MATO GROSSO
Sérgio Ricardo anuncia fiscalização diária do TCE-MT sobre obras do BRT
MATO GROSSO
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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| O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, realizou visita técnica nas obras do modal de transporte nesta segunda-feira. Clique aqui para ampliar. |
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, anunciou a intensificação da fiscalização sobre as obras do BRT, durante visita técnica realizada nesta segunda-feira (28). O órgão enviará equipes de auditores diariamente aos canteiros, com produção de relatórios semanais que serão divulgados à imprensa, a fim de garantir o cumprimento do novo cronograma firmado com o consórcio responsável.
“Estamos aqui hoje com seis, sete auditores e eles vão continuar. Nós vamos trabalhar aqui diariamente, com relatórios semanais para entregar para a imprensa. O Tribunal de Contas vai organizar uma fiscalização permanente para garantir que a obra não pare e que seja concluída no prazo”, afirmou Sérgio Ricardo.
Em março, foi celebrado um acordo entre o governo estadual e o Consórcio Construtor BRT, estabelecendo prazo de 150 dias para a conclusão dos trechos remanescentes do contrato 052/2022. O valor acertado para execução é de R$ 13 milhões, com término previsto para agosto.
O presidente também defendeu medidas para acelerar o andamento, como a implantação de três turnos de trabalho, a atuação também aos fins de semana e a contratação de novas empresas. “O modelo atual permite que o governo fragmente os trechos e contrate quantas empresas forem necessárias. Não podemos mais trabalhar com o risco de paralisação”, afirmou.
| Crédito: Tony Ribeiro/TCE-MT |
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| O órgão enviará equipes de auditores diariamente aos canteiros de obras. Clique aqui para ampliar. |
Uma das preocupações apontadas durante a inspeção foi a região da Prainha, no centro de Cuiabá, onde o histórico de alagamentos ameaça a continuidade do traçado do BRT. A solução prevista é a execução de uma obra de drenagem de grande porte, que já teve edital lançado e será licitada separadamente.
Na ocasião, o secretário-adjunto de Obras Especiais da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), Isaac Nascimento Filho, destacou que a Capital enfrenta o maior volume de chuva dos últimos 64 anos. “São mais de 300 milímetros, mas mesmo assim o consórcio está desempenhando o que está sendo programado para o período. Esse prazo vence em 150 dias a partir da assinatura do contrato, em junho”, explicou.
De acordo com ele, a nova contratação também prevê a drenagem de vários trechos da avenida, para evitar que alagamentos aconteçam. “Há a previsão de melhoramento da drenagem. Nesse traçado que já foi feito, na Avenida do CPA, a drenagem já está praticamente toda concluída”, acrescentou.
Sérgio Ricardo avaliou que, mesmo diante das dificuldades iniciais, a atual fase do BRT já apresenta uma “nova fotografia” em relação ao passado. “Com planejamento, cobrança firme e acompanhamento técnico, temos todas as condições de entregar essa obra tão esperada pela população. Não dá mais para perder um só dia”, finalizou.
Secretaria de Comunicação/TCE-MT
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br
Fonte: TCE MT – MT
MATO GROSSO
Wilson Santos defende mais autonomia e garantias a servidores da Ager
O deputado estadual Wilson Santos (PSD) defendeu, durante sessão plenária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta quarta-feira (1º), o fortalecimento institucional da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager) e manifestou apoio à emenda supressiva apresentada pelas lideranças partidárias ao Projeto de Lei Complementar nº 21/2026 . A proposta retira do texto um dispositivo que permitiria às concessionárias contratar empresas privadas para fiscalizar os próprios serviços prestados, medida considerada prejudicial à atuação regulatória da agência.
Foi do parlamentar o projeto de lei que deu origem à Lei Estadual nº 7.101/1999 que criou a Ager, destacou que a agência exerce papel estratégico na fiscalização e regulação de serviços essenciais, como saneamento básico, rodovias, transporte coletivo, portos, gás canalizado, energia elétrica e telecomunicações. Para ele, a entidade precisa manter sua autonomia financeira, funcional e administrativa para atuar em defesa da população.
Durante o pronunciamento, Wilson Santos – que é dos parlamentares que garantiram 13 assinaturas da emenda proposta -, declarou que o projeto encaminhado pelo Poder Executivo não contempla as expectativas dos servidores da agência e defendeu mudanças que garantam maior independência aos profissionais responsáveis pela fiscalização. “Essa questão da Ager, o governo mandou para cá um projeto que não corresponde ao anseio dos servidores. E nós podemos ver agora, durante o processo de renovação da Energisa, o quanto a Ager precisa ser fortalecida. Tratar com uma gigante que fatura R$ 15 bilhões por ano exige uma instituição independente, autônoma, que não corra riscos de pressões de nenhum dos poderes, de nenhuma instituição e de nenhum governante”, declarou.
Ele também voltou a criticar a renovação da concessão da distribuidora de energia em Mato Grosso, ao lembrar que a Assembleia Legislativa se posicionou oficialmente contra a prorrogação do contrato por mais 30 anos. “A Energisa pinta e borda com o contribuinte mato-grossense. Esta Casa de Leis fez uma manifestação oficial contra a renovação por mais 30 anos da concessão. Mesmo assim, a Aneel deu parecer unânime pela renovação e o Ministério de Minas e Energia renovou. A Energisa ganhou, mas Mato Grosso perdeu. Temos que ter uma instituição como a Ager poderosa. É uma instituição de Estado, ela cuida dos interesses dos contribuintes”, manifestou o parlamentar.
Durante a sessão, o Projeto de Lei Complementar nº 21/2026 foi retirado da pauta de votação, a expectativa é que o texto seja rediscutido entre o Governo do Estado, Casa Civil, os parlamentares e os servidores da Ager. “Eu sei que a Ager é tolhida de exercer, na plenitude, as suas prerrogativas. Por isso, precisamos aprovar um projeto que efetivamente dê aos servidores da Ager imunidade e condições de exercer plenamente suas funções de fiscais do povo. Conte conosco”, concluiu Wilson Santos.
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