ECONOMIA
Ex-Alvarez & Marsal lança boutique EXON Partners
ECONOMIA
Otávio França, que foi um dos líderes da prática de reestruturações financeiras da Alvarez & Marsal no Brasil por seis anos e com mais de duas décadas de experiência em consultoria estratégica e gestão corporativa, lança a EXON Partners, consultoria especializada em reestruturações de negócios e destravamento de valor de ativos. A nova empresa atua oferecendo serviços a credores, devedores e investidores.
Em seis meses de operação, a EXON Partners assumiu seis mandatos, totalizando R$ 4 bilhões em carteira, atendendo empresas de médio e grande porte em projetos que incluem recuperação judicial, creditor advisory e fusões e aquisições (M&A).
Com foco em contextos de alta complexidade, a EXON Partners atua junto a credores, devedores e investidores na estruturação de soluções de capital, negociações estratégicas e reorganização de passivos. Entre as linhas de serviço estão reestruturação financeira, reditor advisory, financial advisory e special situations, com envolvimento direto de um time sênior ao longo de toda a execução.
“A proposta da EXON Partners é a de atuar de forma objetiva e abrangente, integrando todas as frentes da transação, em especial em situações que exigem estruturação sob medida e capacidade de execução”, afirma Otávio França, Managing Partner da EXON Partners.
A experiência de França inclui mais de 30 projetos de reestruturação, special situations e gestão de liquidez, além de participação em transações de captação de recursos e de M&A. Ao longo da carreira, esteve envolvido em cerca de R$ 15 bilhões em captações e R$ 20 bilhões em dívidas reestruturadas.
Mercado em evidência
Dados da Serasa Experian indicam que, em 2025, os pedidos de recuperação judicial atingiram o maior nível desde 2016, com alta de 13 % em relação ao ano anterior. Simultaneamente, cresce a busca por alternativas fora do Judiciário, como negociações bilaterais e recuperações extrajudiciais.
Nesse cenário, a condução de processos de reestruturação tende a demandar maior capacidade de execução, visão estratégica e customização das soluções, sobretudo em operações que envolvem múltiplos credores e estruturas financeiras complexas.
“O mercado de reestruturação está mais maduro, mas pressionado ao mesmo tempo. As empresas precisam de soluções mais flexíveis e menos padronizadas para reorganizar suas estruturas de capital, o que abre espaço para abordagens mais técnicas e criativas”, acrescenta França.
ECONOMIA
Ecora abre grupos de trabalho para o mercado de carbono
A Ecora, certificadora brasileira de créditos de carbono apresentada na COP30 por Bradesco, BNDES e Fundo Ecogreen, abriu inscrições para a formação de dois novos Grupos de Trabalho (GTs) voltados ao desenvolvimento de conhecimento técnico e ao fortalecimento do mercado brasileiro de carbono. As chamadas públicas contemplam as áreas de Agricultural Land Management (ALM) e de Resíduos Sólidos Urbanos e Aterros (GT-RSUA), consideradas estratégicas para o avanço da descarbonização e da economia de baixo carbono no país.
A iniciativa integra o programa permanente de Grupos de Trabalho da Ecora, criado para reunir especialistas, empresas, universidades, organizações da sociedade civil e representantes do poder público na discussão de desafios e oportunidades do mercado de carbono. O objetivo é produzir conhecimento técnico, compartilhar experiências e desenvolver recomendações que contribuam para o amadurecimento do setor e para a criação de metodologias com DNA 100% brasileiro, alinhadas às características ambientais, produtivas, sociais e econômicas do país.
Os Grupos de Trabalho não possuem caráter regulatório nem deliberativo. Funcionam como fóruns técnicos, independentes e colaborativos voltados à geração de conhecimento, ao intercâmbio de experiências e à construção de recomendações capazes de apoiar o desenvolvimento do mercado brasileiro de carbono.
O lançamento dos novos GTs ocorre em um momento importante para o setor, à medida que o Governo Federal avança na implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE). Nesse contexto, a Ecora destaca que sua iniciativa busca complementar esse processo por meio da produção de conhecimento técnico e da aproximação entre os diversos atores do mercado, sem qualquer atribuição regulatória ou institucional.
A abertura dos novos grupos representa a expansão de uma iniciativa que a Ecora já colocou em prática. Atualmente, a empresa mantém em operação o Grupo de Trabalho de Energia e Resíduos de Biomassa, desenvolvido em parceria com instituições de referência e especialistas convidados. Também conduz um Grupo Técnico dedicado ao desenvolvimento de sua metodologia para REDD, construída de forma colaborativa e submetida recentemente a consultas públicas, reforçando o compromisso da empresa com transparência, participação social e rigor técnico.
A experiência acumulada nessas iniciativas serviu de base para a criação do programa permanente de Grupos de Trabalho da Ecora, que agora se expande para novas áreas consideradas estratégicas para o país.
Cada Grupo de Trabalho será composto por 11 integrantes, representando diferentes segmentos do mercado de carbono. Haverá um representante do setor público, um especialista com mais de dez anos de experiência, um representante de desenvolvedores de projetos, um de compradores de créditos de carbono, um da academia, um de investidores institucionais (asset owners), um de agências de rating, um de associações setoriais, um do terceiro setor, um da sociedade civil e um de organismos de Validação e Verificação (VVBs). A composição busca assegurar diversidade de perspectivas e elevado nível técnico nas discussões.
O cronograma prevê 30 dias para inscrições, por meio do e-mail contato@ecora.green, seguidos por 90 dias de funcionamento dos grupos. Ao final desse período, será publicado um relatório técnico consolidando os principais diagnósticos, recomendações e conclusões elaborados pelos participantes.
Segundo a Ecora, um mercado de carbono sólido depende da construção contínua de conhecimento técnico, da aproximação entre diferentes setores e da redução das incertezas que ainda limitam o desenvolvimento de projetos e a atração de investimentos.
O diretor técnico da Ecora, Francisco Bidone, destaca que a iniciativa busca fortalecer a infraestrutura de conhecimento necessária para o desenvolvimento do mercado brasileiro.”Percebemos que ainda existe uma lacuna de conhecimento e de metodologias capazes de refletir as particularidades da realidade brasileira. O Brasil reúne competências técnicas e científicas reconhecidas em temas como florestas tropicais, restauração de biomas, agricultura tropical, integração lavoura-pecuária, bioenergia e setores industriais estratégicos. É a partir desse conhecimento, construído em diálogo com os principais atores nacionais, que estamos desenvolvendo uma certificadora com DNA 100% nacional, profundamente conectada ao desenvolvimento da economia brasileira de baixo carbono”.
A Ecora informa que novos Grupos de Trabalho serão constituídos progressivamente, acompanhando as principais agendas da economia de baixo carbono brasileira. A expectativa é consolidar uma rede permanente de especialistas capaz de produzir conhecimento aplicado, fortalecer a confiança dos agentes econômicos, estimular novos investimentos e contribuir para o desenvolvimento de metodologias genuinamente brasileiras, alinhadas às vocações e às necessidades do país.
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