vídeo, escultura e instalação. É possível compreender aspectos dessas realidades por meio dos trabalhos, mas a exposição não se limita à narrativa da privação da liberdade. Não há compromisso exclusivo com a denúncia, mas com a criação. São produções esteticamente consistentes, que poderiam ocupar qualquer museu ou galeria no país”.

Ao ocupar o Largo das Artes, sede de projetos artísticos de vários países, a mostra também cria um encontro simbólico entre territórios historicamente marginalizados e o circuito cultural tradicional carioca. O curador reforça essa importância..

“Estar no circuito cultural tradicional é um gesto de reposicionamento. Insere essas produções no debate público e tenciona o próprio sistema das artes. A exposição afirma que esses artistas não se reduzem a um episódio de suas biografias, mas pelo contrário, são sujeitos múltiplos, criadores livres no exercício do fazer”.

Além da mostra, o projeto conta com atrações variadas, como detalha Jean Carlos.

“A programação prevê encontros com artistas, rodas de conversa e ações mediadas por educadores, interlocutores, a exposição se desdobra em atividades artístico-pedagógicas ao longo de todo o período em cartaz, ampliando assim o diálogo com os diferentes públicos. É, não é apenas só a mostra, é um espaço contínuo de troca, de reflexão, de partilha”.

A exposição “Coexistir Habitar” tem entrada gratuita, com visitação até 25 de abril, de terça a sábado, das 10h às 17h. Anote o endereço: Rua Luís de Camões, região central da cidade. 

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Fonte: EBC Cultura

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